Caminhão elétrico 8x4 da Cedro Mineração em operação assistida na Mina do Gama, em Nova Lima Divulgação
A Cedro Mineração iniciou, na Mina do Gama, em Nova Lima, a operação assistida de um caminhão basculante 8x4 100% elétrico, em mais um passo concreto de sua agenda de descarbonização. O veículo, com capacidade para até 45 toneladas, será utilizado no transporte interno de minério e também terá testes replicados na unidade de Mariana, permitindo à companhia avaliar o desempenho da tecnologia em condições reais de lavra.
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O modelo XCMG E7 8x4 combina potência de 490 cavalos com autonomia média de até 150 quilômetros, ou cerca de oito horas por ciclo, sem necessidade de recarga intermediária. A bateria pode ser totalmente recarregada em aproximadamente uma hora, e o sistema de regeneração de energia durante frenagens e desacelerações amplia a eficiência operacional, reforçando o potencial da tração elétrica para operações minerárias.
Durante o período de testes, a Cedro acompanhará, por telemetria, indicadores como tempo de ciclo, produtividade, consumo energético e autonomia em diferentes condições de carga e percurso. A análise também abrange a viabilidade econômica da solução frente à frota convencional, além de ganhos associados à redução de ruído, menor demanda de manutenção e eliminação de emissões diretas de carbono.
A iniciativa se soma a outras frentes já adotadas pela companhia no campo da sustentabilidade. Em 2025, a holding firmou parceria com a Gás Verde para testar a descarbonização da frota por meio do uso de GNV com emissões neutralizadas via Certificado de Garantia de Origem do Biometano. Agora, com a introdução do caminhão elétrico e a perspectiva futura de uso de biometano, a Cedro reforça uma estratégia que combina inovação, eficiência operacional e compromisso ambiental, em linha com a Agenda 2030.
Volvo amplia ofensiva elétrica com escavadeira de 23 toneladas
A Volvo CE lançou no Brasil a EC230 Electric, escavadeira elétrica de médio porte voltada a aplicações em mineração, movimentação de terra e manuseio de resíduos. O equipamento, na classe de 23 toneladas, reforça a estratégia da fabricante sueca de ampliar seu portfólio de máquinas de zero emissão em um momento de crescente pressão por redução de carbono e transição energética nas operações pesadas.
Segundo a empresa, a nova escavadeira entrega desempenho equivalente ao de um modelo a diesel da mesma categoria, mas com vantagens como menor ruído, menos vibração e torque imediato. A EC230 Electric é equipada com baterias de íons de lítio do tipo LFP, com capacidade de 423 kWh, autonomia de até nove horas de operação e recarga de 5% a 95% em cerca de 90 minutos com carregamento rápido de até 240 kW.
A máquina também incorpora tecnologias já presentes na linha Volvo, como comandos eletro-hidráulicos com controle inteligente de fluxo, priorização de movimentos, ajuste dinâmico de rotações e câmeras de alta definição para monitoramento do entorno. Na avaliação da companhia, os recursos ampliam a precisão das escavações, reduzem o tempo de ciclo, diminuem a fadiga do operador e elevam o padrão de segurança, consolidando o avanço da eletrificação também no segmento de equipamentos pesados para mineração.
Com informações de Notícias de Mineração Brasil.
Vale prolonga horizonte de Itabira até 2053 com avanço tecnológico
A Vale estendeu para 2053 a vida útil do complexo de Itabira, em Minas Gerais, acrescentando 12 anos ao horizonte operacional da unidade que marcou a origem da companhia. A revisão foi informada no relatório anual arquivado nos mercados do Brasil e dos Estados Unidos e decorre, sobretudo, de avanços tecnológicos que passaram a permitir o aproveitamento de materiais antes classificados como estéreis, ampliando a base de recursos minerais da operação.
Com isso, as reservas de Itabira saltaram de 759,7 milhões de toneladas, com teor médio de 45,6% de ferro, para 1,15 bilhão de toneladas, com teor médio de 45,8% Fe. A empresa atribui o avanço à incorporação de novos dados geológicos, à revisão de restrições de infraestrutura e aos estudos de processamento mineral, com destaque para a viabilização do aproveitamento do itabirito dolomítico, material de menor teor que passou a ganhar relevância com o uso de processos como a flotação.
A extensão da vida útil tem peso econômico e simbólico para Itabira, município altamente dependente da mineração, mas a Vale ressalta que o novo horizonte ainda depende de licenciamento ambiental e de diálogo com a população. Em 2025, o complexo produziu 25,2 milhões de toneladas de minério de ferro, das quais cerca de 1,5 milhão vieram de fontes circulares, reforçando a estratégia da companhia de apostar em tecnologia, reaproveitamento de materiais e redução da geração de rejeitos para sustentar suas operações nas próximas décadas.
R$ 92 milhões
foi o valor dos royalties da mineração distribuídos no mês de março pela ANM aos municípios afetados por estruturas da atividade mineral, como ferrovias, portos e instalações operacionais
“Nosso compromisso é equilibrar fomento e controle com a precisão que o interesse público exige. Transparência, para nós, não é adereço, e sim o alicerce da segurança jurídica e da confiança social. Seguiremos fortalecendo a fiscalização e ampliando dados abertos, certos de que decisões bem fundamentadas nascem de instituições que enxergam longe e atuam com responsabilidade”
Mauro Sousa, Diretor-geral da ANM
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.