SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cada vez mais populares, premiações gastronômicas internacionais crescem em número e formato, com listas que elegem o melhor restaurante, a melhor vinícola e até a melhor receita.

 


Em comum, esses rankings ajudam a divulgar o trabalho de chefs e a encher os salões de restaurantes, mas há muitas diferenças de metodologia e de critérios entre eles – e saber disso ajuda a entender os resultados.

Entre as premiações mais consolidadas estão as que contam com um corpo de jurados que visita regularmente restaurantes, com perfil de votantes e regras que podem variar bastante. É o caso do World's 50 Best Restaurants e do Guia Michelin.

O 50 Best, com júri composto por 1.200 especialistas do setor, se enquadra nesse caso. Criado em 2002 pela revista britânica Restaurant, o prêmio já deu origem a dez rankings regionais. Os mais recentes premiam os melhores restaurantes da América do Norte e as melhores vinícolas, ambos lançados em 2025. Ainda neste ano, será lançado o ranking dos melhores bares da Europa.

Segundo a organização, não há lista prévia de critérios a serem observados em cada restaurante. Para votar em um estabelecimento, só é necessário comprovar a visita nos últimos 18 meses. Os próprios jurados pagam a conta, mas também podem aceitar convites. "O que constitui 'melhor' é deixado ao julgamento desses gourmets de confiança", diz o site.

A lista dos 50 melhores restaurantes também não divulga a identidade dos jurados, só dos presidentes regionais. No Brasil, quem ocupa o cargo é Rosa Moraes, embaixadora de gastronomia e hospitalidade da Ânima Educação. Cabe a esses líderes revisar as credenciais e a reputação dos votantes e zelar para que o grupo seja equilibrado em termos de variedade de experiências, localização geográfica e gênero.

O tamanho e a diversidade dos membros da lista de votantes vêm ajudando a revelar restaurantes de países menos conhecidos, com resultados dinâmicos. A lista do ano passado, por exemplo, traz endereços em Lima, na capital peruana (Maido, 1º lugar), e em Cartagena, na Colômbia (Celele, 48º lugar), duas cidades onde o Guia Michelin não chega.

Além de jornalistas da área, os próprios chefs podem integrar o júri do 50 Best, o que pode abrir espaço para conchavos, na opinião do chef Rafael Costa e Silva, do Lasai, o melhor do Brasil na lista mundial do 50 Best, na 28ª posição.

Em nota, a organização do 50 Best afirmou que o ranking tem "compromisso em manter os mais altos padrões de justiça e imparcialidade". A entidade reforça que a criação da lista envolve um processo de votação extenso e rigoroso, impulsionado pelas opiniões de mais de 1.200 especialistas independentes, selecionados por seu profundo conhecimento da cena global de restaurantes.

"Estas diretrizes proíbem explicitamente a votação em restaurantes nos quais eles tenham interesse financeiro e exigem estrita anonimidade do eleitor para proteger a integridade dos votos", informa o documento.

Diferentemente da lista do 50 Best, em que votos de uma série de jurados são compilados, o Guia Michelin envia inspetores próprios para visitar anonimamente os restaurantes. Entre os critérios estão a qualidade dos ingredientes, a personalidade que o chef expressa na cozinha, o domínio de técnicas e a regularidade.

O site do guia informa que esses inspetores fazem 250 refeições por ano e documentam as experiências em relatórios detalhados – as despesas são por conta do guia. A publicação não divulga o número de inspetores.

 

Ao longo da carreira, acumulou diversos reconhecimentos. Integrou a lista das 100 pessoas mais influentes da revista Times e foi premiado no “The Best Chef Awards”. Também ocupou por anos uma cadeira no conselho do Basque Culinary Center, instituição de ensino e pesquisa em gastronomia localizada em San Sebastián, no País Basco, Espanha, reconhecida como uma das mais inovadoras da Europa. " width="507" height="681">

Ao longo da carreira, acumulou diversos reconhecimentos. Integrou a lista das 100 pessoas mais influentes da revista Times e foi premiado no “The Best Chef Awards”. Também ocupou por anos uma cadeira no conselho do Basque Culinary Center, instituição de ensino e pesquisa em gastronomia localizada em San Sebastián, no País Basco, Espanha, reconhecida como uma das mais inovadoras da Europa.

