Biópsia Líquida para rastreio do câncer colorretal
Novo exame de sangue passa a integrar as recomendações para o rastreamento do câncer colorretal em pessoas de risco médio, mas especialistas reforçam que a colo
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A Sociedade Americana do Câncer (American Cancer Society) divulgou recentemente diretrizes atualizadas para o rastreamento do câncer colorretal em pessoas com risco médio da doença. Isso inclui a adição de um tipo especial de exame de sangue como uma nova opção de rastreamento. É a chamada Biópsia Líquida, a qual se baseia na detecção da presença no sangue de DNA tumoral circulante.
Adultos com risco médio de câncer colorretal devem começar o rastreamento aos 45 anos. Os exames de sangue não substituem a colonoscopia, que ainda é considerada o exame padrão ouro para o câncer colorretal. Eles oferecem uma alternativa para pessoas que não podem ou não querem fazer uma colonoscopia ou usar outras opções de rastreamento do câncer colorretal.
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Como funcionam os exames de sangue?
Os exames de sangue procuram alterações no DNA do sangue que podem indicar câncer. Os exames de sangue para rastreamento do câncer colorretal devem ser prescritos por um médico. A coleta de sangue é feita no laboratório, como nos exames comuns, e o sangue é então enviado a um laboratório para o sequenciamento do DNA, extraído do plasma sanguíneo.
Se os resultados forem positivos, indicando possível câncer colorretal, o paciente precisará de uma colonoscopia diagnóstica para o adequado exame do cólon e identificação precisa do problema subjacente. Se os resultados forem negativos, o paciente deverá continuar fazendo o rastreamento do câncer colorretal com a frequência recomendada pelo seu médico.
Quem deve fazer exames de sangue — e quem não deve?
Um indivíduo deverá considerar fazer exames de sangue se tiver risco médio de câncer colorretal e não estiver disposto ou não puder fazer outros exames de rastreamento. Por exemplo, algumas pessoas têm dificuldade com o preparo intestinal necessário para uma colonoscopia ou não podem tirar um dia de folga do trabalho para fazer o procedimento.
O exame de sangue não deve substituir uma colonoscopia se o risco de câncer colorretal considerado alto.
Quem é considerado como de alto risco:
• Quem tem histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos no cólon
• Quem tem histórico pessoal de câncer colorretal ou pólipos no cólon
• Quem tem doença inflamatória intestinal, como doença de Crohn ou colite ulcerativa
• Portadores de síndromes hereditárias de predisposição a câncer, como síndrome de Lynch ou polipose adenomatosa familiar
Nessas situações de alto risco, a colonoscopia é o exame indicado. Nesses casos o rastreamento deve começar, além de realizados com maior frequência, sempre orientados por um especialista.
Com que frequência os exames de sangue devem ser repetidos para rastrear o câncer colorretal?
A Sociedade Americana do Câncer recomenda a repetição dos exames de sangue a cada três anos.
Qual a precisão dos exames de sangue para detectar o câncer colorretal?
A precisão é medida em termos de sensibilidade. Essa sensibilidade mede a capacidade do teste de identificar corretamente pessoas com câncer colorretal. Resultados de estudos clínicos para um exame de sangue aprovado pelo FDA e disponível no mercado mostram que ele tem 83% de sensibilidade.
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Quais são as limitações dos exames de sangue para o câncer colorretal?
Os exames de sangue não são tão eficazes quanto a colonoscopia ou a maioria dos exames de fezes para detectar câncer colorretal em estágio 1 ou adenomas avançados (pólipos pré-malignos).
Encontrar algo no sangue significa que o tumor progrediu para um certo estágio, sinalizando as alterações de DNA que os exames de sangue podem detectar. Os exames de sangue são muito bons para detectar doenças em estágio avançado. Mas o objetivo principal do rastreamento é encontrar o câncer colorretal precocemente, quando é mais fácil de tratar.
Além disso, se pólipos forem encontrados durante uma colonoscopia, o médico pode removê-los imediatamente, antes que se transformem em câncer. Essa é uma vantagem preciosa e adicional do rastreamento por colonoscopia.
O que acontece se o exame de sangue for positivo?
Se o exame de sangue der positivo, o paciente precisará fazer uma colonoscopia diagnóstica. Isso permitirá que o médico examine todo o cólon e verifique se há algum problema, incluindo pólipos pré-cancerígenos ou câncer.
É importante observar que, se o resultado do exame for positivo e o médico constatar a presença de um pólipo ou câncer colorretal, o paciente não será mais considerado de risco médio. Isso significa que o mesmo precisará fazer uma colonoscopia para qualquer exame de rastreamento de câncer colorretal futuro.
O que mais devemos saber sobre exames de sangue para rastreamento de câncer colorretal?
O rastreamento regular do câncer colorretal pode ajudar a detectar a doença precocemente, quando as chances de sucesso do tratamento são maiores.
O número de diagnósticos de câncer colorretal em adultos jovens está aumentando. Se o indivíduo tem menos de 45 anos, ou em qualquer idade, deve sempre verificar seu histórico familiar de câncer colorretal e ficar atento a sintomas como:
• Sangue nas fezes
• Inchaço abdominal
• Dor ou cólicas na parte inferior do abdômen
• Alterações nos hábitos intestinais (tamanho, forma e frequência)
• Fadiga
Concluindo:
• Os exames de sangue baseados em ct-DNA são uma nova opção de rastreio para o câncer colorretal
• Eles procuram por alterações no DNA do sangue que podem indicar câncer
• Os exames de sangue não são tão precisos quanto a colonoscopia ou a maioria dos exames de fezes para detectar câncer colorretal, especificamente câncer em estágio inicial e pólipos pré-malignos
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• Se o resultado do exame de sangue for positivo, mesmo assim, uma colonoscopia diagnóstica se faz necessária
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
