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A hora e a vez deles: nomes da gastronomia que vão brilhar em 2026

Apresentamos as nossas apostas de personalidades da gastronomia que vão se destacar neste ano

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A cada ano que passa, um novo capítulo da gastronomia de Belo Horizonte é escrito. E, se tanto falamos de alimentos e pratos do momento, desta vez vamos falar dos responsáveis pela criação deles, dos verdadeiros autores dessa história que acompanhamos de perto.

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Nesta edição, exploramos a trajetória de cada um dos sete nomes que acreditamos que vão brilhar mais do que nunca neste ano que se inicia. Por coincidência – ou não –, três casais fazem parte desta seleção, o que nos leva a crer que o amor é um poderoso tempero e marca uma tendência que preza por muito mais do que apenas sabor.

Depois de passar pelas faculdades de design de moda e nutrição e se formar em administração, a mineira Alethéa Ruckert, de 37 anos, se encontrou na cozinha. Descobriu a vocação principalmente por meio de cursos que fez por hobby, sem nenhuma pretensão de se tornar uma profissional da gastronomia.
No fim de 2016, ela decidiu sair do mundo corporativo e testar um novo caminho. Logo em 2017, conseguiu uma vaga de estágio no Maní, restaurante da chef Helena Rizzo, em São Paulo, onde foi contratada e passou cerca de um ano.

Em busca de conhecimento na área, Alethéa se interessou pelo curso de gastronomia do Basque Culinary Center, em San Sebastián, cidade espanhola que respira culinária.
“Dentro desse curso, tinha a possibilidade de fazer estágio em diversos restaurantes do mundo, e eu escolhi passar pela Osteria Francescana [do chef Massimo Bottura, em Modena, na Itália, que conta com três estrelas Michelin, além de ter sido eleito como o melhor restaurante duas vezes pela lista The World’s 50 Best Restaurants]”, conta a chef.

Max Catolino e Alethéa Ruckert se conheceram em um programa de TV e descobriram um sonho em comum: empreender
Max Catolino e Alethéa Ruckert se conheceram em um programa de TV e descobriram um sonho em comum: empreender Estêvão Andrade/Divulgação

Por lá, ela entrou como estagiária e conseguiu também ser contratada. Retornou, no entanto, ao Brasil em 2023 e, em 2024, seu caminho se cruzou com o de Max Catolino.
Argentino, Max, de 33, chegou a Belo Horizonte aos 10 anos. “Foi uma época de dificuldade financeira. Comecei a trabalhar desde cedo e depois tive a oportunidade de fazer faculdade de TI, mas entendi que aquilo não me movia”, destaca. O gosto pela cozinha acabou levando-o para o curso de gastronomia do Senac, entre 2011 e 2012.

Essa formação abriu portas para que o profissional passasse por casas importantes na cidade, como Trindade e Alma Chef (ambos fechados permanentemente). Chefiou também a cozinha do Mercearia 130 (com unidades nos bairros Lourdes e Serra, na Região Centro-Sul) até decidir voltar para a Argentina, em 2016, para novas experiências gastronômicas.

Um dos motivos que o levou a essa viagem foi a sua inquietação perante o mercado. “Queria entender um pouco mais da alta gastronomia, entender por que uma comida é tão cara, sendo que falta para muita gente”, explica.

Ao passar por cozinhas sofisticadas e com muita técnica, Max entendeu mais sobre esse universo. “Comecei a entender que o produto e a mão de obra são mais caros, vi que o preço atribuído a isso faz sentido”, diz, chamando a atenção para o funcionamento de uma casa estilo “fine dining”.

Depois de um ano em terras argentinas, ele retornou para Belo Horizonte, onde teve outras experiências no setor e, finalmente, foi para São Paulo. No Evvai, casa paulistana com duas estrelas Michelin, Max já chegou como subchef e permaneceu por dois anos. De volta novamente à capital mineira, passou pelo Pacato, no Lourdes, Região Centro-Sul.

Desejos alinhados

O arroz de pato com aioli de páprica está entre os destaques do menu do Rivo
O arroz de pato com aioli de páprica está entre os destaques do menu do Rivo Laura Dicker/Divulgação

Max e Alethéa se conheceram em 2024, na gravação do programa “The Taste Brasil”, transmitido pelo canal GNT, e começaram a namorar. Logo, descobriram que tinham um desejo em comum: empreender. “Queríamos um lugar onde, se fossemos clientes, gostaríamos de ir. A ideia é trazer a nossa experiência de fine dining, sem ser engessada”, explica Alethéa.

