McDonald’s dá aos clientes oportunidade de conhecerem montagem dos lanches
A rede de fast food abre as portas das cozinhas para que os clientes tenham a oportunidade de ver como é feita a montagem dos lanches
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Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e pão com gergelim, o Big Mac. Essa campanha publicitária, que fez parte da infância de muitos, dava a receita de um dos principais lanches da rede McDonald's. O processo é bem simples, mas esconde algumas particularidades dentro da montagem da refeição.
A empresa de fast food, fundada pelos irmãos Dick e Mac McDonald em 1940, divulgou balanço trimestral em setembro de 2025 de lucro líquido de US$2,28 bilhões entre julho e setembro. No Brasil, existem 1202 lojas da rede, Minas Gerais tem 69 restaurantes, 39 delas em Belo Horizonte.
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A reportagem do Estado de Minas foi até a unidade localizada no Bairro Cruzeiro, Região Centro-sul de BH, observar como funciona o processo de elaboração do lanche e entender como é a dinâmica dentro da cozinha. Essa visita faz parte do programa Portas Abertas da empresa, que dá a oportunidade aos clientes de conhecerem a loja. O restaurante visitado, completa 30 anos em fevereiro.
De acordo com a gerente Sênior de comunicação da Arcos Dorados Brasil – empresa responsável pela distribuição de restaurantes da Rede McDonald's em 21 países da América Latina –, Mariana Augusto, o programa surgiu em 2014 a partir de uma percepção da empresa de que existia interesse dos clientes em ver como é feito o processo de montagem dos lanches.
“O Portas Abertas fortalece a relação de confiança com o consumidor a partir da transparência”, diz. “O programa se consolidou como um espaço permanente em que qualquer pessoa pode entrar na cozinha, fazer perguntas, acompanhar de perto nossos processos e tirar dúvidas sobre a qualidade e a origem dos ingredientes”, aponta Mariana.
As visitas aos restaurantes são abertas ao público em geral. Para participar, basta ir a um restaurante McDonald’s e solicitar a visita do Portas Abertas ao gerente da unidade. O programa é aberto a pessoas de todas as idades. Os menores podem participar acompanhados por um responsável.
EM visita
Ao chegarmos, percebemos o espaço bem organizado e vazio – isso se deve provavelmente ao horário em que fizemos a visita, entre 15h e 16h.
Antes de entrarmos na cozinha recebemos uma touca similar aos que os funcionários do restaurante utilizam, que impede que o cabelo caia sob os lanches no processo de preparação das refeições.
No início do tour, foram-nos passado alguns esclarecimentos prévios sobre o Portas Abertas e fomos encaminhados para a cozinha. Entramos, lavamos as mãos e conversamos sobre os cuidados padrão que os trabalhadores da empresa devem ter enquanto estão no local. Por exemplo, os funcionários não podem ter barba ou utilizar acessórios – anéis, brincos ou piercings – dentro do local de trabalho.
Segundo a empresa, um McDonald 's necessita de cerca de 70 a 90 colaboradores, espalhados nos diferentes turnos em que a unidade atende, para operar normalmente. Perguntamos a quantidade de funcionários que trabalham na loja que visitamos, mas a empresa não nos respondeu.
O restaurante oferece aos funcionários uma refeição diária, com arroz, feijão, proteína e outras guarnições. O cardápio com a lista de alimentos que serão disponibilizados aos trabalhadores fica exposto próximo as panelas com às comidas.
Tanto os materiais para a produção dos lanches quanto para a elaboração das refeições dos colaboradores ficam guardados em um único armazém, separados por suas destinações. O espaço de conservação foi o segundo local que estivemos.
No lado direito da cozinha ficam as fritadeiras de nuggets e de batatas. Cada alimento tem máquinas específicas para a fritura.
Na penúltima etapa da visita, vimos o processo de montagem dos lanches, em que em alguns momentos se assemelha ao que vemos no filme Tempos Modernos (1936) de Charles Chaplin, por ser um processo muito mecânico e ágil, em decorrência da proximidade dos alimentos com a mesa de preparação.
A rede de lanches estima que, em média, um lanche demora, cerca de 30 segundos, depois que sai da tostadeira para ser montado.
Ao final, tivemos contato sobre como são feitas as misturas do refrigerante e dos sorvetes. O maquinário fica posicionado próximo às bancadas de entrega das refeições, o que dá mais agilidade na entrega dos pedidos.
Diferença entre os lanches do Brasil e outro países
Um vídeo de uma influencer brasileira, que visitou diversos países europeus e mostrou a diferença entre os lanches do McDonalds, viralizou em junho de 2025. A veterinária Carla Fonseca, fez um intercâmbio na Europa durante alguns dias e alimentou-se em lojas da franquia em diversos países divulgando vídeos nas suas redes sociais.
Na postagem, ela expôs para os seus seguidores como os lanches dos países na Itália, na Espanha, na Holanda, no Marrocos, em Malta e no Brasil são distintos entre si. O que mais chamou a atenção dos internautas foi o tamanho do lanche, que difere entre um país e outro.
Polêmica das batatas
As batatas da rede estão inseridas em uma disputa familiar bilionária. De acordo com a Revista Times Brasil, a família que é dona da empresa McCain Foods, maior produtora de batatas fritas congeladas do mundo, tem entrado em divergências acerca do valor de mercado que Eleanor McCain, filha de Wallace McCain – um dos fundadores da empresa – deu para a porcentagem que tem da empresa.
Ela acredita que o valor pela sua parte da empresa é de US$725 milhões (R$3,9 bilhões), o que não é aceito pelos outros membros da família. Ao mesmo tempo que há o peso monetário referente à venda das ações, há também a questão emocional no entorno da possível comercialização das porcentagens da empresa, em decorrência do apego com a empresa fundada pelo pai da Eleanor.
Sorvete
Em dezembro, a 1ª Turma da 1ª Câmara da 3ª Seção do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) concluiu que a casquinha, o sundae e o milkshake vendidos pelo McDonald’s não se enquadram como sorvetes. Para o colegiado, os itens podem entrar na alíquota zero de PIS/Cofins.
A controvérsia surgiu após a Receita Federal classificar os produtos como gelados comestíveis, categoria que não prevê o benefício fiscal. A Arcos Dourados, responsável pela rede no Brasil, defendeu, no entanto, que os itens deveriam ser considerados tecnicamente como bebidas lácteas.
Com a decisão, foi cancelado o crédito tributário, que somava R$324 milhões em impostos, multas e juros, segundo dados do processo.
*Com informações de Folha de S. Paulo
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*Estagiário sob supervisão da subeditora Juliana Lima