Mesmo com reajuste, ônibus em BH estão de graça no primeiro dia do ano
Passagem de linhas comuns passa para R$ 6,25 a partir de amanhã. No entanto, durante domingos e feriados população conta com tarifa zero e catracas liberadas
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Os moradores de Belo Horizonte que precisarem usar o transporte público por ônibus nesta quinta-feira (1º/1) não vão pagar passagem. Apesar de o reajuste da tarifa começar a valer a partir do primeiro dia do ano na capital mineira, por ser feriado as catracas estão liberadas. No entanto, já nas primeiras horas desta sexta-feira (2/1) o valor passa para R$ 6,25 - para as linhas convencionais - e R$ 6 para os circulares e linhas alimentadoras.
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No início de dezembro o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) anunciou que a capital terá tarifa zero durante domingos e feriados. O anúncio aconteceu dois meses depois que vereadores da Câmara Municipal de BH votaram em maioria para derrubar o Projeto de Lei 60/2025, que previa a gratuidade integral em todas as linhas de ônibus da cidade.
Com o programa “Catraca Livre” a administração municipal estima que cerca de 190 mil passageiros utilizem o sistema aos domingos, com um custo anual aproximado de R$ 40 milhões aos cofres públicos. Questionada pelo Estado de Minas, a prefeitura esclareceu que a medida será custeada por meio de remuneração complementar às concessionárias.
Como ficou a passagem em BH?
O reajuste da tarifa dos ônibus em Belo Horizonte não agradou os moradores que precisam do transporte para se locomover diariamente pela cidade. Com a mudança, a passagem das linhas diametrais, semi-expressas, radiais, perimetrais e troncais passa de R$ 5,75 para R$ 6,25, aumento de 8,7%. Já as linhas circulares e alimentadoras terão aumento de R$ 5,50 para R$ 6, ou 9,1%.
Na última terça-feira (30/12), logo após o anúncio do reajuste ser publicado no Diário Oficial do Município (DOM) a reportagem do Estado de Minas foi às ruas para ouvir passageiros sobre a mudança. Entre os ouvidos, todos afirmaram que a alteração de quase 9% é injusta e, apesar de acontecer todo ano, não faz jus à qualidade do serviço ofertado pelas empresas de ônibus.
Maria de Fátima Braga, de 59 anos, utiliza as linhas 30, 6400 e 9209 para trabalhar como babá. Sem receber vale-transporte, ela paga as passagens do próprio bolso e critica o reajuste. “É injusto. A gente não tem condições de pagar isso. Nosso salário não acompanha esse aumento”, reclama.
Já a agente de serviços gerais Elizabete Pereira dos Santos, usuária da linha 4107 (Alto Caiçara/Serra), concorda apenas parcialmente com o aumento. “Tudo aumenta, então até entendo o reajuste. O problema é que os ônibus continuam lotados e castigando a gente”, avalia.
Como usar a gratuidade dos ônibus de BH aos domingos e feriados?
A tarifa zero vale para todas as linhas convencionais e suplementares. Para utilizar o benefício, o passageiro pode passar o cartão BHBus normalmente na catraca, sem que o valor seja descontado, ou solicitar a liberação diretamente ao motorista, caso não possua o cartão. Treze linhas do sistema de Vilas e Favelas já são totalmente gratuitas, assim como as linhas alimentadoras 202, 204, 401 e 402.
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*Com informações de Wellington Barbosa e Silvia Pires