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Você sabe diferenciar legumes de verduras? Veja características, benefícios e exemplos de cada um

Na rotina das feiras e supermercados, é comum que se utilize o termo legume para quase qualquer vegetal exposto nas bancas, enquanto verdura associa-se ao que é verde e folhoso. Porém, os conceitos são mais específicos. Saiba mais!

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Na rotina das feiras e supermercados, é comum que se utilize o termo legume para quase qualquer vegetal exposto nas bancas, enquanto verdura associa-se ao que é verde e folhoso. Porém, do ponto de vista científico esses conceitos são mais específicos e nem sempre correspondem ao uso popular. Assim, entender o que diferencia legumes e verduras ajuda a organizar melhor a alimentação, planejar refeições equilibradas e tirar maior proveito dos nutrientes presentes em cada grupo.

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A distinção entre essas categorias envolve aspectos botânicos, ou seja, a parte da planta de que se está falando, e também critérios nutricionais, como o tipo de carboidrato, teor de fibras e concentração de vitaminas e minerais. Apesar disso, tanto legumes quanto verduras podem se encaixar em uma alimentação saudável. Ou seja, com impacto relevante na prevenção de doenças crônicas, conforme descrito em diretrizes atualizadas de nutrição e saúde pública até 2026.

Do ponto de vista científico esses conceitos são mais específicos e nem sempre correspondem ao uso popular – depositphotos.com / Alexis84

O que diferencia legumes e verduras do ponto de vista botânico?

Em linguagem técnica, usa-se comumente a palavra legume para designar partes comestíveis da planta que não são folhas, como frutos, sementes, raízes, tubérculos e flores. Já o termo verdura costuma se referir a folhas, caules tenros e, em alguns casos, inflorescências jovens. Assim, cenoura, beterraba, abobrinha, ervilha, vagem, batata, chuchu e brócolis entram na categoria dos legumes. Por sua vez, alface, couve, espinafre, rúcula, acelga e agrião são exemplos clássicos de verduras.

É importante destacar que há diferenças entre o uso acadêmico e o popular. No dia a dia, muitas pessoas consideram tomate e pimentão como verduras por serem consumidos em saladas frias, quando, botanicamente, são frutos e entram no grupo dos legumes. O mesmo ocorre com o milho verde, que é o grão de um fruto, e com a abóbora, também um fruto. Já verduras tendem a estar associadas à parte aérea da planta, predominantemente verde e folhosa.

Legumes e verduras: como cada grupo contribui para a alimentação saudável?

Embora sejam frequentemente colocados no mesmo conjunto hortaliças, legumes e verduras têm perfis nutricionais que se complementam. As verduras costumam apresentar baixo valor calórico, alta concentração de água, quantidades expressivas de fibras e bons níveis de vitaminas A, C, K e do complexo B, além de minerais como cálcio, ferro e magnésio. Folhas escuras, como couve e espinafre, concentram carotenoides, ácido fólico e outros compostos com ação antioxidante.

Os legumes, por sua vez, formam um grupo bastante variado. Alguns, como cenoura, abóbora e pimentão, são ricos em carotenoides, precursores de vitamina A. Outros, como batata, mandioca e inhame, fornecem mais carboidratos complexos, funcionando como fonte de energia. Há ainda os legumes do grupo das leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico, que se destacam pelo teor de proteínas vegetais, fibras solúveis e minerais como ferro, zinco e potássio. Em linhas gerais, a combinação diária de legumes e verduras favorece um aporte mais amplo de nutrientes essenciais.

Quais são as principais confusões entre legumes e verduras no uso popular?

No vocabulário cotidiano, costuma-se chamar de verdura qualquer hortaliça que vá crua para a salada, mesmo quando, tecnicamente, é um legume. Tomate, pepino, cenoura ralada e beterraba crua frequentemente são incluídos nessa categoria, embora, sob a ótica botânica, sejam considerados legumes. Outra confusão comum envolve o feijão, que raramente é lembrado como legume, apesar de pertencer à família das leguminosas.

Essas imprecisões terminológicas não impedem uma boa alimentação, mas podem atrapalhar quando a intenção é seguir orientações nutricionais específicas. Ao entender que folhas e talos macios tendem a ser verduras, enquanto frutos, raízes, tubérculos, sementes e flores comestíveis são, em geral, legumes, fica mais fácil montar pratos variados. Isso também ajuda em estratégias de educação alimentar em escolas e serviços de saúde, tornando as mensagens mais claras para diferentes públicos.

Qual grupo é mais benéfico: legumes ou verduras?

Pesquisas em nutrição e epidemiologia publicadas nas últimas décadas indicam que o consumo regular de hortaliças, de maneira geral, está associado a menor risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e alguns tipos de câncer. Nos estudos, muitas vezes não há separação rígida entre legumes e verduras; considera-se o conjunto de vegetais in natura ou minimamente processados. Isso sugere que não existe um vencedor absoluto entre os dois grupos, mas uma complementaridade importante.

As verduras se destacam pelo teor de fibras, vitamina C, vitamina K, folato e compostos antioxidantes presentes nas folhas verde-escuras. Já os legumes contribuem com diferentes tipos de carboidratos, proteínas vegetais (no caso de leguminosas como feijão e lentilha), além de minerais como potássio, fósforo e ferro. Carotenoides encontrados em cenoura, abóbora e pimentão estão associados à proteção da visão e da pele, enquanto substâncias fitoquímicas presentes em crucíferas, como brócolis e couve-flor, são estudadas por seu potencial papel na modulação de processos inflamatórios.

No vocabulário cotidiano, costuma-se chamar de verdura qualquer hortaliça que vá crua para a salada, mesmo quando, tecnicamente, é um legume – depositphotos.com / monticello

Como variar o consumo de legumes e verduras no dia a dia?

Diretrizes de saúde pública recomendam o consumo diário de uma ampla diversidade de hortaliças, com diferentes cores e texturas. Uma forma prática de colocar isso em prática é incluir verduras cruas ou levemente refogadas no almoço e no jantar, associadas a pelo menos um tipo de legume em cada refeição. Misturar folhas, frutos e raízes aumenta a chance de atingir as metas de vitaminas, minerais e fibras recomendadas para cada faixa etária.

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  • Alternar folhas verdes (alface, rúcula, agrião, couve) ao longo da semana.
  • Incluir pelo menos um legume de cor alaranjada ou vermelha (cenoura, abóbora, tomate, pimentão).
  • Priorizar preparações com mínima adição de sal, óleos e molhos industrializados.
  • Utilizar partes geralmente descartadas, como talos e folhas, quando apropriado e bem higienizado.
  1. Planejar as compras considerando diferentes tipos de legumes e verduras.
  2. Organizar a geladeira para usar primeiro os alimentos mais perecíveis.
  3. Variar métodos de preparo, como cozidos rápidos, assados, refogados e saladas.
  4. Consultar orientações de guias alimentares oficiais para adequar quantidades e combinações.

A distinção entre legumes e verduras, portanto, vai além da linguagem cotidiana e envolve aspectos botânicos e nutricionais complementares. Ao reconhecer essas diferenças e ampliar a variedade de hortaliças consumidas, torna-se mais simples montar refeições equilibradas, em sintonia com recomendações científicas atualizadas sobre alimentação saudável.

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