Assim, nasceu o Rivo, no Lourdes, Região Centro-Sul, que mescla diversas referências culinárias, sem qualquer rótulo, e preza pela excelência no sabor, na hospitalidade, nas técnicas e nos serviços em geral.
Os chefs lutam, justamente, pela valorização da gastronomia e dos profissionais da área. “A gente quer revolucionar um pouco o cenário gastronômico de Belo Horizonte, tanto na qualidade de vida dos funcionários quanto no que servimos”, reforça Max, destacando que o próprio nome da casa, Rivo, vem de rivoluzione, que, em italiano, significa “revolução”.

O menu conta com combinações inusitadas, como a sobremesa “Não me Chame de Carbonara” (R$ 82). Criada por Alethéa com inspiração em pratos feitos na Osteria Francescana, a combinação de banana, queijo pecorino, guanciale (bochecha do porco curada), pimenta-do-reino e caviar garantiu a sua entrada no “The Taste Brasil”.

O prato que fez com que Max ingressasse no programa também está no menu do Rivo. É um arroz de pato acompanhado de magret de pato e servido com aioli de páprica (R$ 172).

Unidos pela Itália

Guilherme e Yzabella Righi estão à frente do Righi Gastronomia, espaço que funciona como restaurante às quintas e recebe eventos
Guilherme e Yzabella Righi estão à frente do Righi Gastronomia, espaço que funciona como restaurante às quintas e recebe eventos Victor Schwaner/Divulgação

Enquanto Guilherme Righi, apesar de ter se formado em direito, já era familiarizado com a cozinha (especialmente com as carnes), Yzabella Righi, não imaginava que seu futuro seria nesse ambiente. Os dois, ambos de 27 anos, se conheceram e começaram a namorar porque ela era cliente da marca de massas, molhos e pães que ele havia criado, depois de fazer uma transição de carreira e trocar os ternos pela dólmã.

Em 2022, surgiu a oportunidade de Guilherme fazer um curso e trabalhar na Itália. O combinado foi que ele iria antes e, assim que se formasse na faculdade de design de moda, no meio daquele mesmo ano, Yzabella o encontraria lá. Sua ideia inicial era trabalhar na área, que é muito forte em território italiano.

O chef que deu aulas para Guilherme e o levou para trabalhar em um restaurante em um hotel de luxo na Região do Piemonte foi quem deu a ideia de Yzabella ao menos experimentar um pouco da vida na cozinha. “Ele sugeriu que eu fizesse o curso e disse que, se eu gostasse, já poderia fazer um estágio no restaurante onde o Guilherme estava”, conta.

E assim foi feito. Os dois passaram um ano juntos nessa cozinha e decidiram, a partir daí, que só trabalhariam juntos. A dupla passou pela fase inicial de um restaurante que ia abrir em um hotel na Sicília e depois chegou a um restaurante com uma estrela Michelin na Calábria, Sudoeste da Itália, o Qafiz, onde ficou por um ano. Até que, no fim de 2023, quando eles vieram passar férias no Brasil, acabaram montando um plano e encontrando um ponto perfeito para um negócio gastronômico.

Modelo ousado

Por toda a experiência que teve fora, o casal apostou na abertura do Righi Gastronomia, no Bairro Prado, Região Oeste de BH, que funciona como restaurante de menu degustação todas as quintas-feiras. Ademais, a dupla trabalha com eventos dentro e fora do espaço, além da venda de produtos próprios como massas e molhos (assim como Guilherme fazia no momento em que conheceu Yzabella).

O menu atual, intitulado “Caos”, exprime um pouco da experiência na Itália, da alma mineira e leva, ainda, outras referências à mesa. Um dos primeiros passos, por exemplo, é um niguiri que une magret de pato, molho de jabuticaba com pimenta e torresmo, uma fusão entre Ásia e Minas. Outro destaque é o risoto de aliche com gel e amchoor (tempero indiano em pó, feito originalmente com manga verde seca) de cajá-manga e pó de cebola queimada. A experiência custa R$ 290 por pessoa.

Local de verdade

Guilherme Pedroso e Marina Leite criam juntos os pratos que evidenciam ingredientes da região da Lapinha da Serra
Guilherme Pedroso e Marina Leite criam juntos os pratos que evidenciam ingredientes da região da Lapinha da Serra Ricardo Batista/Divulgação

A cozinha sempre acompanhou Marina Leite, de 35, mesmo que de forma discreta. Foi a maternidade, entretanto, que a aproximou da cozinha profissional. “Não tinha tempo nem espaço para estudar ou pesquisar.”

