REPRESENTATIVIDADE

Programação da Parada LGBT+ em BH terá shows gratuitos na Funarte

O desfile que celebra diversidade acontecerá no dia 19 de julho; agenda ainda conta com o Festival Fuzuê, no dia 18

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A Parada do Orgulho LGBTQIA+ é considerada um dos maiores eventos de Belo Horizonte. Todos os anos, há quase três décadas, o desfile reúne milhares de pessoas dentro e fora da cidade, movimentando a economia e promovendo a inclusão. Neste ano não seria diferente, e a capital mineira receberá uma programação nos dias 18 e 19 de julho para celebrar a diversidade e debater a importância da população LGBTQIA+ para a democracia.

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No dia 19 de julho, um domingo, acontece a 27° Parada do Orgulho de Belo Horizonte, realizada pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais (Cellos-MG). O evento ocupará, novamente, o cruzamento da Avenida Brasil com a Avenida Afonso Pena, reunindo milhares de pessoas em defesa da cidadania e da inclusão.

Representando um grande encontro de diversidade, visibilidade e resistência, o 2º Festival Fuzuê LGBTQIA+: Arte, Celebração e Luta acontece no sábado, dia 18 de julho, na Funarte Minas Gerais e integra a programação da manifestação. A entrada é gratuita e os ingressos serão disponibilizados por meio de plataforma virtual, sujeito à lotação.

De acordo com o presidente da Cellos-MG, Maicon Chaves, a escolha do tema se deve pela importância da comunidade na construção da democracia. “Não existe democracia no país sem a população LGBTQIA+. Grandes políticas públicas foram conquistadas graças à comunidade […] um dos aspectos da democracia, inclusive, é o voto. E o voto representa as nossas vidas”, afirma.

Maicon Chaves completou: "Não existe democracia sem o reconhecimento de todas as identidades e corpos".

Programação

Com um palco principal e outro dedicado à música eletrônica, o Festival Fuzuê receberá mais de quarenta atrações locais, selecionadas por um chamamento público. Além disso, uma atração pública, escolhida através da consulta pública com a comunidade, também será incluída. Nas atrações musicais, Fuzuê será palco para DJ Lucy, DJ Lidiia, Be Boots e muitos outros, além de receber cantores como Ana Ribeiro, Carol Tavvares, Lieezou e Dolly Piercing.

Já no domingo, dia 19 de julho, DJs vão se apresentar nos trios durante a concentração, às 13h, e ao longo do trajeto em direção à Praça Sete, que será o local da dispersão, às 22h. Bukzem, Eloá Procópio, DJ Marcello Loop, DJ Tico Malagueta e Princezinha da Paz são apenas um dos “Dee-Jays” que tocarão na Parada, apresentada por Justine Chosen, Nayla Brizard, Evellyn Loren e Paola Venturine. O desfile também contará com o Grupo Diga Lá e Alcione Alves.

Segundo Maicon Chaves, a expectativa deste ano é que as pessoas se sintam acolhidas e seguras. "Esperamos, sobretudo, que as pessoas gostem do nosso evento. É a nossa maior manifestação de reivindicação de direitos [...] queremos que as pessoas vejam a Parada como uma oportunidade social".


Trajetória da Parada LGBTQIA+

A primeira manifestação em BH foi realizada em 1997. Inspirado na “Parada Gay”, de São Paulo, o desfile foi organizado pela Associação Lésbica de Minas (Além) para reivindicar o respeito e a diversidade sexual. O Cellos-MG reuniu três anos depois, no ano 2000, mais de 100 pessoas ante a sentença "Nós estamos aqui, nós existimos", o que repercutiu e trouxe cada vez mais visibilidade para a festa, que cresceu exponencialmente nos anos seguintes, reunindo moradores e turistas.

Em 2025, a Parada injetou cerca de R$ 42,7 milhões na economia local em um único dia, segundo dados compilados pelo Grupo Diverso, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) e o Cellos-MG. O número se deve às quase 350 mil pessoas que compareceram ao evento, realizado dia 20 de julho.

"Esperamos (com o evento) devolver em turismo, economia, beleza e cidadania à BH", afirmou o presidente da Cellos-MG.

Apesar de anos de história, a oficialização do terceiro domingo de julho no calendário de datas comemorativas foi aprovada somente em janeiro deste ano, através da Lei 11.962. A norma institui o Dia Municipal da Parada do Orgulho LGBT e também prevê a organização de atividades informativas e educativas sobre o tema.

Já o Festival Fuzuê foi criado em 2025, demarcando o crescimento da Parada do Orgulho de Belo Horizonte. O evento constrói oportunidades para que artistas locais apresentem o seu trabalho e alcancem um público que talvez não seria atingido em outra oportunidade. Explorando diversas linguagens artísticas, como o funk, o rap, o trap e o ballroom, o festival foca em apresentações nacionais.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima

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