Reprodução / Instagram
Como pesquisador da culinária brasileira e defensor da difusão do conhecimento, publicou os livros “Mandioca”, “Escoffianas Brasileiras”, “D.O.M. – Redescobrindo Ingredientes Brasileiros”, “Alex Atala – Por uma Gastronomia Brasileira” e “Com Unhas, Dentes e Cuca – Prática Culinária e Papo Cabeça ao Alcance de Todos”.
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Como pesquisador da culinária brasileira e defensor da difusão do conhecimento, publicou os livros “Mandioca”, “Escoffianas Brasileiras”, “D.O.M. – Redescobrindo Ingredientes Brasileiros”, “Alex Atala – Por uma Gastronomia Brasileira” e “Com Unhas, Dentes e Cuca – Prática Culinária e Papo Cabeça ao Alcance de Todos”.

Reprodução / Instagram
Atala foi o único brasileiro a participar da série “Chef’s Table”, da Netflix, produção que retrata, em cada episódio, a trajetória de chefs renomados ao redor do mundo. Também participou de outros programas de televisão, tanto como jurado quanto como convidado. Em 2025, integrou o reality gastronômico “Chef de Alto Nível”, exibido pela TV Globo, atuando como mentor e avaliador. Participou ainda do programa “Mesa para Dois”, exibido pelo GNT, ao lado " width="596" height="739">

Atala foi o único brasileiro a participar da série “Chef’s Table”, da Netflix, produção que retrata, em cada episódio, a trajetória de chefs renomados ao redor do mundo. Também participou de outros programas de televisão, tanto como jurado quanto como convidado. Em 2025, integrou o reality gastronômico “Chef de Alto Nível”, exibido pela TV Globo, atuando como mentor e avaliador. Participou ainda do programa “Mesa para Dois”, exibido pelo GNT, ao lado Reprodução / Instagram

Em 2024, expandiu sua atuação para a hotelaria ao criar o Resid Club, empreendimento voltado a um conceito integrado de hospitalidade que inclui hotéis próprios e parceiros, clube de membros e experiências relacionadas à gastronomia, viagens e estilo de vida. " width="553" height="692">

Em 2024, expandiu sua atuação para a hotelaria ao criar o Resid Club, empreendimento voltado a um conceito integrado de hospitalidade que inclui hotéis próprios e parceiros, clube de membros e experiências relacionadas à gastronomia, viagens e estilo de vida.

Reprodução / Instagram
Outros empreendimentos dele são o Dalva e Dito, que inaugurou em 2009, restaurante dedicado à releitura de receitas tradicionais brasileiras, com destaque para preparações como pato no tucupi, baião de dois e variações de arroz com feijão. Desde 2015, atua no segmento de catering por meio da empresa 7 Gastronomia, em parceria com a Sapore. O serviço atende grandes eventos como Fórmula 1, Rock in Rio, Lollapalooza e The Town. " width="749" height="744">

Outros empreendimentos dele são o Dalva e Dito, que inaugurou em 2009, restaurante dedicado à releitura de receitas tradicionais brasileiras, com destaque para preparações como pato no tucupi, baião de dois e variações de arroz com feijão. Desde 2015, atua no segmento de catering por meio da empresa 7 Gastronomia, em parceria com a Sapore. O serviço atende grandes eventos como Fórmula 1, Rock in Rio, Lollapalooza e The Town.

