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Gabriel Guimarães
MINEIRAR

Cedro testa caminhão elétrico e avança na descarbonização da mineração

Caminhão elétrico será testado em condições reais de mineração e integra plano da empresa para reduzir emissões de carbono

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Caminhão elétrico 8x4 da Cedro Mineração em operação assistida na Mina do Gama, em Nova Lima
Caminhão elétrico 8x4 da Cedro Mineração em operação assistida na Mina do Gama, em Nova Lima Divulgação

A Cedro Mineração iniciou, na Mina do Gama, em Nova Lima, a operação assistida de um caminhão basculante 8x4 100% elétrico, em mais um passo concreto de sua agenda de descarbonização. O veículo, com capacidade para até 45 toneladas, será utilizado no transporte interno de minério e também terá testes replicados na unidade de Mariana, permitindo à companhia avaliar o desempenho da tecnologia em condições reais de lavra.

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O modelo XCMG E7 8x4 combina potência de 490 cavalos com autonomia média de até 150 quilômetros, ou cerca de oito horas por ciclo, sem necessidade de recarga intermediária. A bateria pode ser totalmente recarregada em aproximadamente uma hora, e o sistema de regeneração de energia durante frenagens e desacelerações amplia a eficiência operacional, reforçando o potencial da tração elétrica para operações minerárias.

Durante o período de testes, a Cedro acompanhará, por telemetria, indicadores como tempo de ciclo, produtividade, consumo energético e autonomia em diferentes condições de carga e percurso. A análise também abrange a viabilidade econômica da solução frente à frota convencional, além de ganhos associados à redução de ruído, menor demanda de manutenção e eliminação de emissões diretas de carbono.

A iniciativa se soma a outras frentes já adotadas pela companhia no campo da sustentabilidade. Em 2025, a holding firmou parceria com a Gás Verde para testar a descarbonização da frota por meio do uso de GNV com emissões neutralizadas via Certificado de Garantia de Origem do Biometano. Agora, com a introdução do caminhão elétrico e a perspectiva futura de uso de biometano, a Cedro reforça uma estratégia que combina inovação, eficiência operacional e compromisso ambiental, em linha com a Agenda 2030.

Volvo amplia ofensiva elétrica com escavadeira de 23 toneladas

A Volvo CE lançou no Brasil a EC230 Electric, escavadeira elétrica de médio porte voltada a aplicações em mineração, movimentação de terra e manuseio de resíduos. O equipamento, na classe de 23 toneladas, reforça a estratégia da fabricante sueca de ampliar seu portfólio de máquinas de zero emissão em um momento de crescente pressão por redução de carbono e transição energética nas operações pesadas.

Segundo a empresa, a nova escavadeira entrega desempenho equivalente ao de um modelo a diesel da mesma categoria, mas com vantagens como menor ruído, menos vibração e torque imediato. A EC230 Electric é equipada com baterias de íons de lítio do tipo LFP, com capacidade de 423 kWh, autonomia de até nove horas de operação e recarga de 5% a 95% em cerca de 90 minutos com carregamento rápido de até 240 kW.

A máquina também incorpora tecnologias já presentes na linha Volvo, como comandos eletro-hidráulicos com controle inteligente de fluxo, priorização de movimentos, ajuste dinâmico de rotações e câmeras de alta definição para monitoramento do entorno. Na avaliação da companhia, os recursos ampliam a precisão das escavações, reduzem o tempo de ciclo, diminuem a fadiga do operador e elevam o padrão de segurança, consolidando o avanço da eletrificação também no segmento de equipamentos pesados para mineração.

Com informações de Notícias de Mineração Brasil.

Vale prolonga horizonte de Itabira até 2053 com avanço tecnológico

A Vale estendeu para 2053 a vida útil do complexo de Itabira, em Minas Gerais, acrescentando 12 anos ao horizonte operacional da unidade que marcou a origem da companhia. A revisão foi informada no relatório anual arquivado nos mercados do Brasil e dos Estados Unidos e decorre, sobretudo, de avanços tecnológicos que passaram a permitir o aproveitamento de materiais antes classificados como estéreis, ampliando a base de recursos minerais da operação.

Com isso, as reservas de Itabira saltaram de 759,7 milhões de toneladas, com teor médio de 45,6% de ferro, para 1,15 bilhão de toneladas, com teor médio de 45,8% Fe. A empresa atribui o avanço à incorporação de novos dados geológicos, à revisão de restrições de infraestrutura e aos estudos de processamento mineral, com destaque para a viabilização do aproveitamento do itabirito dolomítico, material de menor teor que passou a ganhar relevância com o uso de processos como a flotação.

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A extensão da vida útil tem peso econômico e simbólico para Itabira, município altamente dependente da mineração, mas a Vale ressalta que o novo horizonte ainda depende de licenciamento ambiental e de diálogo com a população. Em 2025, o complexo produziu 25,2 milhões de toneladas de minério de ferro, das quais cerca de 1,5 milhão vieram de fontes circulares, reforçando a estratégia da companhia de apostar em tecnologia, reaproveitamento de materiais e redução da geração de rejeitos para sustentar suas operações nas próximas décadas.

R$ 92 milhões

foi o valor dos royalties da mineração distribuídos no mês de março pela ANM aos municípios afetados por estruturas da atividade mineral, como ferrovias, portos e instalações operacionais
“Nosso compromisso é equilibrar fomento e controle com a precisão que o interesse público exige. Transparência, para nós, não é adereço, e sim o alicerce da segurança jurídica e da confiança social. Seguiremos fortalecendo a fiscalização e ampliando dados abertos, certos de que decisões bem fundamentadas nascem de instituições que enxergam longe e atuam com responsabilidade”
Mauro Sousa, Diretor-geral da ANM

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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