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Arqueólogos recuperam nome raspado de um selo hitita feito há mais de 3 mil anos

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
06/11/2026
Em Curiosidades
A recuperação da inscrição permite investigar informações que haviam sido apagadas do objeto - IMAGEM ILUSTRATIVA

A recuperação da inscrição permite investigar informações que haviam sido apagadas do objeto - IMAGEM ILUSTRATIVA

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Arqueólogos recuperaram traços de um nome raspado de um selo hitita de pedra com mais de 3 mil anos, encontrado em Uşaklı Höyük, na Turquia.↓ Ver no artigo
A descoberta ocorreu na 14ª campanha de escavação da missão ítalo-turca coordenada pela Universidade de Pisa, divulgada em setembro de 2026.↓ Ver no artigo
Especialistas leram sinais remanescentes sob a área raspada, mas a universidade não divulgou a transcrição completa nem identificou o proprietário.↓ Ver no artigo

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Resumo gerado por IA a partir dos artigos deste site.
⚡ Feito com Myth Box

Um selo hitita com mais de 3 mil anos revelou traços de um nome que havia sido raspado da pedra na antiga Anatólia, atual Turquia. Arqueólogos conseguiram recuperar a leitura da inscrição, mas a razão do apagamento continua incerta. A peça foi encontrada num centro religioso ainda estudado por arqueólogos.

A inscrição apagada apareceu em uma escavação na Turquia

A peça foi localizada em Uşaklı Höyük, sítio arqueológico da região central da Anatólia. A descoberta integrou a 14ª campanha de escavação de uma missão ítalo-turca coordenada pela Universidade de Pisa, que divulgou os resultados em setembro de 2026.

Trata-se de um selo de pedra com sinais da escrita hieroglífica da Anatólia. A superfície onde havia um nome apresenta desgaste proposital. Mesmo assim, marcas remanescentes permitiram que especialistas recuperassem sua leitura, de acordo com o comunicado dos pesquisadores.

O nome encontrado pode oferecer novas pistas sobre a origem e a história da peça – IMAGEM ILUSTRATIVA

Como os arqueólogos leram o nome raspado?

A equipe examinou os vestígios conservados abaixo da área raspada e comparou os sinais ainda presentes na peça. A universidade informa que o nome pôde ser lido, mas seu comunicado não divulga a transcrição completa nem identifica publicamente a pessoa relacionada ao objeto.

A descrição oficial da Universidade de Pisa permite afirmar que houve leitura dos sinais restantes. Ela não informa quais equipamentos foram utilizados na análise. Por isso, atribuir o resultado a laser, inteligência artificial ou outros métodos específicos seria acrescentar um detalhe sem confirmação.

O selo podia registrar identidade e autoridade

Selos antigos serviam para deixar marcas em materiais e podiam indicar identidade ou posição social. O Metropolitan Museum of Art mantém outro selo do período hitita, feito em prata, com inscrição hieroglífica. Esse exemplo ajuda a compreender o objeto, mas não pertence à escavação turca.

A pesquisa distingue três aspectos materiais e uma questão que segue em aberto:
  • Material: Selo de pedra com sinais da escrita hieroglífica da Anatólia.
  • Dano: Nome com marcas de raspagem considerada intencional pelos pesquisadores.
  • Leitura: Especialistas identificaram sinais que permaneceram na superfície do selo.
  • Hipótese: O apagamento pode ter buscado retirar identidade, função ou autoridade.

A existência de outros exemplares permite comparar formatos, materiais e sinais de escrita. Ainda assim, descobrir uma inscrição não equivale a descobrir a biografia de seu dono. O contexto arqueológico da peça e os registros disponíveis precisam orientar qualquer conclusão sobre seu uso.

Por que alguém teria apagado uma inscrição?

A hipótese levantada pelos pesquisadores é que a raspagem tenha buscado eliminar a identidade, função ou autoridade de alguém. Isso poderia estar ligado a mudanças de poder, mas não existe comprovação publicada de uma disputa específica, punição ou ordem de um governante.

O lugar em que o selo foi encontrado também importa. Ele veio da chamada Estrutura Circular, cuja função ainda é investigada. A equipe registra cinzas, ossos de animais e recipientes ligados a possíveis rituais, mas esses materiais não explicam, por si só, o apagamento do nome.

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O que o achado revela sobre os hititas?

Os hititas viveram na Anatólia e formaram um importante reino na Idade do Bronze. Os sinais hieroglíficos presentes em objetos desse contexto ajudam a estudar nomes e formas de representação da autoridade. Cada inscrição recuperada acrescenta informações, mas precisa ser analisada junto de outras evidências.

Uşaklı Höyük é associado, como hipótese, à antiga Zippalanda, centro religioso ligado ao deus da tempestade. A descoberta do selo pode contribuir para investigar essa identificação. A universidade, porém, não a apresenta como uma localização definitivamente demonstrada nem atribui função certa à Estrutura Circular.

A pesquisa ainda depende de novas comparações

Na mesma campanha, arqueólogos encontraram no alto da cidadela vestígios de uma possível construção monumental destruída pelo fogo. A datação e a função desse edifício ainda são investigadas. É outro exemplo de como descobertas diferentes podem ampliar o estudo de um sítio sem oferecer respostas imediatas.

No caso do selo, a contribuição confirmada é a recuperação de uma leitura antes encoberta pela raspagem. A intenção de quem retirou os sinais permanece aberta. Pesquisas futuras poderão aproximar essa inscrição de outros registros e ajudar a entender seu lugar na história hitita.

Sua história pode virar reportagem

Conte por texto ou áudio — nomes e endereços viram fictícios antes de qualquer publicação.

Tags: Anatóliaarqueologiaescrita antigahititas

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