MUSEUS PAMPULHA

Maria Bragança Trio se apresenta neste sábado (24) em BH em show gratuito

Performance na Casa do Baile contempla composições autorais da saxofonista e celebra nomes femininos da música

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Neste sábado (24/1), o pôr do sol na Lagoa da Pampulha ganhará uma trilha sonora especial. A saxofonista e compositora itabirana Maria Bragança apresenta-se às 16h na Casa do Baile, integrando a programação do Solstício de Verão do Projeto Museus Pampulha, com entrada gratuita. Acompanhada por Luadson Constâncio (piano) e Paulo Santos (percussão), a artista propõe um mergulho na produção feminina da música brasileira.

O repertório do Maria Bragança Trio é um manifesto de reverência. Além de composições autorais de Maria Bragança — como a recém-lançada "Homenagem à Chiquinha", dedicada a Chiquinha Gonzaga —, o show celebra artistas como Eliane Elias e Tania Maria. É uma síntese da trajetória de Maria, definida pelo jornal alemão Allgemeine Frankfurt Zeitung como uma linguagem que "cria pontes entre Europa, América do Sul e África".
 


O público pode esperar surpresas, conclama Maria Bragança. "Passeamos pela música instrumental brasileira, com influência do cancioneiro popular, mas não é um trio formatado. Temos liberdade, abertura para tocar clássicos da música do Brasil de outra forma. Tem uma característica mais solta."

A escolha da Casa do Baile para o concerto não é por acaso. O espaço, ícone da arquitetura de Oscar Niemeyer, emoldura a proposta de uma escuta refinada e envolvente, conectando o patrimônio histórico à vanguarda instrumental.

"Essa é uma iniciativa muito bacana da Prefeitura, ao lado do Instituto Lumiar, de levar cultura para os museus da Pampulha, onde estão espaços incríveis, pelo aspecto histórico e também da arquitetura", diz Maria Bragança.

Com formação sólida na Alemanha (é bacharel em saxofone com título de Mestre pela Robert Schumann Musik Hochschule), Maria Bragança construiu uma carreira internacional que transita, com a mesma naturalidade, entre o rigor da música erudita e a liberdade do jazz. Sua discografia, que inclui trabalhos premiados como Duas Marias, e o recente Jazzue Fuzuê Jazz (2024), reflete uma pesquisa profunda sobre a música barroca e as tradições populares brasileiras.

Maria Bragança estudou com nomes como Ivan Roth, Arno Bomkamp, David Liebmann e Paul Contos. Realizou concertos ao lado do pianista Roberto Szidon, na Suíça e Alemanha, com o cravista e organista Nicolau de Figueiredo, na França, e o regente e pianista Michell Collins.

Nos caminhos pelo jazz, apresentou-se, além do Brasil, na Alemanha, Áustria, França, Itália e África, ao lado artistas como Djalma Corrêa, Eberhard Weber, Mustapha Teddey Adyr, Nana Vasconcelos, entre outros.

Natural de Itabira, Maria Bragança relembra suas raízes e fala sobre a mistura de influências que moldou seu som cosmopolita, mas profundamente brasileiro. Um percurso que a leva de volta aos 15 anos de idade, quando passou a edificar de fato sua personalidade musical.

"Meu primeiro contato com a música vem através do meu pai, ainda na infância, nas serenatas em Itabira, com minhas tias Marina, Amélia, Luiza, Matilde... A família Bragança sempre foi muito musical. Depois fui para São Paulo tocar violino na Orquestra Jovem e, mais tarde, segui para a Europa. Meu primeiro instrumento foi o violão, depois o violino e, finalmente, o saxofone."

Os irmãos mais velhos escutavam Janis Joplin e Rolling Stones, mas Maria gostava mesmo era de ouvir Bach. Depois, na adolescência, vieram Cazuza, Cássia Eller, Alceu Valença, Caetano, Gilberto Gil e Luiz Melodia. "Tenho uma formação misturada. Minha referência musical é bachiana e de Villa-Lobos. Hoje, escuto de Tom Jobim e Pixinguinha aos clássicos e contemporâneos do jazz, sem nunca esquecer o Clube da Esquina."

A performance do Maria Bragança Trio faz parte da programação cultural diversa promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura durante as férias de janeiro, com vivências culturais em todas as regionais da cidade.
Com o Projeto Museus Pampulha 2026, o público é chamado a estar em lugares que unem arte e patrimônio, como o Museu de Arte da Pampulha (MAP), o Museu Casa Kubitschek (MCK), e a Casa do Baile - Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design.

São oficinas, laboratórios, palestras e momentos de contemplação. A agenda de janeiro começou com atividades para crianças, lições sobre restauração e workshops sobre acessibilidade, com a meta de fortalecer o diálogo entre os museus e a comunidade ao longo do ano.

Na Casa do Baile, a experiência “Casa 360º” convida para a apreciação do pôr do sol até 31 de janeiro. A vista alcança pontos como o Iate Tênis Clube, o MAP, o Vertedouro, o Monumento a Iemanjá/Portal da Memória, dentre outros, além de elementos da própria arquitetura da Casa, como a parede curva azulejada e os cobogós. 

Maria Bragança Trio (Solstício de Verão - Projeto Museus Pampulha)
24 de janeiro, 16h
Casa do Baile (Av. Otacílio Negrão de Lima, 751 - Pampulha)
Entrada Gratuita

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