CAIU NO GOSTO DO PÚBLICO

Qual a história da camisa que Wagner Moura usa em "O Agente Secreto"

Figurino usado por Wagner Moura no filme tem origem em uma troça histórica do carnaval pernambucano

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Ela aparece rapidamente em cena, mas acabou virando um dos elementos mais comentados do filme "O agente secreto". A camisa amarela da Pitombeira dos Quatro Cantos, usada por Wagner Moura, viralizou nas redes sociais, aumentou as vendas da peça e reacendeu o interesse por uma das troças mais tradicionais do carnaval de Olinda.

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O fenômeno foi tão grande que a agremiação já contabiliza cerca de 30 mil camisetas vendidas desde que o longa chegou aos cinemas. O modelo passou a ser conhecido em várias regiões do país simplesmente como “a camisa do filme”.

A camisa pertence à Pitombeira dos Quatro Cantos, fundada em 1947 e considerada uma das agremiações mais tradicionais do carnaval pernambucano. A troça surgiu da reunião de amigos que defendiam o carnaval de rua como expressão da cultura popular. Ao longo das décadas, consolidou-se nas ladeiras de Olinda com desfiles marcados por orquestras de frevo, fantasias e multidões de foliões.

Reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco, a Pitombeira é um símbolo afetivo para gerações de moradores e visitantes do carnaval da cidade. Curiosamente, a peça que virou febre quase ficou de fora do filme.

Em entrevista à revista GQ Brasil, Kleber Mendonça Filho revelou que outra opção chegou a ser considerada para o figurino. “Nunca falei para ninguém, mas a outra possibilidade era uma camiseta do restaurante Lamas, que fica no Largo do Machado, no Rio”, contou o diretor.

No fim, a camisa amarela inspirada em modelos dos anos 1970 foi escolhida, decisão que acabou ajudando a transformar a peça em fenômeno cultural. O próprio Wagner Moura disse que já imaginava o impacto quando vestiu a camisa pela primeira vez durante as gravações.

Vendas dispararam 

O sucesso foi imediato. Segundo Hermes Neto, presidente da troça, a procura pela camisa disparou logo após a exibição do filme. “A gente pode dizer que teve algo em torno de 200% de aumento em relação ao que tínhamos pedido”, afirmou ao portal Terra.

Inicialmente, a diretoria havia produzido apenas 300 unidades para conselheiros e integrantes da agremiação. Mas a demanda cresceu rapidamente e o estoque acabou em pouco tempo.

Com o fenômeno, a Pitombeira organizou novas produções em lotes. Hoje, o número total de camisas vendidas já ultrapassa 30 mil unidades.

O modelo que aparece no filme foi criado entre 2019 e 2020, com estética retrô inspirada nos anos 1970 e 1980, período considerado um dos mais marcantes da história da troça. Entre 1984 e 1988, por exemplo, a Pitombeira viveu uma fase de grande destaque no carnaval de Olinda, marcada por desfiles grandiosos e forte presença popular.

A camisa amarela acabou se tornando a mais procurada depois da estreia do filme, superando até o modelo tradicional preto da agremiação.

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O impacto não ficou apenas nas vendas. No carnaval seguinte à estreia do filme, a Pitombeira percebeu um aumento expressivo no público. Segundo a organização, o número de foliões acompanhando o desfile praticamente dobrou.

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