ACADEMIA DE HOLLYWOOD

Premiação mostra que Oscar não é tão previsível como supõem apostadores

O primeiro empate em 13 anos e outras surpresas na cerimônia de domingo (15/3), que frustrou o Brasil pela falta de prêmios, escaparam às previsões

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O mercado de apostas já se tornou comum em eventos esportivos. Neste ano, ele ganhou espaço também em Hollywood, com o Oscar entrando no radar das plataformas do ramo. Ao todo, mais de US$ 120 milhões (cerca de R$ 640 milhões) foram apostados na cerimônia do último domingo (15/3). Segundo o “The New York Times”, o valor representa de seis a sete vezes o volume movimentado em toda a temporada de premiações do ano passado.

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Os dois maiores sites de apostas – Polymarket e Kalshi – acertaram o vencedor de 19 das 24 categorias desta edição. No Globo de Ouro, realizado em janeiro, a Polymarket errou somente duas das 28 categorias.


Entre os erros, as apostas indicavam “Uma batalha após a outra” como vencedor de Melhor Fotografia, mas o prêmio ficou com Autumn Durald Arkapaw, de “Pecadores”. Também houve falha em Melhor Curta-Metragem de Animação, em que “Borboleta” era o favorito, mas venceu “A garota que chorava pérolas”.


A plataforma ainda errou Melhor Documentário, ao apostar em “A vizinha perfeita”, enquanto o troféu ficou com “Sr. Ninguém contra Putin”. Já em Melhor Direção de Elenco, as apostas apontavam a vitória de “Pecadores”, enquanto o prêmio foi para Cassandra Kulukundis, por “Uma batalha após a outra”.


Empate

Houve ainda empate em uma das categorias. Na Polymarket, as regras determinavam que, nesse caso, o vencedor seria o filme cujo nome aparecesse primeiro em ordem alfabética. Assim, quem apostou em “Os cantores” recebeu o pagamento. A regra considerava a ordem dos títulos originais em inglês, “The singers” e “Two people exchanging saliva”.


Na Kalshi foi diferente. Por lá, era possível apostar no empate, e aproximadamente 40 pessoas acertaram. Quem tinha esse contrato viu o investimento render 100 vezes o valor apostado. Já quem comprou contratos para qualquer um dos indicados acabou perdendo.


A Polymarket também acertou tendências gerais da premiação. O mercado indicava que “Uma batalha após a outra” ganharia seis Oscars e “Pecadores” levaria quatro. Também acertou que “Frankenstein” ficaria com três estatuetas e previu que “O agente secreto” e “Marty Supreme” não ganhariam nenhum prêmio.


Houve ainda mercados paralelos de apostas, como quais artistas compareceriam à cerimônia e o que seria dito no palco durante os discursos. A Polymarket, também tem seções de apostas em geopolítica e eleições. Há uma seção dedicada especialmente ao Irã que monetiza o conflito em curso com EUA e Israel. Nela, usuários apostam desde a data de um possível cessar-fogo até se o regime dos aiatolás pode ou não cair em breve.

 


“Robotização”

Apesar da ascensão recente, muitos especialistas da indústria cinematográfica são contra esse tipo de mercado. Para eles, o conhecimento humano continua sendo mais confiável do que algoritmos. Além do risco de vício em jogos, críticos apontam preocupação com a “robotização” de um conhecimento construído ao longo de anos de experiência.


Outros argumentam que os mercados de previsão não geram análises originais, mas se baseiam nas projeções feitas pelos próprios críticos e jornalistas de cinema. Como há dinheiro envolvido, muitos apostadores fazem pesquisa antes de apostar e acabam seguindo as opiniões de quem acompanha de perto a corrida pelo Oscar.


A ascensão das apostas também elevou preocupações com o uso de informações privilegiadas. Embora a Academia utilize um sistema de votação secreto e considerado seguro, o mercado levanta receios sobre possíveis vazamentos de resultados antes da cerimônia.


O crítico Scott Feinberg, da “The Hollywood Reporter”, teve desempenho melhor que o algoritmo: acertou 21 categorias, incluindo a vitória de “A garota que chorava pérolas” em animação – resultado que as casas de apostas erraram. Já na “Variety”, o jornalista Clayton Davis teve desempenho abaixo da média da revista neste ano, com 18 acertos.


Ele previu que “Pecadores” levaria sete estatuetas, contra três de “Uma batalha após a outra”, mas acertou a categoria de Melhor Documentário, em que as casas de apostas falharam. Ambos cobrem cinema há aproximadamente 20 anos.

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Os erros humanos e das casas de apostas mostram o óbvio – não existe previsão infalível. Os erros mostram que as premiações de cinema ainda carregam uma boa dose de subjetividade e imprevisibilidade.

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