A vitória de “O Agente Secreto” no Globo de Ouro 2026, neste domingo (11/1), transformou as redes sociais em um verdadeiro palco de comemoração. O longa brasileiro venceu a categoria de Melhor Filme de Língua Não Inglesa, superando concorrentes como “Foi Apenas um Acidente” e “Valor Sentimental”, e levou internautas ao entusiasmo.

Ambientado em 1977, durante a ditadura militar, o filme acompanha Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia que retorna ao Recife tentando escapar de um passado obscuro, apenas para perceber que a cidade está longe de ser o refúgio que imaginava. A trama, dirigida por Kleber Mendonça Filho, foi amplamente celebrada como mais um marco do cinema brasileiro no cenário internacional.

No palco da cerimônia, em Los Angeles, Kleber Mendonça Filho dedicou o prêmio aos jovens realizadores. Em discurso emocionado, o diretor destacou o momento histórico vivido pelo audiovisual brasileiro e fez um chamado direto às novas gerações. “Dedico este filme aos jovens cineastas. Esse é um ótimo momento na história para fazer cinema nos Estados Unidos e no Brasil. Jovens cineastas, façam filmes”, destacou.

Esse é o segundo ano consecutivo que um filme brasileiro ganha um prêmio no Globo de Ouro. No ano passado, Fernanda Torres levou o título de Melhor Atriz em Filme de Drama por “Ainda estou aqui”. Além de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, “O agente secreto” também foi indicado a Melhor Filme e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura.

“O Agente Secreto venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa! Tá podendo falar ou tá ocupado levando prêmio?”, escreveu um internauta, em tom bem-humorado, em uma das postagens que viralizaram ao longo da noite. Outros exaltaram a trilha sonora escolhida pelo DJ da cerimônia, incluindo o uso de Rihanna para anunciar o prêmio do filme brasileiro, classificado como “10/10”.

“Tomara que essas vitórias abram os olhos do governo e dos ricos para financiar o máximo possível nosso cinema”, escreveu um perfil, resumindo um sentimento compartilhado por muitos. Houve ainda quem definisse o momento como uma virada simbólica. “A era da soberba e da desumanidade voltou ao cinema nacional”, dizia uma publicação celebrando o prêmio, em referência ao protagonismo brasileiro em festivais e premiações internacionais.

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