MÚSICA

"Elvis in concert" tem 30 músicos no palco e o Rei do Rock no telão

Em turnê pelo Brasil, espetáculo que revive os maiores sucessos de Elvis Presley tem única apresentação em Belo Horizonte nesta sexta (30/10), no Arena Hall

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Exatos 20 anos haviam se passado desde a morte de Elvis Presley (1935-1977), quando o próprio retornou aos palcos. “Elvis in concert” estreou em Memphis, em 16 de agosto de 1997. Em cena, a TCB Band, sua banda de apoio da década de 1970, os cantores que o acompanharam até o último show e uma orquestra. Elvis se fazia presente em um telão com imagens de antigos shows. Foi um sucesso tremendo, montado e remontado desde então.

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A evolução tecnológica resultou numa versão 2.0 do espetáculo. Na noite desta sexta (30/10), “Elvis in concert” será apresentado no Arena Hall, em Belo Horizonte. São 30 músicos, num espetáculo de dois atos, com mais de três dezenas de canções (“Don’t be cruel”, “Suspicious minds”, “Blue suede shoes” entre elas) que abrangem diferentes fases da carreira.


Em sua plenitude, o ídolo aparece por meio de imagens tiradas dos especiais de TV “The 68 comeback special” e “Elvis: Aloha from Hawaii” (1973), e dos filmes “Elvis: That’s the way it is” (1970) e “Elvis on tour” (1972).


Aos 85 anos, o baixista Jerry Scheff conhece bem essa história. Ele é o único remanescente da formação clássica da TCB Band que permanece na ativa. Tocou com Elvis entre 1969 e 1973 e de 1975 até o último show do Rei do Rock. É um dos músicos que aparece nas imagens do espetáculo.


Scheff viria ao Brasil, mas cancelou a viagem. Antes da decisão, havia conversado com o Estado de Minas, quando contou boas histórias.


Ele é um dos poucos músicos que pode dizer que tocou com dois Elvis – além do Presley, o Costello. Bob Dylan, John Denver, Roy Orbison, Neil Diamond também são músicos que acompanhou. E as linhas de baixo em “L.A. woman” e “Riders on the storm”, dos Doors, foram gravadas por ele.


No final dos anos 1960, era músico de estúdio em Los Angeles quando recebeu um telefonema de James Burton, o guitarrista que organizou a TCB Band. Scheff não tinha nenhum apreço especial nem interesse por Elvis, mas confirmou sua presença no estúdio no dia seguinte.


SHORT E SANDÁLIAS

“Cheguei de short jeans e sandálias. Meu cabelo era mais comprido do que o de qualquer outra pessoa ali. Vi um homem muito bonito, nada daquele visual rock and roll. Ele veio até mim e perguntou: ‘Jerry?’. Eu respondi: ‘Elvis?’ ‘Isso. Obrigado por vir tocar com a gente’.”


A maneira com que Elvis o recebeu já ganhou o baixista. “Disse a ele que não conhecia nenhuma das músicas. Ele só me perguntou se eu sabia tocar blues.” A primeira sessão foi de um par de canções com uma pegada blues. “Foi só isso e ele me contratou.”


O baixista tocou com Elvis até a derradeira apresentação, em 26 de junho de 1977, em Indianápolis. Depois disso, Scheff voltou a atuar como músico de estúdio. “Passaram-se 20 anos e eu não tive mais notícias de Graceland. Até que recebi uma ligação. Era James (Burton) de novo.”


O guitarrista relatou que haviam criado uma maneira de colocar Elvis em cena novamente. “Me levaram para Memphis e explicaram como seria o show com o telão. Voltamos a ensaiar e fizemos o show de estreia só para ver como ficaria. E foi um grande sucesso”, conta.


“ELVIS IN CONCERT”
Nesta sexta-feira (30/10), às 21h, no Arena Hall (Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi). Ingressos: de R$ 345 a R$ 810, à venda na bilheteria e no Sympla.

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