Fenac avança para terceira etapa com compositores de todo o Brasil
Festival já selecionou semifinalistas em Tiradentes e São Thomé das Letras e chega a Campo Belo nos dias 7 e 8 de agosto
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Depois de duas etapas classificatórias, o 56º Festival Nacional da Canção (Fenac) começa a desenhar um retrato da música autoral produzida hoje no Brasil. Ritmos que vão do regional ao pop e artistas vindos de diferentes estados têm chamado a atenção da organização do evento, que passou por Tiradentes e São Thomé das Letras e segue agora para Campo Belo, no Sul de Minas, nos dias 7 e 8 de agosto.
Para o criador do festival, Gleizer Naves, as apresentações realizadas até agora confirmam a diversidade da produção musical brasileira e mostram a força de compositores que, muitas vezes, encontram poucas oportunidades para divulgar o próprio trabalho.
"O festival está mostrando o que realmente a gente já sabia da música autoral brasileira. São diversos ritmos diferentes. É a cara do Brasil, com várias facetas, linguagens e formas de retratar o país, de Norte a Sul", afirma.
A segunda etapa do Fenac foi realizada no último fim de semana, em São Thomé das Letras, no Sul de Minas. Ao longo da sexta (31/7) e sábado, 21 músicas foram apresentadas na Praça da Matriz por compositores de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe.
Entre os quatro classificados para as semifinais está o gaúcho Rô Acunha, de Santa Maria (RS), que percorreu aproximadamente 32 horas de viagem para apresentar a composição “Partes de nós”. Também avançaram “A(mar)”, de Pilar Gomes, do Mato Grosso do Sul, além das mineiras “Boa morte”, de Nanda Dearo, de Poços de Caldas, e “Alpendre”, de Pedro Antônio da Silva, de Uberlândia. Em São Thomé, a programação foi encerrada com apresentação do 14 Bis.
"Os artistas atravessam o país para participar do festival. Vêm do Sul, do Norte, porque querem mostrar o que fazem. O artista autoral brasileiro tem poucas oportunidades. Quando eles estão prestes a subir ao palco, dá para ver nos olhos deles essa vontade louca de mostrar o trabalho. Isso supera qualquer distância", diz o organizador.
Criado em 1971, o Festival Nacional da Canção chega à 56ª edição de forma ininterrupta. Neste ano, cerca de 1,2 mil músicas foram inscritas. Desse total, 120 composições, de autores e intérpretes de 22 estados brasileiros, foram selecionadas para disputar as etapas classificatórias.
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Embora o Fenac já tenha revelado artistas ao longo de sua história, Gleizer afirma que o objetivo do evento nunca foi funcionar como um “trampolim” para a fama, mas abrir espaço para a circulação da música autoral.
"Nunca foi nosso objetivo lançar alguém com projeção nacional. Mas é fácil perceber que há dezenas de artistas que poderiam chegar lá pela qualidade das vozes, das interpretações, das melodias e das letras. O festival quer ser uma escada para que cada um levante, solte as asas e possa voar mais alto", comenta.
Nesta edição, o evento também passou por uma renovação visual. Recursos de inteligência artificial foram incorporados à cenografia e interagem com os apresentadores e o público durante as apresentações.
"O festival está cada vez mais bonito. Ver o público de boca aberta olhando esse visual e, ao mesmo tempo, acompanhando a música brasileira é um momento impagável", diz Gleizer.
As quatro músicas classificadas em São Thomé das Letras disputarão as semifinais em Boa Esperança, nos dias 4 e 5 de setembro. Cada semifinalista recebe R$ 2,5 mil e segue na disputa pelo Troféu Lamartine Babo e pelo prêmio principal de R$ 23 mil. A final será realizada em 6 de setembro.
A próxima parada do Fenac será em Campo Belo, nos dias 7 e 8 de agosto. Além das apresentações de compositores de várias partes do país, a programação gratuita contará com intervenções artísticas e show de Zé Geraldo, na Praça Cônego Ulisses.
56º FESTIVAL NACIONAL DA CANÇÃO
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A terceira etapa será em Campo Belo, na Praça Cônego Ulisses nos dias 7 e 8 de agosto. Show de Zé Geraldo. Entrada franca.