A Bandai Namco confirmou o desenvolvimento do jogo eletrônico ‘Dragon Ball Xenoverse 3’ durante o evento ‘Dragon Ball Games Battle Hour 2026’, em Los Angeles. O anúncio ocorreu no último fim de semana e encerrou um hiato de 10 anos desde o lançamento do segundo título da série. A nova produção está prevista para chegar ao PlayStation 5, Xbox Series X e PC em 2027.
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O jogo é uma sequência direta do "new game project age 1000", título provisório que vinha sendo alvo de especulações entre os fãs nos últimos meses. Segundo a desenvolvedora, a trama se passará em um período inexplorado da cronologia oficial, com roteiros e designs concebidos pelo autor original da obra, Akira Toriyama, que faleceu em 2024. Os jogadores atuarão como patrulheiros temporais no Grande Esquadrão Saiyajin para proteger o fluxo da história.
As primeiras imagens revelam o ano 1000 e apresentam um protagonista inédito situado em uma metrópole evoluída, que servirá como o novo lobby do jogo. Diferentemente das cidades dos títulos anteriores, o ambiente exibe uma estética futurista avançada, mantendo a animação estilo anime. Ao receber um chamado, o personagem entra em contato com os androides Gamma 1 e Gamma 2, criados pelo Dr. Hedo para o Exército Red Ribbon no filme ‘Dragon Ball Super: Super Hero’.
Ao iniciar a missão, o herói utiliza um traje moderno que remete ao clássico visual do Grande Saiyaman. Embora o trailer foque na direção artística das cutscenes, sem apresentar imagens de gameplay, a prévia estabelece o tom narrativo da sequência. Na conclusão do vídeo, uma figura misteriosa desperta em seu quarto e observa o céu antes de ir até a janela, onde é recepcionada por uma garota com traços visuais inspirados na personagem Bulma.
O legado de Dragon Ball
O anúncio do novo título ocorre em um momento emblemático, celebrando os 40 anos do anime que redefiniu o consumo de entretenimento global. Em debate recente no podcast do Glitch Clube, o criador de conteúdo Lucas Criscoullo analisou como a obra de Toriyama costurou uma relação única entre anime, mangá e a indústria de jogos. Durante a transmissão, que contou com sessões de gameplay de ‘Dragon Ball: Sparking! ZERO’, Criscoullo destacou que a força da marca no Brasil reside na sua capacidade de se reinventar sem perder a essência.
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Para o criador de conteúdo, o impacto de Dragon Ball não se resume a novos lançamentos, mas à continuidade de um legado que moldou o imaginário de sucessivas gerações de brasileiros. A obra consegue unir o saudosismo das antigas exibições na TV à interatividade avançada dos consoles modernos. Esse fenômeno cultural em solo nacional consolidou a estética japonesa no cotidiano, influenciando desde o comportamento dos fãs até o mercado de consumo local.