Reprodução X
A partir de 2006, o D.O.M. passou a integrar o ranking internacional “The World’s 50 Best Restaurants”, alcançando a 4ª posição em 2012 e a 6ª posição em 2013. Em 2015, quando o Guia Michelin passou a avaliar restaurantes no Brasil, o D.O.M. recebeu duas estrelas Michelin, distinção mantida desde então. " width="605" height="1075">

A partir de 2006, o D.O.M. passou a integrar o ranking internacional “The World’s 50 Best Restaurants”, alcançando a 4ª posição em 2012 e a 6ª posição em 2013. Em 2015, quando o Guia Michelin passou a avaliar restaurantes no Brasil, o D.O.M. recebeu duas estrelas Michelin, distinção mantida desde então.

Reprodução / Instagram
No mesmo ano, fundou o D.O.M., nome derivado da expressão latina Deo Optimo Maximo, com projeto arquitetônico de Ruy Ohtake. Em 1999, foi eleito Chef Revelação pela revista Gula, que também reconheceu o D.O.M. como Melhor Restaurante. Nos anos seguintes, recebeu distinções de publicações como Gula e Veja São Paulo. " width="597" height="520">

No mesmo ano, fundou o D.O.M., nome derivado da expressão latina Deo Optimo Maximo, com projeto arquitetônico de Ruy Ohtake. Em 1999, foi eleito Chef Revelação pela revista Gula, que também reconheceu o D.O.M. como Melhor Restaurante. Nos anos seguintes, recebeu distinções de publicações como Gula e Veja São Paulo.

Reprodução / Instagram
De volta ao Brasil, trabalhou no restaurante ‘Sushi Pasta’ e ganhou projeção ao reformular o cardápio do restaurante Filomena, trabalho que lhe rendeu o título de Melhor Jovem Chef pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Diferenciados. Também trabalhou no restaurante ‘72’ antes de inaugurar, em 1999, o ‘Namesa’, nos Jardins, em São Paulo.
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De volta ao Brasil, trabalhou no restaurante ‘Sushi Pasta’ e ganhou projeção ao reformular o cardápio do restaurante Filomena, trabalho que lhe rendeu o título de Melhor Jovem Chef pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Diferenciados. Também trabalhou no restaurante ‘72’ antes de inaugurar, em 1999, o ‘Namesa’, nos Jardins, em São Paulo.

Reprodução / Instagram
Aos 18 anos, viajou como mochileiro para a Europa, onde ingressou na Escola de Hotelaria de Namur. Posteriormente, trabalhou em restaurantes na Bélgica, França e Itália, período em que consolidou sua formação técnica e aprendeu inglês, francês e italiano. " width="974" height="908">

Aos 18 anos, viajou como mochileiro para a Europa, onde ingressou na Escola de Hotelaria de Namur. Posteriormente, trabalhou em restaurantes na Bélgica, França e Itália, período em que consolidou sua formação técnica e aprendeu inglês, francês e italiano.

Reprodução / Instagram
Alex Atala, cujo nome de batismo é Milad Alexandre Mack Atala, nasceu em 3 de junho de 1968, em São Paulo. Chef de cozinha e restaurateur, ele coleciona mais de um milhão de seguidores no Instagram e é reconhecido por ter introduzido ingredientes amazônicos na alta gastronomia, como jambu, tucupi, priprioca e bacuri. " width="683" height="820">

Alex Atala, cujo nome de batismo é Milad Alexandre Mack Atala, nasceu em 3 de junho de 1968, em São Paulo. Chef de cozinha e restaurateur, ele coleciona mais de um milhão de seguidores no Instagram e é reconhecido por ter introduzido ingredientes amazônicos na alta gastronomia, como jambu, tucupi, priprioca e bacuri.

Divulgação
Na Turquia, apesar dos clássicos quibes e kaftas, ele destacou o homus, prato de origem árabe: uma pasta cremosa feita com grão-de-bico, tahine, azeite, suco de limão e alho. Já no Brasil, ele escolheu o clássico arroz com feijão como o prato preferido. " width="1232" height="512">

Na Turquia, apesar dos clássicos quibes e kaftas, ele destacou o homus, prato de origem árabe: uma pasta cremosa feita com grão-de-bico, tahine, azeite, suco de limão e alho. Já no Brasil, ele escolheu o clássico arroz com feijão como o prato preferido.

Pixabay Ajale / Wikimedia Commons Barthateslisa
No México, escolheu o Chiles en Nogada, prato originário da cidade de Puebla. A receita consiste em pimentão verde recheado com carne e frutas, coberto com molho cremoso de nozes e finalizado com romã e salsa. Para Atala, é “uma das coisas mais incríveis que conheço da cozinha mexicana”. " width="1024" height="768">

No México, escolheu o Chiles en Nogada, prato originário da cidade de Puebla. A receita consiste em pimentão verde recheado com carne e frutas, coberto com molho cremoso de nozes e finalizado com romã e salsa. Para Atala, é “uma das coisas mais incríveis que conheço da cozinha mexicana”.

Flickr / Arturo Sánchez
No Japão, apontou o sukiyaki como prato favorito. A receita leva fatias finas de carne cozidas em caldo adocicado de shoyu e açúcar, acompanhadas de tofu, legumes e macarrão. Ele o descreve como “uma comida afetiva e familiar”. Da França, selecionou o escargot, preparado com caracóis terrestres comestíveis, tradicionalmente servidos com manteiga, alho e ervas, embora também possam aparecer em saladas, folhados, com molhos ou flambados.
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No Japão, apontou o sukiyaki como prato favorito. A receita leva fatias finas de carne cozidas em caldo adocicado de shoyu e açúcar, acompanhadas de tofu, legumes e macarrão. Ele o descreve como “uma comida afetiva e familiar”. Da França, selecionou o escargot, preparado com caracóis terrestres comestíveis, tradicionalmente servidos com manteiga, alho e ervas, embora também possam aparecer em saladas, folhados, com molhos ou flambados.

Wikimedia Commons / MDRX / Arnaud 25
Na Itália, cuja culinária é reconhecida mundialmente por clássicos como massas, pizzas e gelatos, e que foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial pela UNESCO em dezembro de 2025, Atala escolheu o tradicional macarrão alho e óleo como sua preferida. " width="1764" height="913">

Na Itália, cuja culinária é reconhecida mundialmente por clássicos como massas, pizzas e gelatos, e que foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial pela UNESCO em dezembro de 2025, Atala escolheu o tradicional macarrão alho e óleo como sua preferida.

Reprodução Youtube
Pela Tailândia, indicou o Pad Thai. O prato é um clássico da cozinha tailandesa e símbolo da comida de rua do país, por ser rápido de preparar e acessível. É uma salada feita com macarrão de arroz frito, ovo, broto de feijão, cebolinha e uma proteína, como camarão, que é conhecida pelo equilíbrio entre doce, ácido e levemente picante. " width="720" height="486">

Pela Tailândia, indicou o Pad Thai. O prato é um clássico da cozinha tailandesa e símbolo da comida de rua do país, por ser rápido de preparar e acessível. É uma salada feita com macarrão de arroz frito, ovo, broto de feijão, cebolinha e uma proteína, como camarão, que é conhecida pelo equilíbrio entre doce, ácido e levemente picante.

Markus Winkler/Unsplash
Da Coreia do Sul, escolheu o Kimchi, prato tradicional de acelga fermentada por até quatro anos, temperado com pimenta, alho, gengibre e molho de peixe, servido com raia fermentada. Segundo ele, a combinação resulta em uma explosão de sabores “que não dá para explicar”, e afirmou que nunca esquecerá a experiência de provar esse prato. " width="1546" height="559">

Da Coreia do Sul, escolheu o Kimchi, prato tradicional de acelga fermentada por até quatro anos, temperado com pimenta, alho, gengibre e molho de peixe, servido com raia fermentada. Segundo ele, a combinação resulta em uma explosão de sabores “que não dá para explicar”, e afirmou que nunca esquecerá a experiência de provar esse prato.

