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Estreia 'O segredo de Widow's Bay', com doses certeiras de humor e terror

Matthew Rhys vive prefeito que tenta transformar ilha assombrada em paraíso turístico. Série será exibida a partir desta quarta-feira (29/4), na Apple TV

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Depois do psicopata que assombrou Oyster Bay em “O monstro em mim”, Matthew Rhys retorna ao horror. O ator galês estrela e produz “O segredo de Widow’s Bay”, série que estreia nesta quarta-feira (29/4) na Apple TV. Só que o terror aqui tem outra levada. Por vezes rima com humor, algo mais como comentário social do que pelo riso solto puro e simples.

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“Há horrores muito sutis dentro da estrutura social da ilha, que podem ser tão traumatizantes para as pessoas quanto o horror mais óbvio”, comenta Rhys. Na história, ele é Tom Loftis, o acovardado prefeito de Widow’s Bay, ilha perdida no tempo na costa da Nova Inglaterra. O mundo parou por ali: o sinal de celular é fraco e o wi-fi mal chegou.

Viúvo com um filho adolescente nascido e criado na ilha, Loftis quer trazer os turistas de volta. Consegue que um jornalista do The New York Times vá ao lugar. A reportagem é muito positiva, e o aspecto pitoresco atrai viajantes. Em sua bandeira para tornar Widow’s Bay um destino turístico, o prefeito conta com a ajuda de Patricia (Kate O’Flynn). Mas há opositores.

O principal deles é Wyck (Stephen Root), um antigo morador. A ilha é assombrada, pessoas morreram ali. Há bruxas, sinais de canibalismo e desaparecimentos estranhos. Para Loftis, tudo lenda. É essa a frustração de Wyck.

“Meu personagem nasceu na ilha, vivenciou coisas estranhas e ninguém acredita nele”, comenta Root. Em dado momento, ele será levado em conta. “No final, Wyck e Loftis encontram algum tipo de camaradagem, pois vão lutar contra um inimigo comum”, acrescenta.

Estreia de Katie Dippold

“O segredo de Widow’s Bay” é a primeira série comandada por Katie Dippold. Cria da comédia “Parks and recreation” (2009-2015), também assinou os roteiros dos filmes “Caça-fantasmas” (2016) e “Mansão mal-assombrada” (2023). Os originais de “Widow’s Bay” fizeram com que ela conseguisse vaga como roteirista de “Parks and recreation”.

“O roteiro original era diferente, mais focado nas piadas, quase uma paródia. Eu não queria que a série tivesse essa pegada. Mesmo com outros projetos no caminho, sempre voltava a ela. Há dois anos, eu a reescrevi e aprimorei. Queria que a ilha parecesse um lugar real, onde você pudesse se perder e se sentir realmente aterrorizado. Por outro lado, o humor foi difícil, já que meu objetivo nunca foi diminuir a tensão e o suspense”, afirma Katie.

A referência mais óbvia da série é o clássico “Tubarão” (1975), de Steven Spielberg. “Katie é super fã do filme. Em ‘Caça-fantasmas’, inclusive, o personagem do Andy Garcia diz: 'Nunca me comparem ao prefeito de 'Tubarão''. Pouco antes das filmagens, estava com esse personagem na cabeça (no longa, o prefeito que deseja manter as praias abertas a despeito de ataques letais é interpretado por Murray Hamilton), mas logo saiu, pois por mais que haja referência ao filme, a nossa ilha é um mundo muito único”, comenta Rhys.

Patricia, a assessora do prefeito Loftis, é solitária e neurótica. Kate O’Flynn se lembra de que durante os testes lhe pediram “um toque de Shelley Duval” (protagonista de “O iluminado”, 1980). “O olhar da Patricia no começo da série lembra um pouco o da Shelley Duval”, comenta a atriz, que considera o universo apresentado na trama bastante crível.

“Sou do Noroeste da Inglaterra, lugar de bruxas. Recentemente, fui a um museu onde havia a réplica da efígie humana que costumava ser amarrada nas costas de um homem para assustar crianças que trabalhavam nas fábricas de algodão e mantê-las acordadas. Então, na verdade, o que enfrentamos em Widow’s Bay não é tão absurdo assim”, acrescenta a atriz.

Para realizar a série, Katie Dippold trabalhou ao lado de Hiro Murai, diretor e produtor-executivo de “Atlanta” (2016-2022). Ele dirige metade dos episódios de “O segredo de Widow’s Bay”.

“Quando trabalhei em ‘Parks and recreation’, a TV era muito diferente, mais limitada. Quando ‘Atlanta’ estreou, fiquei impressionada com os diferentes tipos de narrativa que se poderia fazer. Eu queria que tudo parecesse muito pé no chão. O Hiro é ótimo nisso, pois consegue encontrar momentos cômicos absurdos nos lugares certos”, elogia.

Espião

Matthew Rhys é conhecido por personagens densos, a começar pelo espião Philip Jennings, de “The americans” (2013-2018), que lhe trouxe fama.

“Não o conhecia pessoalmente, só o tinha visto em papéis dramáticos. Escrevi o papel de Loftis sem ninguém na cabeça. Quando Hiro e eu fizemos uma chamada por Zoom com ele, vimos o quão adorável e naturalmente engraçado ele é. Agora não consigo mais imaginar a série com mais ninguém”, afirma Katie Dippold.

Rhys estará em outra produção que a Apple TV lança neste ano. Prevista para o segundo semestre, a segunda temporada da trama jurídica “Acima de qualquer suspeita” terá história independente, sem qualquer relação com o primeiro ano.

Adaptação do livro “Dissection of a murder”, de Jo Murray, acompanha a advogada Leila Reynolds (Rachel Brosnahan), designada para defender Jack Millman (Jack Reynor), acusado de matar um juiz respeitado. É o primeiro caso de assassinato com o qual lida – e o réu faz questão que ela o defenda. O elenco ainda traz Courtney B. Vance e Fiona Shaw.

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“O SEGREDO DE WIDOW’S BAY”

• Série com 10 episódios. Os dois primeiros estreiam hoje (29/4), na Apple TV. Novos capítulos às quartas-feiras, até 17 de junho

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