ECONOMIA

Investimento bilionário prevê retirada de 5 mil carretas por dia da BR-381

Com aporte de R$ 6 bi até 20230, plano de expansão da Cedro inclui construção de ramal ferroviário que reduzirá tráfego pesado na chamada "Rodovia da Morte"

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A mineira Cedro Participações anunciou um plano de expansão robusto que prevê aportar até R$ 6 bilhões em suas operações até 2030. Com faturamento atual de R$ 2,5 bilhões, a empresa de capital 100% nacional planeja quase triplicar sua produção de minério de ferro — das atuais 7 milhões para 20 milhões de toneladas anuais. O projeto vai além da extração: a aposta central está na infraestrutura logística, com obras que prometem impacto direto na segurança das rodovias do estado.

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O principal destaque para a infraestrutura viária de Minas Gerais é a construção de um ramal ferroviário de 26 quilômetros na região da Serra Azul. Orçado em R$ 1,5 bilhão, o projeto tem potencial para retirar cerca de 5 mil carretas por dia da BR-381, conhecida como “Rodovia da Morte". A redução do tráfego pesado na via, historicamente conhecida pelos altos índices de acidentes — foram 171 mortes e 2.916 ocorrências registradas apenas em 2025 —, une a eficiência no escoamento da produção à preservação de vidas no maior gargalo rodoviário do estado.

Atualmente figurando entre as 30 maiores empresas do país após oito anos de fundação, a Cedro concentra suas atividades em Nova Lima (4 milhões de toneladas/ano) e Mariana (3 milhões de toneladas/ano). O salto para os 20 milhões de toneladas até o fim da década passa pela abertura de duas novas frentes: a mina Dois Irmãos, em Barão de Cocais, com capacidade para 1,5 milhão de toneladas anuais, e uma nova unidade em Itabirito.

Nascido em Belo Horizonte, Lucas Kallas tem no escritório um quadro de cedros libaneses, homenagem ao avô, Farid
Nascido em Belo Horizonte, Lucas Kallas tem no escritório um quadro de cedros libaneses, homenagem ao avô, Farid REDES SOCIAIS/REPRODUÇÃO

Em Itabirito, a companhia também erguerá o Terminal Ferroviário de Bação. Com capacidade de embarque de 14 milhões de toneladas por ano e interligação com a malha da MRS, a estrutura servirá não apenas à Cedro, mas poderá atuar como alternativa logística para outras mineradoras da região metropolitana. O destino final dessa produção será o Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, onde o grupo venceu a concessão para construir um terminal próprio. O empreendimento portuário receberá aportes de R$ 3,6 bilhões para movimentar até 24 milhões de toneladas anuais.

No aspecto ambiental, a mineradora comandada pelo empresário Lucas Kallas adotou uma política de exclusão do modelo tradicional de barragens. As plantas de Nova Lima e Mariana operam 100% com a tecnologia de empilhamento a seco. O sistema elimina o risco estrutural associado às antigas represas de rejeitos e maximiza o reaproveitamento de água.

O próximo passo técnico da companhia é focar na produção do pellet feed de alta pureza, produto essencial para a fabricação do chamado "minério verde", que auxilia na descarbonização da indústria siderúrgica global.

Com 3.200 funcionários diretos, a expansão da empresa também reflete em investimentos nas comunidades do entorno. Desde 2020, foram destinados cerca de R$ 80 milhões para projetos sociais e urbanos em Nova Lima, Mariana e Ouro Preto. Entre as iniciativas mantidas pelo grupo está a Creche São Judas Tadeu, em Nova Lima, que atende 800 crianças e fornece 4 mil refeições por dia.

"A Cedro é uma promotora de negócios que geram retornos muito além do financeiro”, diz Kallas. “É sobre honrar nossa mineiridade e contribuir para o crescimento do país e, principalmente, das comunidades onde atuamos."

Homenagem ao avô

Nascido em Belo Horizonte, Lucas Kallas tem no escritório um quadro de cedros libaneses, homenagem ao avô, Farid. Filho da designer de interiores Isaura Kallas e do engenheiro civil José de Melo Kallas, Lucas adquiriu experiência prática desde o início de sua carreira no ramo imobiliário. Antes de fundar a Cedro Participações, enfrentou as lições de um loteamento malsucedido aos 19 anos, em Passos (MG), aprendizado fundamental para a posterior construção de um grupo que atualmente se destaca como a maior mineradora nacional independente.

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Com apenas oito anos de mercado, a Cedro já integra o ranking das 30 maiores empresas brasileiras. Suas unidades em Nova Lima e Mariana produzem, juntas, sete milhões de toneladas por ano (quatro milhões em Nova Lima e três milhões em Mariana), consolidando a posição da empresa como protagonista no setor, atuando de forma autônoma e sem associações com siderúrgicas ou multinacionais.

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