CINEBH 2026

CineBH começa celebrando a diversidade latino-americana no cinema

Mostra foi aberta nesta terça-feira (22/9), no Cine Theatro Brasil, com performance que reuniu música, imagem e referências latino-americanas

Publicidade
Carregando...

A rua como território de encontro. A música como linguagem. O corpo como instrumento de manifestação. E o cinema como espaço capaz de fazer diferentes territórios se reconhecerem. Foi a partir desses elementos que a CineBH abriu, nesta terça-feira (22/9), no Cine Theatro Brasil, sua 20ª edição, dedicada a olhar para a América Latina e às relações entre os cinemas do continente.

Fique por dentro das notícias que importam para você!



A pergunta que orienta a programação é ampla: O que será do cinema e o que será da América Latina? Na abertura, a resposta foi sugerida pela performance dirigida por Chico de Paula, que combinou música afro-latina e cubana, projeções, atuação e referências culturais latinas para propor uma celebração da diversidade.


A apresentação começou na rua e chegou ao palco conduzida pelo Elekuê, projeto musical dedicado à música afro-latina e cubana. Participaram Augusta Barna, Cubanito, Evandro Canutto e Saulo Soul. A proposta era fazer do palco uma espécie de painel múltiplo do continente, reunindo linguagens, corpos e territórios.


A ideia, no entanto, nem sempre acertou. Em um dos momentos da performance, Marina Viana interpretou um texto confuso, que acumulou referências a personagens como Carlos Marighella e Marielle Franco sem estabelecer de maneira clara a conexão entre elas. A atriz também precisou recorrer ao texto escrito durante parte da apresentação, comprometendo a fluidez da cena.



No discurso de abertura, Raquel Hallak, diretora da Universo Produção, responsável pela mostra, defendeu que o cinema “é o lugar onde uma sociedade se vê, se reconhece, se questiona e imagina outros futuros possíveis”.


Ela também chamou atenção para a dimensão econômica do audiovisual. Ao defender políticas públicas contínuas, investimento privado, formação, distribuição e circulação, lembrou que um filme não encerra sua trajetória quando fica pronto. “Um filme se completa quando encontra uma tela”, disse, citando a chegada das obras às cidades, escolas, salas de cinema, festivais e plataformas.


As homenageadas desta edição foram a cineasta paraguaia Paz Encina e a escritora mineira Conceição Evaristo.



Ao receber o Troféu Horizonte, a paraguaia listou 20 filmes latino-americanos importantes em sua trajetória, um para cada ano da mostra. Entre eles, os brasileiros “Terra em transe”, de Glauber Rocha; “Edifício Master”, de Eduardo Coutinho; e “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, de Karim Aïnouz.


Conceição Evaristo não conseguiu chegar à cerimônia. Estava em Nova York e perdeu o voo para Belo Horizonte. Participou por chamada de vídeo, recebendo, à distância, o Troféu Horizonte.


Na fala, a escritora destacou a relação construída com Belo Horizonte e classificou o prêmio como símbolo de um novo momento em sua trajetória na cidade. Para ela, a lembrança do passado se mistura às sucessivas voltas à capital mineira e à maneira como passou a ocupar o espaço da cidade.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia


Ainda acrescentou: “Esse momento de experiência com vocês, esse momento de experiência de filmagem, me dá mais elementos também para pensar em literatura, para compor novas personagens, para compor novas histórias”.


Tópicos relacionados:

cinebh cinema

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay