CINEMA

Hoje é dia de cruzar os dedos e torcer por "Ainda estou aqui" no Oscar

Nesta terça (17/12), Academia de Ciências Cinematográficas divulga os 15 longas que vão disputar cinco vagas para o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro em 2025

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Hoje (17/12) é o primeiro Dia D de “Ainda estou aqui” em sua campanha para o Oscar. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas vai anunciar a pré-seleção de 10 categorias, incluindo a de Melhor Filme Internacional. São altíssimas as chances de que o longa de Walter Salles, representante do Brasil, esteja entre as 15 produções que vão disputar uma das cinco vagas da premiação.


A bem engendrada campanha promocional organizada pela Sony Pictures, distribuidora internacional do longa, traduziu-se em grande prestígio da produção, que está na disputa amparada por críticas favoráveis e indicações em outras premiações – Globo de Ouro e Critics Choice entre elas.

O anúncio das chamadas shortlists não tem a badalação da comunicação oficial do Oscar sobre os cinco candidatos em cada uma das categorias (o que só vai ocorrer em 17 de janeiro). Ele deve ocorrer na tarde desta terça-feira, se a Academia seguir o padrão dos anos anteriores.

Oitenta e cinco longas estão na disputa de Melhor Filme Internacional. Entre os “colegas” que deverão figurar ao lado de “Ainda estou aqui” estão o francês “Emilia Pérez”, favorito em várias bolsas de aposta, o dinamarquês “A garota da agulha”, o irlandês “Kneecap: Música e liberdade” e o alemão “The seed of the sacred fig”.

A última vez que uma produção brasileira entrou na pré-seleção dessa categoria foi com “O ano em que meus pais saíram de férias” (2007), de Cao Hamburger, que tinha como pano de fundo a ditadura militar brasileira. O filme não disputou o Oscar.

Ainda que o país só tenha olhos para “Ainda estou aqui” e a aclamada interpretação de Fernanda Torres, outras produções nacionais poderão figurar na pré-seleção do Oscar. As demais categorias com votação preliminar são as três de curtas-metragens (Animação, Documental e Live Action), Longa Documental, Maquiagem e Penteado, música (Canção e Trilha original), Som e Efeitos Visuais.

“Tesouro Natterer”, documentário de Renato Barbieri, é elegível para o Oscar. Caso seja selecionado entre os 15 da shortlist, terá passado por um funil apertado, pois a categoria tem 169 filmes na disputa.

O longa gira em torno de Johann Natterer, naturalista austríaco que aqui chegou em 1817 acompanhando a entourage da princesa Leopoldina. Ele viveu 18 anos no país, temporada que resultou na coleção de 50 mil objetos do maior acervo etnográfico sobre os povos indígenas do Brasil.

Sertão, luto e periferia

Na categoria de Melhor Curta em Live Action, são três brasileiros no páreo: “O sertão vai vir ao mar”, de Rodrigo Cesar, produção paraibana sobre um vaqueiro que abandona tudo para conhecer o mar; “Boi de conchas”, de Daniel Barosa, paulista radicado em Los Angeles, sobre a jovem em luto que vive em comunidade litorânea marcada por uma maldição; e “Engole o choro”, do paulista Fábio Rodrigo, que acompanha um jovem da periferia de São Paulo em busca de autoafirmação.


Outra produção que pode ganhar uma pré-indicação é o curta documental “As placas são invisíveis”, de Gabrielle Ferreira. A realizadora acompanha a vida de cinco estudantes negras da Universidade de São Paulo (USP) durante um período de grande mobilização em torno do sistema de cotas.

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