Série Jack Ryan 'previu' invasão dos EUA na Venezuela?
Os paralelos começaram a se espalhar rapidamente no X, no TikTok e no Instagram, com trechos da série sendo repostados
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma produção de ficção lançada há quase seis anos voltou a circular com força nas redes sociais após os desdobramentos recentes envolvendo a Venezuela.
Nas horas seguintes às notícias sobre uma operação conduzida pelos Estados Unidos contra o governo venezuelano, fãs de Tom Clancy's Jack Ryan, série da Amazon Prime Video, passaram a comparar cenas da segunda temporada com acontecimentos do mundo real.
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Os paralelos começaram a se espalhar rapidamente no X, no TikTok e no Instagram, com trechos da série sendo repostados e comentados como se fossem uma espécie de "previsão" do que estaria acontecendo agora.
A temporada em questão, lançada em 2019, tem como eixo central uma operação internacional apoiada pelos EUA para derrubar um presidente venezuelano fictício, acusado de corrupção, autoritarismo e manipulação eleitoral.
A repercussão cresceu depois que o então presidente Donald Trump confirmou ações noturnas envolvendo forças dos Estados Unidos e a detenção de Nicolás Maduro. Imagens divulgadas posteriormente - incluindo registros do líder venezuelano sob custódia - ampliaram o impacto do episódio.
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Com isso, o nome de Jack Ryan voltou aos trending topics. Muitos usuários apontaram semelhanças visuais e narrativas entre a série e o noticiário: a atuação de agentes americanos, o foco em instabilidade política na Venezuela e a ideia de uma crise institucional com repercussão internacional. Para parte do público, a coincidência foi suficiente para alimentar a tese de que a ficção teria "antecipado" a realidade.
Apesar das comparações, especialistas e fãs mais atentos lembram que a semelhança tem limites claros. A série não retrata Nicolás Maduro nem reproduz os eventos recentes de forma literal. O presidente mostrado na trama é um personagem fictício, criado a partir de elementos já amplamente discutidos na década de 2010, quando a Venezuela enfrentava colapso econômico, eleições contestadas e denúncias de repressão política.
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Na prática, os roteiristas se apoiaram em um contexto geopolítico já existente para construir a narrativa, algo comum em thrillers políticos. Em vez de prever acontecimentos futuros, Jack Ryan traduziu para a ficção tensões reais que já ocupavam as manchetes internacionais à época.