Pixabay Dongwon Lee / Wikimedia Commons egg (Hong, Yun Seon)
Na Espanha, ele elegeu a paella, um dos pratos mais famosos da culinária espanhola, originário da região de Valência. Trata-se de arroz cozido com açafrão, vegetais e carnes ou frutos do mar, preparado em uma panela rasa e larga chamada paella. Em Portugal, selecionou os borregos, tradicionais cordeiros assados, como o melhor prato do país, apesar de a culinária portuguesa ser associada aos frutos do mar. " width="1870" height="769">

Na Espanha, ele elegeu a paella, um dos pratos mais famosos da culinária espanhola, originário da região de Valência. Trata-se de arroz cozido com açafrão, vegetais e carnes ou frutos do mar, preparado em uma panela rasa e larga chamada paella. Em Portugal, selecionou os borregos, tradicionais cordeiros assados, como o melhor prato do país, apesar de a culinária portuguesa ser associada aos frutos do mar.

Montagem / Pixabay / Joanjo Puertos Muñoz / ReinhardThrainer
O chef Alex Atala vídeo publicou vídeo nas redes sociais escolhendo dez pratos de dez países diferentes. Segundo ele, as escolhas refletem a identidade culinária de cada nação:“A gastronomia é a forma mais profunda de conhecer uma cultura, e cada uma dessas escolhas carrega uma história, uma técnica e um ingrediente que me marcou”.
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O chef Alex Atala vídeo publicou vídeo nas redes sociais escolhendo dez pratos de dez países diferentes. Segundo ele, as escolhas refletem a identidade culinária de cada nação:“A gastronomia é a forma mais profunda de conhecer uma cultura, e cada uma dessas escolhas carrega uma história, uma técnica e um ingrediente que me marcou”.

Reprodução / Instagram

O Michelin foi criado pelos irmãos Edouard e André Michelin em 1900, na França, com informações de onde abastecer e consertar o carro, onde comer e se hospedar. Mais tarde, a publicação começou a contratar profissionais para visitarem as casas de forma anônima -hoje, os chamados inspetores. Em 1926, os restaurantes começaram a receber estrelas e, cinco anos mais tarde, foram classificados na escala que vai de uma a três.

O Brasil, que recebeu a primeira edição da América do Sul em 2015, ficou sem a publicação entre 2021 e 2023. No ano seguinte, o guia voltou ao país graças a um investimento conjunto de R$ 9 milhões das prefeituras de São Paulo e do Rio, que viabilizou o prêmio até 2026. Parcerias como essas, feitas com governos de cidades e países, como é o caso da Argentina, levantaram questionamentos sobre a imparcialidade do prêmio.

O Guia já afirmou que esse tipo de patrocínio não interfere na quantidade de restaurantes estrelados ou no número de estrelas recebidos.

Outro ranking que tem conquistado relevância entre os chefs é o guia OAD. Criado por Steve Plotnicki, empresário do mercado fonográfico que virou foodie, baseia-se nas avaliações de 6.000 voluntários que se registram para a pesquisa.

"Só foodies opinam. É como um ranking do TripAdvisor, feito por gente mais qualificada", diz Ivan Ralston, chef do paulistano Tuju, que acaba de receber três estrelas estrelas Michelin e está em nono lugar na lista 50 Best América Latina.

E há ainda prêmios baseados apenas no que se publica na internet, como o francês La Liste. A lista, segundo a organização, é uma compilação de milhões de avaliações online, oriundas de 1.100 fontes de 200 países. Na edição 2026, entraram 14 restaurantes brasileiros.

Para o levantamento, forma-se um grande banco de dados global, que inclui desde críticas publicadas em jornais até avaliações de consumidores em plataformas digitais. Atribui-se um peso diferente a cada fonte, conforme "sua importância, alcance, confiabilidade e independência". Avaliações de clientes, por exemplo, representam 10% da pontuação final.

 

Japón (Miami, Estados Unidos) – Restaurante japonês contemporâneo, com sushi de alta qualidade e um ambiente acolhedor à beira-mar.
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Japón (Miami, Estados Unidos) – Restaurante japonês contemporâneo, com sushi de alta qualidade e um ambiente acolhedor à beira-mar.

