SÉRIES

Selton Mello quer pôr divã de 'Sessão de terapia' na madrugada da Globo

Nova temporada, com Grace Passô, estreia sexta (22/5), no Globoplay. Ator diz que público da série supera nicho acostumado a histórias sobre psicanálise

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Dirigida e protagonizada por Selton Mello, a sexta temporada de “Sessão de terapia” estreia nesta sexta-feira (22/5), no Globoplay, acompanhada de um desejo do ator: levar a série para a TV aberta. Para ele, a produção já provou que consegue dialogar com público muito maior do que o nicho acostumado a histórias sobre psicanálise.

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“Esta série precisa ir para a TV aberta. Existe alguma coisa ali que a Globo pensa: ‘Não sei, duas pessoas numa sala...’”, comenta. E propõe: “Passa a uma da manhã. Me dá (o horário de) uma da manhã e começa lá do começo, capítulo um, temporada um. Garanto que vai ter gente para assistir.” O ator e diretor conversou com jornalistas em entrevista coletiva sobre o novo ciclo de “Sessão de terapia”.

Ambientada dentro de um consultório, a trama acompanha Caio (Selton Mello), terapeuta que atende pacientes de segunda a quinta-feira e reserva as sextas para a própria sessão de análise. Adaptada por Roberto d’Avila da israelense “BeTipul”, a versão brasileira é a mais longeva em todo o mundo. A original teve apenas duas temporadas.

“A série é muito importante e precisa alcançar mais gente. Talvez seja a série mais relevante que está sendo feita hoje. Ela tinha de ir para a TV aberta”, reitera Selton.

Desde a terceira temporada, a versão brasileira passou a construir histórias próprias, escritas por Jaqueline Vargas. A partir da quarta, Selton Mello assumiu o protagonismo; antes o papel cabia a Zécarlos Machado.

Grace confronta Selton

Na sexta leva de episódios, Caio ressurge cercado pelo universo feminino. Além da nova supervisora, Rosa, interpretada pela mineira Grace Passô, o terapeuta tem três pacientes mulheres e apenas um homem, vivido por Paulo Gorgulho. O desenho ajuda a aprofundar questões antigas do personagem, especialmente aquelas ligadas às mortes da esposa e da filha.

A chegada de Rosa muda completamente a dinâmica das sessões de sexta-feira. Na temporada anterior, o supervisor de Caio era Davi (Rodrigo Santoro). Rosa chega de forma mais incisiva e combativa, criando embates constantes com o paciente.

O desconforto entre os dois é evidente desde o primeiro episódio. “Está lançado no roteiro que existe algo entre os dois que gera extrema tensão. Depois, as diferenças vão sendo acirradas. Ao longo dos episódios vai sendo revelado por que existe tanta tensão entre eles”, conta Grace.

“Existe o embate clássico entre dois psicanalistas, que é também embate de ideias, sobre como cada um enxerga o seu trabalho e defende o seu ponto de vista”, explica.

A personagem, segundo a atriz, foge da ideia idealizada de terapeuta perfeita. Rosa revela fragilidades ligadas à maternidade, ao envelhecimento e a conflitos pessoais. “A psicanálise não é mostrada como heroína. Não existe idealização. O lado humano dela vai sendo revelado”, aponta.

Os novos episódios abordam maternidade, envelhecimento e inseguranças no mercado de trabalho. Os pacientes de Caio são Érica (Olivia Torres), Morena (Alice Carvalho), Ulisses (Paulo Gorgulho) e Ingrid (Bella Camero).

Ator Paulo Gorgulho veste casaco claro, blusa escura e olha para a câmera
Ulisses (Paulo Gorgulho), novo paciente de Caio (Selton Mello), enfrenta o luto, o medo da morte e a negação da velhice na série 'Sessão de terapia' Maurício Nahas/divulgação

Para Roberto d’Avila, o bom desempenho da versão brasileira está ligado à relevância crescente das discussões sobre saúde mental.

“A longevidade de uma série, obviamente, está primeiro em sua relevância. E o assunto de saúde mental é mais relevante do que nunca. A gente faz isso com muita responsabilidade. Desde o início, temos consultoria de vários profissionais de saúde mental”, afirma.

Além de atuar, Selton Mello dirige episódios e acompanha o processo até a montagem final. Ele diz que o trabalho continua depois das gravações, em parceria com o montador Renato Lima, para lapidar cenas e atuações.

“Vou para a montagem colher pepitas de ouro. A gente tira o que não está tão bom e enaltece quando está foda. Então, atores no ‘Sessão’ ficam matadores, não ficam médios ou OK. O que não funcionou vai embora”, explica.

Eduardo Coutinho

A principal referência vem do cinema documental de Eduardo Coutinho, especialmente de “Jogo de cena”. A ideia, segundo Selton Mello, é retirar o excesso de interpretação e buscar espontaneidade nas cenas. “É uma atuação que é meio não atuação. O que quero deles é espontaneidade. Tirar a atuação da atuação.”

Selton destaca a contribuição de sua própria experiência como paciente. “Amo esta série, por isso a gente faz há tanto tempo. Sei a importância de falar desse tema, sei a importância da terapia na minha vida”, afirma.

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“SESSÃO DE TERAPIA”

• Nova temporada da série, com 35 episódios. Estreia nesta sexta (22/5), à meia-noite, no Globoplay. Blocos de cinco capítulos serão lançados a cada sexta-feira.

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