Um círculo de pedras com pelo menos 4 mil anos foi identificado perto de Belfast, na Irlanda do Norte, após arqueólogos observarem marcas em fotografias aéreas. A estrutura fica próxima de um monumento muito conhecido e pode ampliar o mapa de um conjunto ritual. Sua função exata ainda é desconhecida.
Fotografias aéreas revelaram pistas no terreno
Pesquisadores da Queen’s University Belfast analisaram imagens de campos perto do Giant’s Ring, monumento pré-histórico na região de Ballynahatty. As fotografias mostraram marcas na vegetação que pareciam continuar além da área onde os arqueólogos já conheciam estruturas antigas.
Essas marcas podem surgir quando estruturas enterradas mudam a umidade e o crescimento das plantas. A equipe decidiu investigar o local em uma escavação comunitária conduzida em junho de 2026. A comparação entre as imagens e o solo abriu caminho para identificar o novo círculo.

O que os pesquisadores encontraram perto de Belfast?
Segundo a Queen’s University Belfast, a escavação revelou vestígios de um círculo de pedras com pelo menos 4 mil anos, associado ao fim do Neolítico ou ao início da Idade do Bronze. A estrutura fica no complexo de Ballynahatty, que reúne dezenas de monumentos antigos.
O sítio foi alterado no século XIX, quando agricultores desmontaram partes de estruturas antigas para utilizar o terreno. Por isso, a equipe trabalha com marcas e elementos preservados, sem supor que todas as pedras estejam na posição original ou que o círculo permaneça inteiro.
O novo círculo amplia um conjunto arqueológico
O Giant’s Ring já era conhecido por seu grande anel de terra e por uma sepultura de pedras no centro. Segundo o Departamento para Comunidades da Irlanda do Norte, a área circular tem aproximadamente 200 metros de diâmetro e foi formada por volta de 2700 a.C.
- Idade: Estrutura atribuída ao Neolítico final ou ao início da Idade do Bronze.
- Local: Área próxima ao Giant’s Ring, em Ballynahatty.
- Método: Marcas em fotografias aéreas motivaram escavação no terreno.
- Limite: A função ritual foi sugerida, sem prova direta de sepultamentos.
Na década de 1990, escavações próximas também encontraram um grande círculo de madeira e uma plataforma interna. A nova descoberta indica que o conjunto de estruturas pode ocupar uma área maior do que se pensava, mas cada monumento precisa ter sua idade e função estudadas separadamente.
Como os arqueólogos interpretam as marcas?
A investigação partiu de fotografias aéreas, mas a confirmação dependeu da escavação. Marcas observadas do alto podem sugerir formas enterradas; sozinhas, não mostram com certeza o material utilizado nem a idade da construção. A análise do solo ajuda a testar essas primeiras interpretações.
A equipe trabalhou com voluntários e estudantes durante a escavação. Uma criança encontrou uma ponta de flecha quebrada, segundo a universidade. Esse objeto amplia o registro de materiais do local, mas não basta para identificar quem usou o círculo nem para provar uma cerimônia específica.

O círculo de pedras tinha função religiosa?
A universidade considera possível que o local tenha servido para atividades rituais ou encontros em certas épocas. Entretanto, os pesquisadores afirmam que ainda não encontraram evidências de sepultamentos ligados ao novo círculo. Também não há prova publicada de alinhamento astronômico próprio dessa estrutura.
Outros conjuntos pré-históricos apresentam possíveis relações com a observação do céu, mas isso não confirma a mesma finalidade em Ballynahatty. O Giant’s Ring ajuda a situar a paisagem antiga. As funções do círculo recém-identificado continuam sendo hipóteses abertas à investigação.
Novas escavações podem definir os limites do sítio
A descoberta foi divulgada em junho de 2026, quando os trabalhos ainda estavam em andamento. Os arqueólogos relacionam a área a um complexo com 50 ou mais monumentos conhecidos. O novo círculo pode levar à revisão dos limites estudados, especialmente nas áreas sugeridas pelas fotografias.
Por enquanto, o resultado mais seguro é a identificação de uma estrutura pré-histórica antes desconhecida naquele campo. Seu tamanho completo, a forma original e o uso pelos antigos moradores exigem novas evidências. O achado amplia as perguntas sobre a ocupação da região de Belfast.
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