Reprodução do instagram @thesetaimiamibeach
Ducasse Baccarat (Paris, França) – Localizado na histórica mansão Baccarat, este restaurante é uma colaboração entre a Maison Baccarat e o renomado chef Alain Ducasse. Combina a alta culinária francesa com a arte dos cristais. " width="720" height="480">

Ducasse Baccarat (Paris, França) – Localizado na histórica mansão Baccarat, este restaurante é uma colaboração entre a Maison Baccarat e o renomado chef Alain Ducasse. Combina a alta culinária francesa com a arte dos cristais.

Reprodução do instagram @ducassebaccarat
Beefbar (Nova York, Estados Unidos) – É conhecido por seu menu focado em cortes de carne de alta qualidade de diversas partes do mundo, tudo isso em um ambiente sofisticado e moderno. " width="720" height="480">

Beefbar (Nova York, Estados Unidos) – É conhecido por seu menu focado em cortes de carne de alta qualidade de diversas partes do mundo, tudo isso em um ambiente sofisticado e moderno.

Divulgação
Ladurée Rue Royale (Paris, França) – Ícone da pâtisserie francesa, preserva a elegância clássica parisiense com interiores requintados. O local é mundialmente famosa por seus macarons. " width="720" height="480">

Ladurée Rue Royale (Paris, França) – Ícone da pâtisserie francesa, preserva a elegância clássica parisiense com interiores requintados. O local é mundialmente famosa por seus macarons.

Reprodução do instagram @maisonladuree
Another Smith (Tha Sai Luat, Tailândia) – Combina simplicidade arquitetônica com elementos culturais tailandeses em um ambiente descontraído. É um ótimo lugar para experimentar pratos tradicionais da Tailândia. " width="720" height="480">

Another Smith (Tha Sai Luat, Tailândia) – Combina simplicidade arquitetônica com elementos culturais tailandeses em um ambiente descontraído. É um ótimo lugar para experimentar pratos tradicionais da Tailândia.

Reprodução do instagram @prixversailles
Bouchon Carême (Helsinque, Finlândia) – Uma releitura moderna da culinária francesa, com um ambiente intimista e sofisticado no coração da Finlândia.
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Bouchon Carême (Helsinque, Finlândia) – Uma releitura moderna da culinária francesa, com um ambiente intimista e sofisticado no coração da Finlândia.

Reprodução do instagram @bouchon_careme
Kimyona (Riade, Arábia Saudita) – O ambiente futurista contrasta com padrões tradicionais da região. O restaurante é popular por sua atmosfera elegante e por pratos inovadores que misturam sabores tradicionais e internacionais. " width="720" height="480">

Kimyona (Riade, Arábia Saudita) – O ambiente futurista contrasta com padrões tradicionais da região. O restaurante é popular por sua atmosfera elegante e por pratos inovadores que misturam sabores tradicionais e internacionais.

Reprodução de instagram
Lobster Club (Palma de Mallorca, Espanha) – Com foco em frutos do mar, oferece um menu que destaca lagostas e caranguejos, servidos de diversas formas. A arquitetura reflete o espírito mediterrâneo, unindo luxo e descontração. " width="720" height="480">

Lobster Club (Palma de Mallorca, Espanha) – Com foco em frutos do mar, oferece um menu que destaca lagostas e caranguejos, servidos de diversas formas. A arquitetura reflete o espírito mediterrâneo, unindo luxo e descontração.

Reprodução do instagram @lobsterclubpuertoportals
Seven Island (Busan, Coreia do Sul) – Com vista para o mar, privilegia a integração ao entorno natural. É um local popular para saborear pratos de peixe cru (sashimi) e outras iguarias coreanas. " width="720" height="480">

Seven Island (Busan, Coreia do Sul) – Com vista para o mar, privilegia a integração ao entorno natural. É um local popular para saborear pratos de peixe cru (sashimi) e outras iguarias coreanas.