Marina abriu seu restaurante, o Casulo, na Lapinha da Serra, distrito de Santana do Riacho, Região Central de Minas, há 11 anos. “Naquele momento, eu era mãe de duas crianças e madrasta de uma. Cozinhava, atendia e criava os pratos. O restaurante era na minha casa”, explica. Ela nasceu em BH, mas parte da sua família é de lá.

Ao longo desta mais de uma década, a casa se transformou em diversos sentidos. Em primeiro lugar, o restaurante se separou da casa de Marina. As receitas também passaram por mudanças e se tornaram mais a cara da profissional, que, depois de mais de 10 anos de restaurante, finalmente conseguiu deixar de preparar salmão, filé-mignon e risoto de arroz arbóreo.

Hoje, o gelato e o risoto, pratos simbólicos do Casulo, que sempre estiveram no menu, reforçam esse amadurecimento do restaurante. A atual receita do sorvete artesanal (R$ 22, o pote pequeno) é feita com leite de ovelhas de uma fazenda na Lapinha e o risoto (a partir de R$ 89) é produzido com grãos de arroz vermelho, também do distrito.

Panificação rústica

Uma pessoa importante nessas mudanças é Guilherme Pedroso, de 37, companheiro de Marina dentro e fora da cozinha. De Barbacena, na Região Central do estado, ele rodou a Europa dos 17 aos 23 anos, passando por diversos países e culturas. Nesse período, formou-se como padeiro na Alemanha, seguindo um modelo de panificação livre da indústria, em que tinha contato com o moinho, com a plantação do trigo etc. Já no Marrocos, conheceu formas bem rústicas de fazer pão.

Quando retornou ao Brasil, Guilherme se mudou para BH e começou a fazer pães, granolas, antepastos e biscoitos para vender. Logo, surgiu a oportunidade de assumir a padaria na Lapinha da Serra que comprava seus produtos. O padeiro chegou a ter também um restaurante vegetariano no vilarejo, mas ambos os negócios fecharam e, em 2019, ele voltou para a Alemanha por alguns meses.

Nessa viagem, Guilherme e Marina, que já se conheciam pela convivência na cidade do interior de Minas, se envolveram. “A gente se encontrou lá e voltou junto para Lapinha.” Hoje, eles são sócios.

Pesquisas constantes

Uma das etapas do menu degustação do Casulo tem sabor de geleia de mocotó, fubá, café, rapadura e amendoim preto
Uma das etapas do menu degustação do Casulo tem sabor de geleia de mocotó, fubá, café, rapadura e amendoim preto Hugo Reis/Divulgação

O casal trabalha com um menu degustação que busca homenagear e evidenciar ingredientes da região. Tudo isso é fruto de uma pesquisa de mais de dois anos, em que os dois catalogaram diversas iguarias da Lapinha, tendo como base, principalmente, depoimentos de locais.

Guilherme embarcou também no universo dos vinhos mineiros (que está em constante crescimento) e, por isso, ele é quem faz a harmonização com sete rótulos. O menu sai a R$ 295 por pessoa (se for harmonizado, tem o acréscimo de R$ 235). Os interessados precisam fazer reserva.

O futuro desse casal ousado e sonhador é fértil. Eles já começaram a pesquisar a possibilidade de plantar uvas para a produção de vinhos na Lapinha e, ainda neste ano, devem começar a venda por assinatura de granolas feitas por Guilherme.

Mais liberdade

"Sempre amei comida asiática, sempre estudei e sempre quis investir nisso" - Victor Naddeo, sócio e chef do Koboshi
"Sempre amei comida asiática, sempre estudei e sempre quis investir nisso" - Victor Naddeo, sócio e chef do Koboshi Laís Gouvea/Divulgação

Ser chef é, muitas vezes, estar à frente de uma operação sem poder criar tudo o que quiser. Por isso, para muitos profissionais, tornar-se sócio ou dono do próprio negócio é a realização de um sonho. Esse é o caso de Victor Naddeo que, com mais de 14 anos de experiência, abriu, no fim de 2025, a casa com que sempre sonhou.

O Koboshi, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de BH, nasceu da sua paixão pela cultura asiática. Victor já trabalhou por dois anos e meio em um izakaya, depois de retornar de uma temporada em São Paulo. Na capital paulista, ele vivia perto da Liberdade, bairro conhecido por ser um polo cultural oriental.
“Sempre amei comida asiática, sempre estudei e sempre quis investir nisso, mas tinha a sensação de que Belo Horizonte, por ter um público historicamente conservador, poderia não ter uma boa aceitação”, diz o chef, de 34 anos, que maturou a ideia por muito tempo.

Finalmente, em 2025, ele decidiu abrir a casa. “Estava com uma sensação de que precisava botar aquele sonho em prática. Conversei com meus sócios e chegamos à conclusão de que íamos abrir o negócio.”
O nome da casa é muito simbólico para Victor. Koboshi vem de “okiagari-koboshi”, um amuleto japonês que é uma espécie de joão-bobo, aquele brinquedo que cai e sempre se levanta.

Tempo e maturidade

O restaurante veio em um momento em que Victor já coleciona diversas experiências, seja em cozinhas ou mesmo como consultor, trabalho que o fez prever e resolver problemas em diversos restaurantes. “Com a maturidade que adquiri, percebi também que, além da minha paixão pela comida japonesa, despertei uma paixão por outras comidas da Ásia”, completa.

Justamente por isso, o Koboshi não é definido por Victor como um izakaya (bar japonês), apesar de ter, segundo ele, “alma de izakaya”. Eles trabalham com preparos de diversas culturas e regiões do continente asiático. “Temos influências tailandesas, japonesas, chinesas etc. Estou conseguindo servir para as pessoas a comida que mais gosto de comer. O menu é quase uma viagem para dentro da minha cabeça.”

Fusão no menu

A carta de saquês do Koboshi conta com bebidas artesanais de pequenos produtores japoneses
A carta de saquês do Koboshi conta com bebidas artesanais de pequenos produtores japoneses Laís Gouvea/Divulgação

Tudo isso se reflete no cardápio da casa. Um prato que Victor destaca como um dos seus favoritos, e que está entre os mais pedidos, é o Ika Yaki (R$ 59). O prato contém lulas grelhadas na brasa com molho XO (molho chines complexo, feito com cerca de 20 ingredientes, incluindo bacon e camarão seco) e óleo de cebolinha. “Acho que esse prato imprime a identidade que eu queria. Une uma técnica japonesa [com o uso de uma churrasqueira japonesa] com um molho chinês.”

Outro preparo que o chef destaca é o Sapporo Ramen (R$ 67), massa fresca de ramen, feita por uma família japonesa que vem direto de São Paulo, com caldo tonkotsu (denso, à base de porco), barriga de porco finalizada na churrasqueira, milho tostado e uma colherada de manteiga noisette (manteiga aquecida lentamente até atingir tonalidade marrom e sabor leve de avelã.“Na região de Sapporo, no Japão, essa manteiga é usada na finalização do ramen, embora a gente associe pouco a manteiga e lácteos à culinária asiática”, explica.

Outra parte importante da carta são os drinques, assinados por Túlio D’Angelo, além da seleção de saquês, feita por Victor. “Temos saquês de fermentação natural e feitos por pequenos produtores. Nesta semana, inclusive, vamos alterar uma parte da carta, já que alguns saquês acabaram e não consegui comprar mais”, conta, chamando a atenção para a curadoria das bebidas, que são, muitas vezes, artesanais e pouco comercializadas. 

Anote a receita: Fonduta de requeijão de raspa do Righi Gastronomia

A fonduta de requeijão de raspa do Righi Gastronomia vai muito bem com massas
A fonduta de requeijão de raspa do Righi Gastronomia vai muito bem com massas Victor Schwaner/Divulgação

Ingredientes:

  • 170g de leite;
  • 100g de requeijão de raspa;
  • 30g de queijo parmesão;
  • Sal (o quanto baste).

Modo de fazer:

  • Corte o requeijão de raspa em pequenos cubos, facilitando a incorporação ao leite.
  • Rale finamente o parmesão.
  • Leve o leite ao fogo até iniciar a fervura.
  • Transfira o leite ainda quente para o liquidificador, adicione o requeijão e o parmesão e bata até obter um molho homogêneo, encorpado e cremoso.
  • Sugestão: cozinhe uma massa fresca em água fervente e salgada até o ponto desejado.
  • Escorra e envolva imediatamente no molho, garantindo que a fonduta emulsione perfeitamente com a massa.
  • Se desejar, finalize com pimenta-do-reino moída na hora.

Serviço

Rivo (@rivorestaurante)

Rua Curitiba, 2060, Lourdes
De terça a sexta, das 19h às 23h30; sábado, das 12h às 15h e das 19h às 23h30

Righi Gastronomia (@righigastronomia)

Rua dos Pampas, 145, Prado
(31) 99803-7675
De quarta a sexta, das 16h às 19h; sábado, das 10h às 13h

Casulo (@casulolapinhadaserra)

Rua Olhos D'agua, 01, Lapinha da Serra, Santana do Riacho
(31) 98408-0368
Todos os dias, das 12h às 22h30

Koboshi (@koboshi.bh)

Rua Tomé de Souza, 1195, Funcionários
De terça a sábado, das 18h às 22h30

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Celina Aquino

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