Quem está mentindo? "Infiltrado na cozinha" volta com mais pistas e paranoia
Reality apresentado por Paola Carosella estreia segunda temporada no GNT com novos mecanismos de investigação e Luana Zucoloto e Fabão ainda mais desconfiados
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Quem nunca desconfiou de alguém sem ter prova nenhuma? É justamente esse impulso que “Infiltrado na cozinha” explora, só que diante de uma bancada cheia de comida. Na segunda temporada, que estreia nesta quarta-feira (16/9), Paola Carosella volta a comandar a disputa em que três competidores cozinham, enquanto jurados e público tentam descobrir qual deles está fingindo saber o que faz. E, desta vez, a investigação ganhou novas armas e ainda mais motivos para deixar todo mundo paranoico.
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Produzido pela Moonshot, o reality retorna ao GNT com Fabão e Luana Zucoloto no papel de investigadores. A dupla, que já conhece as armadilhas do jogo, agora conta com novos recursos para tentar desmascarar o infiltrado. Entre eles estão as enigmáticas “dicas da Esfinge” e uma sala de interrogatório, onde os jurados poderão conversar diretamente com os participantes durante a disputa.
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A segunda temporada terá oito episódios, exibidos duas vezes por semana, às quartas e sextas-feiras, às 21h45, no GNT e no Globoplay, para assinantes do plano Premium.
A lógica continua a mesma: em cada episódio, três pessoas precisam preparar pratos a partir de um tema. Duas delas são cozinheiras de verdade. A terceira é o infiltrado, um ator ou atriz treinado para executar a receita e, principalmente, convencer os demais de que entende de gastronomia.
Cada episódio é dividido em duas provas. Depois de experimentar os pratos, os jurados precisam escolher a melhor receita e apontar quem acreditam ser o impostor. O cozinheiro vencedor leva R$ 10 mil. Já o infiltrado ganha R$ 10 mil se conseguir terminar a rodada sem ser descoberto. Se, além de enganar os jurados, conseguir fazer um prato que agrade ao paladar deles, pode acumular R$ 20 mil.
Novas pistas, novas suspeitas
Para Roberto d’Avila, CEO da Moonshot e diretor-geral da atração, o sucesso da primeira temporada abriu espaço para aumentar a aposta na investigação.
“É um programa que funciona muito parecido com o que era e a gente criou alguns mecanismos novos para alimentar essa investigação, para alimentar essa curiosidade”, explica.
A principal novidade é a Esfinge. Durante alguns episódios, os jurados recebem um enigma com uma informação adicional sobre a rodada. A pista entra no conjunto de elementos que eles precisam analisar para descobrir quem está mentindo.
Outra ferramenta é a sala de depoimento. Em determinados episódios, Luana ou Fabão poderão chamar um participante para uma conversa individual e fazer perguntas. A intenção é ampliar a investigação para além do prato e observar também a maneira como cada competidor responde.
“A gente tinha pouco contato com os cozinheiros. Era só naquele momento da degustação. Então agora, naquela salinha de depoimento que parece uma sala de interrogatório de polícia, eles podem fazer algumas perguntas para ter uma impressão mais direta da pessoa”, conta d’Avila.
A estratégia é importante porque o infiltrado não precisa ser um cozinheiro completo. Os atores recebem treinamento para preparar os pratos específicos de cada episódio. O que eles precisam dominar é a aparência de alguém que sabe o que está fazendo.
“Não é só se a pessoa sabe cozinhar aquele prato. Isso a gente ensina. Mas a atitude, às vezes a naturalidade da atitude e até um pouco do linguajar de cozinha”, explica o diretor.
Até quem sabe cozinhar pode parecer suspeito
Luana Zucoloto admite que voltou para a segunda temporada mais preparada, o que não significa, necessariamente, mais certeira.
Na primeira edição, ela conta que costumava associar erros culinários à possibilidade de o participante ser o infiltrado. Agora, passou a observar também respostas, comportamentos e contradições.
“Às vezes quem sabe cozinhar fica nervoso, erra uma coisa básica, faz uma escolha completamente sem sentido... e quem não sabe está tão focado em parecer que sabe que acaba convencendo”, afirma.
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O resultado é uma investigação em que praticamente qualquer comportamento pode virar suspeita.
“Se a pessoa sabe demais, é suspeito... Até se tem tatuagem! Se sabe de menos, é suspeito. Se está nervosa, suspeito. Se está calma demais... mais suspeito ainda”, brinca a jurada.
As teorias também rendem boa parte do humor da atração. Segundo Luana, os momentos mais engraçados surgem quando ela, Paola e Fabão chegam a conclusões completamente diferentes.
“Ninguém fala ‘eu acho’. A gente fala como se tivesse acabado de solucionar um crime internacional”, conta.
Para d’Avila, essa espontaneidade é parte importante do programa. As brincadeiras e discussões dos jurados não são roteirizadas e acontecem conforme a investigação avança.
“É impossível treinar ou roteirizar aquilo lá”, afirma.
Paola também entra no jogo
Conhecida principalmente por trabalhos ligados à gastronomia, Paola aparece na atração em uma posição diferente. Além de apresentar as provas, ela também tenta descobrir quem está fingindo.
D’Avila diz que a apresentadora se diverte com a dinâmica e não esconde quando suas próprias apostas estão erradas.
“Ela também faz aquela aposta. Ela tenta adivinhar, a maior parte das vezes ela erra, mas também não se afeta com isso. Ela está na brincadeira”, afirma.
As receitas também ajudam a embaralhar as pistas. Há preparos simples e outros tecnicamente mais difíceis, mas nem sempre a aparência da receita revela seu grau de complexidade.
Um ovo, por exemplo, pode parecer uma escolha banal para um programa de culinária. Na cozinha profissional, porém, o preparo pode ser usado para diferenciar quem domina ou não determinadas técnicas.
E existe ainda a pressão: tempo limitado, equipamentos diferentes e a presença de Paola e dos jurados. Nessas condições, até um cozinheiro experiente pode cometer erros.
É justamente aí que o jogo fica mais complicado: um erro pode significar que alguém não sabe cozinhar — ou que está tentando parecer que não sabe.
O público também vira detetive
A ideia da Moonshot é que “Infiltrado na Cozinha” ultrapasse o formato tradicional de competição gastronômica. Para d’Avila, o programa mistura culinária, mistério e investigação para alcançar também quem gosta de histórias de detetive.
A estratégia começa antes mesmo da revelação do infiltrado. O público acompanha as histórias dos participantes, observa seus comportamentos e pode criar suas próprias teorias. “Presta atenção na história das pessoas”, recomenda d’Avila.
Segundo ele, o infiltrado precisa construir uma mentira convincente e, para isso, pode se apoiar em elementos verdadeiros da própria vida. A pista pode estar justamente no meio dessa mistura entre verdade e invenção.
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Luana resume a experiência de assistir ao programa como uma espécie de investigação coletiva. “Você não assiste só para descobrir quem enganou a gente. Você assiste para descobrir se também foi enganado.”