Reprodução do instagram @yinjispace
?rtensia (Xangai, China) – Restaurante de alta gastronomia japonesa que oferece uma experiência de omakase, onde o chef cria um menu exclusivo para os visitantes. " width="720" height="480">

?rtensia (Xangai, China) – Restaurante de alta gastronomia japonesa que oferece uma experiência de omakase, onde o chef cria um menu exclusivo para os visitantes.

Reprodução do instagram @ortensia_shanghai
Coro (Orvieto, Itália) – Instalado em um local que era destinado a uma igreja, o restaurante é conhecido por pratos que honram a tradição italiana, como massas frescas e carnes grelhadas.
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Coro (Orvieto, Itália) – Instalado em um local que era destinado a uma igreja, o restaurante é conhecido por pratos que honram a tradição italiana, como massas frescas e carnes grelhadas.

Reprodução do instagram @cororistorante
Blackswan (Pequim, China) – Espaço sofisticado e minimalista, valoriza contrastes e design futurista. Mistura a culinária cantonesa tradicional com um toque contemporâneo. " width="1400" height="877">

Blackswan (Pequim, China) – Espaço sofisticado e minimalista, valoriza contrastes e design futurista. Mistura a culinária cantonesa tradicional com um toque contemporâneo.

Reprodução do Instagram @blackswanrestaurant
Shell (Nusa Penida, Indonésia) – Inspirado pelo mar, apresenta arquitetura orgânica em formato de concha, integrada à natureza paradisíaca da ilha. É um lugar ideal para saborear a culinária local em um cenário descontraído e com vista para o mar. " width="720" height="480">

Shell (Nusa Penida, Indonésia) – Inspirado pelo mar, apresenta arquitetura orgânica em formato de concha, integrada à natureza paradisíaca da ilha. É um lugar ideal para saborear a culinária local em um cenário descontraído e com vista para o mar.

Reprodução do instagram @builders.friend
Smoked Room (Dubai, Emirados Árabes Unidos) – O local se destaca por sua abordagem inovadora de pratos defumados. O restaurante combina atmosfera intimista com arquitetura refinada e experiências gastronômicas exclusivas. " width="720" height="480">

Smoked Room (Dubai, Emirados Árabes Unidos) – O local se destaca por sua abordagem inovadora de pratos defumados. O restaurante combina atmosfera intimista com arquitetura refinada e experiências gastronômicas exclusivas.

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Julie’s (Londres, Reino Unido) – Este charmoso restaurante em Notting Hill é conhecido por seu ambiente romântico e culinária britânica clássica, mas com um toque contemporâneo. " width="1400" height="867">

Julie’s (Londres, Reino Unido) – Este charmoso restaurante em Notting Hill é conhecido por seu ambiente romântico e culinária britânica clássica, mas com um toque contemporâneo.

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Gerbou (Dubai, Emirados Árabes Unidos) – Restaurante de alta gastronomia localizado no icônico Burj Al Arab Jumeirah, que oferece uma experiência de jantar com vistas espetaculares da cidade.
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Gerbou (Dubai, Emirados Árabes Unidos) – Restaurante de alta gastronomia localizado no icônico Burj Al Arab Jumeirah, que oferece uma experiência de jantar com vistas espetaculares da cidade.

Reprodução do Instagram @kristinazanicconsultants
Os vencedores são avaliados por um júri especializado, que considera design, integração com o ambiente e sustentabilidade. Confira o ranking dos restaurantes mais bonitos do mundo! " width="720" height="480">

Os vencedores são avaliados por um júri especializado, que considera design, integração com o ambiente e sustentabilidade. Confira o ranking dos restaurantes mais bonitos do mundo!

Reprodução de instagram
A World’s Most Beautiful Restaurants List 2025 faz parte do Prix Versailles, um renomado prêmio de arquitetura criado em 2015 pela UNESCO. " width="720" height="480">

A World’s Most Beautiful Restaurants List 2025 faz parte do Prix Versailles, um renomado prêmio de arquitetura criado em 2015 pela UNESCO.

