Viúva de Lito Sousa se emociona ao revelar últimos momentos do youtuber
Mila Seidl conta como foram as horas finais ao som de Duran Duran e relembra as decisões médicas respeitadas em memória do criador de conteúdo
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A empresária Mila Seidl detalhou os momentos finais do marido, o influenciador Lito Sousa, durante entrevista ao podcast "Inteligência Ltda.". O criador de conteúdo morreu no dia 1º de outubro em decorrência de uma pneumonia ligada ao agravamento da doença de Creutzfeldt-Jakob.
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“Para explicar para todo mundo, o Lito não morreu de CJD, ele morreu de pneumonia. Normalmente as pessoas que têm CJD, pelo que pesquisei, acabam falecendo de pneumonia", revelou.
Mila explicou que Lito recebeu antibióticos, mas não apresentou melhora clínica. Segundo ela, pessoas diagnosticadas com a condição costumam falecer por complicações pulmonares decorrentes da debilitação física. Em razão disso, a infecção constou como a causa direta do óbito.
Durante os últimos momentos de vida do marido, a empresária disse que não conseguiu permanecer no quarto. “ "Nos últimos momentos, últimos segundos, eu não dei conta de ficar. Fiquei o tempo inteiro, mas ali no final não consegui. A gente sabia que era a última hora. Mas não queria que ele ficasse sozinho", lembrou.
Ela pediu que Mauro, piloto de avião e amigo próximo de Lito, acompanhasse o paciente e colocasse uma seleção de canções prediletas dele.
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Mauro atendeu ao pedido e permaneceu ao lado do amigo. O produtor de conteúdo faleceu ao som da música "Ordinary World", da banda Duran Duran.
Horas após o falecimento, Mila presenciou uma coincidência ao retornar para casa, por volta de 1h da manhã de uma quinta-feira chuvosa. "Ele morreu ouvindo essa música... A gente abriu a porta para entrar em casa horas depois; era uma quinta-feira, chuvosa, mais de 1h da manhã. Não tinha ninguém no parque, mas tinha uma música super alta, e era justamente a música que o Lito ouviu quando morreu", contou.
Decisões médicas e diretivas antecipadas
Com o avanço da enfermidade degenerativa, Lito perdeu gradualmente os movimentos dos braços, das pernas, do pescoço e da cabeça, além da capacidade de deglutição e sustentação corporal. A empresária destacou que ele manteve a capacidade cognitiva intacta durante todo o processo.
Diante do diagnóstico, o comunicador deixou documentos com suas vontades registradas e nomeou seu médico como o responsável legal pelas deliberações. Ele determinou que não aceitaria ser entubado nem permanecer em estado vegetativo.
A sonda de alimentação só recebeu autorização prévia caso existisse a possibilidade de receber um remédio experimental com chances de reversão. Cerca de cinco dias antes da morte, o diagnóstico de pneumonia indicou que a entubação seria o único meio de mantê-lo vivo artificialmente, intervenção recusada pelo paciente.
Como os antibióticos não surtiram efeito e a ventilação mecânica foi vetada pelas diretrizes prévias, o médico iniciou os cuidados paliativos. A família mobilizou todos os recursos financeiros e alternativas disponíveis durante o período de internação.
"A gente foi atrás de tudo que existia. Não poupamos nenhum recurso financeiro. Tudo foi feito para ele, 100%. Sem 'isso vai ser complicado' ou 'é muito caro'. Se tinha chance, corremos atrás", detalhou.
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Lito Sousa morreu 41 dias após divulgar o diagnóstico da doença rara, que causa perda motora e demência. Reconhecido pelo trabalho educativo no canal "Aviões e Músicas", no YouTube, ele deixou a esposa e um filho.