MÚSICA

Colóquio sobre violão tem concertos gratuitos, aulas e mesas-redondas

Com início nesta segunda (5/10), a quarta edição do VIOrizontes será realizada no Conservatória UFMG,com o tema "Violões em rede, práticas, saberes e sociedade"

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Com uma programação que conjuga concertos, palestras, mesas-redondas, apresentações de trabalhos acadêmicos, oficinas e lançamentos de livros e discos, tem início nesta segunda-feira (5/10), no Conservatório UFMG, o 4º Colóquio VIOrizontes, com o tema "Violões em rede, práticas, saberes e sociedade".

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O evento expõe para o público a produção artística e acadêmica feita dentro e fora da universidade, preservando a memória musical e cultural do país. Todas as atividades têm acesso gratuito.
A palestra "Pensando em rede: avanços temáticos contemporâneos na pesquisa em música", conduzida pelo coordenador do programa de pós-graduação em música da UFMG, Flávio Barbeitas, hoje, às 10h30, abre o Colóquio.


A mesa-redonda "Eu é um outro: ressonâncias entre música e o pensamento de Gilles Deleuze", às 14h; a palestra "Música brasileira e século 20", com Marcos Teruel, às 16h; e os concertos do Duo Retratos e de Victor Vale, às 19h30, completam a programação do primeiro dia do evento.


Ao longo da semana, até a próxima sexta (9/10), diversos outros recitais e concertos, como os de Daniel Lovisi, da Camerata de Violões da UFMG, do Duo Solaris e do Duo Vincens-Maciel, entre outros, serão apresentados no Conservatório UFMG.


Coordenador do grupo responsável pela organização do Colóquio, Victor Vale explica que o VIOrizontes é um grupo de pesquisa, cadastrado no CNPq, que propõe e divulga publicações de mestrandos, doutorandos e professores que têm o violão como centro de seus trabalhos.

CONVIDADOS


"É o instrumento que coloca em movimento uma série de pensamentos, de práticas e de redes", destaca. Ele diz que os concertos que compõem a programação deste 4º Colóquio foram pensados de forma a estabelecer diálogos com os temas que serão abordados. Além dos integrantes do grupo VIOrizontes, marcam presença quatro convidados de fora: Humberto Amorim, da UFRJ; Carlos Fernando Llanos, da Federal de Goiás; Daniel Lovisi, da Federal de Uberlândia, e Luiz Carlos Mantovani, da Federal de Santa Catarina.


Vale observa que os quatro trabalham há bastante tempo – tanto no campo teórico quanto na prática, com a abordagem de autores e seus repertórios – com assuntos que pautam o 4º Colóquio, especialmente o violão brasileiro e a identidade nacional criada por meio do instrumento.


Com relação ao VIOrizontes, ele diz que o grupo foi criado dentro do programa de pós-graduação em música da UFMG, sob coordenação de Flávio Barbeitas, visando a produção acadêmica de seus corpos docente e discente.


"Pensamos que seria interessante ter um evento que fosse uma vitrine do que é produzido dentro desse grupo, com uma programação de concertos, palestras, mesas-redondas, resultados de pesquisas, ou seja, que fosse, além de um espaço para apresentações artísticas, um campo de debate acerca da produção científica que o VIOrizontes atualiza", diz.


Ele chama a atenção para o fato de que todo esse ecossistema resulta de uma longa tradição violonística em Belo Horizonte e em Minas Gerais.

TRADIÇÃO VIOLONÍSTICA


O coordenador do colóquio lembra que, ainda na década de 1930, passou pela cidade um dos maiores violonistas e compositores da história do instrumento, o paraguaio Augustín Barrios (1885-1944). Ele observa, também, que a criação do primeiro curso superior de violão do país se deu na capital mineira, por iniciativa de José Lucena Vaz e Maria Raquel Marcondes.


"É uma cidade que produz muita música para violão. Tivemos aqui vários violonistas que contribuíram para a criação desse repertório tão rico para o país", diz.


Ele destaca que existem, atualmente, muitos professores e estudantes, em diversas instituições de ensino, com uma produção quantitativa e qualitativamente bastante expressiva. "É um cenário pujante. O que falta, talvez, seja mais visibilidade", pontua. Além do Conservatório UFMG, outro espaço integrado à programação do 4º Colóquio VIOrizontes é o CEU das Artes - Ressaca, em Contagem, que abriga o encerramento da programação, com a apresentação dos alunos da graduação e da pós-graduação da Escola de Música da UFMG.


Sobre o recital que apresenta hoje, Victor Vale adianta que é todo dedicado à música sul-americana escrita originalmente para violão, com exceção da peça que abre o programa, o "Capricho catalão Op. 165", do compositor espanhol Isaac Albéniz.


Ele destaca que essa escolha se relaciona, justamente, com as temáticas predominantes nesta 4ª edição do Colóquio VIOrizontes. "Toco três valsas de diferentes universos estéticos, sendo a primeira a 'Valsa nº 1', de Francisco Mignone, seguida pela 'Valsa-Choro', de Heitor Villa-Lobos, e finalizando com a 'Valsa Op.

4, nº 4', de Augustín Barrios. É uma forma de ressaltar a riqueza e a diversidade da escrita para violão na América do Sul”, comenta. “Fecho a apresentação com a 'Sonata nº 1 para guitarra', do argentino Carlos Guastavino, em três movimentos.”

4º COLÓQUIO VIORIZONTES

Concertos de abertura com o Duo Retratos e Victor Vale, nesta segunda-feira (5/10), às 19h30, no Conservatório UFMG (Av. Afonso Pena, 1.534, Centro). O colóquio vai até 9/10, com outros concertos, palestras, mesas-redondas e masterclass. Programação completa disponível em: https://www.instagram.com/viorizontes_pesquisa. Entrada franca.

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