Basile Morin/Wikimédia Commons
Uma lista que destaca os 16 restaurantes mais bonitos do mundo foi divulgada em junho de 2025 e conta com estabelecimentos da Europa, Ásia e Estados Unidos. " width="720" height="480">

Uma lista que destaca os 16 restaurantes mais bonitos do mundo foi divulgada em junho de 2025 e conta com estabelecimentos da Europa, Ásia e Estados Unidos.

High Contrast/Wikimédia Commons

"Pelos chefs que vi na cerimônia de premiação, é uma lista que está ganhando relevância. Mas não é muito popular nem mesmo na França. É um prêmio de nicho, que só tem prestígio entre o pessoal da gastronomia", avalia Luiz Filipe Souza, chef do Evvai, o brasileiro mais bem classificado no ranking francês, na sexta posição. Além de estar na 20ª posição do 50 Best América Latina, ele recebeu nesta segunda (13/4) três estrelas do guia Michelin.

Ainda mais fluidos são os critérios da plataforma TasteAtlas. Seu criador, o croata Matija Babic, diz que a intenção é catalogar "todos os pratos e ingredientes do mundo, com o objetivo de valorizar tradições". Mas são as tretas gastronômicas que têm transformado esses rankings em manchetes.

O TasteAtlas não avalia restaurantes, mas já cravou que São Paulo é o melhor destino gastronômico do Brasil, que a picanha é o melhor prato brasileiro e que o cuscuz paulista é o segundo pior, atrás apenas do pescoço bovino.

Babic afirma que tudo é feito por algoritmos, que mapeiam avaliações disponíveis na internet. "Em relação aos restaurantes, avaliamos todos os prêmios e críticas gastronômicas para encontrar os lugares mais icônicos", diz.

Para estar em evidência nos prêmios e rankings, os chefs e donos de restaurantes empreendem um intenso trabalho nos bastidores que o público não vê. "O 50 Best é uma lista de campanha. Muitos gastam milhares de reais nessa brincadeira e alguns gastam milhões", diz Ivan Ralston.

O dinheiro é gasto em viagens de intercâmbio para cozinhar com chefs internacionais e convites a jornalistas estrangeiros, o que inclui despesas altas, como passagens aéreas e hospedagem. "Tem restaurante que transformou essa prática em ferramenta de negócio. Sinceramente, não sei como a conta fecha", diz o chef Luiz Filipe Souza.

Na opinião de Tatiana Maia Lins, professora de gestão da reputação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), os prêmios viraram prioridade para os empresários porque estamos na era da "economia da reputação". "De restaurantes a médicos, passando pelo Uber e pelo Tinder, fazemos nossas escolhas com base nas avaliações dos outros", diz.

Notoriedade, segundo a professora, pode ser comprada. É o que acontece, por exemplo, quando o cliente é estimulado a avaliar uma experiência em troca de desconto ou cashback. Reputação, ela emenda, é outra história. Se constrói ao longo do tempo e depende da credibilidade de quem avalia.

"Por que as estrelas Michelin são tão desejadas? Porque têm credibilidade e transferem seu prestígio. É bem diferente de um prêmio concedido por um único influenciador, que pode até proporcionar notoriedade instantânea, mas não constrói reputação."

Em um ponto, os chefs concordam: aparecer em destaque nos rankings ajuda a encher o salão. Luiz Filipe Souza, do Evvai, conta que a primeira estrela conquistada no Guia Michelin, em 2019, aumentou as reservas em 40%. Quando veio a segunda estrela, em 2024, o movimento se repetiu na mesma proporção.

Desde 2019, a Casa do Porco integra o ranking The World's 50 Best Restaurants. Estreou na 39ª posição, chegou ao sétimo lugar, mas hoje está em 83º. O restaurante também faz parte do Guia Michelin Bib Gourmand, que indica estabelecimentos de bom custo-benefício, e está entre os cinco melhores do país pela La Liste.

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Para o chef Jefferson Rueda, os rankings mudaram a história do restaurante. "O salão continua lotado, após dez anos, porque virou ponto turístico. As premiações nos conectaram com o mundo."

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