Destaques sobre câncer de mama na ASCO 2026 - parte 2
Encontro apresentou atualizações importantes sobre pesquisa, tratamentos e sobrevivência ao câncer de mama
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O Encontro Anual de 2026 da Sociedade Americana de Oncologia (Asco), considerado o mais importante congresso oncológico mundial, aconteceu de 29 de maio a 2 de junho em Chicago e atraiu milhares de pessoas envolvidas em todos os aspectos da pesquisa, tratamento e defesa do câncer. A entidade é a principal organização profissional do mundo para médicos e profissionais de oncologia que cuidam de pessoas diagnosticadas com câncer. A organização tem como objetivo vencer o câncer por meio de pesquisa e educação.Neste segundo artigo, seguimos com os principais e mais relevantes estudos apresentados sobre câncer de mama.
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Perder peso melhora a qualidade de vida de pessoas com câncer de mama
Resultados preliminares do estudo Breast Cancer Weight Loss (BWEL) constataram que, entre pessoas com câncer de mama em estágio inicial e obesidade, um programa estruturado de perda de peso por telefone as ajudou a se movimentar e a se sentir melhor. Essas descobertas mostram não apenas que a perda de peso proporciona benefícios significativos para pessoas com câncer de mama e obesidade, mas também que isso pode ser alcançado por milhares de pacientes inscritos em diversos tipos de clínicas de oncologia. Intervenções no estilo de vida não são complementos, mas sim ferramentas fundamentais que precisam ser integradas ao tratamento padrão.
Aplicativo móvel para registro de sintomas mantém a qualidade de vida de pessoas em cuidados paliativos
Pessoas com câncer em estágio avançado que recebiam cuidados paliativos para os sintomas, mas não tratamento ativo contra o câncer, apresentaram melhor qualidade de vida e menos internações hospitalares não planejadas do que pessoas que não usaram o aplicativo Support+. O aplicativo envia um lembrete semanal solicitando que as pessoas preencham um breve questionário sobre seus sintomas físicos e emocionais, seja por conta própria ou por meio de um cuidador. O aplicativo oferece então orientações sobre como lidar com sintomas leves ou moderados, apresentando soluções medicamentosas e não medicamentosas. Manter o controle dos sintomas ajuda as pessoas a receberem um bom atendimento.
Giredestrante é eficaz no câncer inicial, independentemente do estado menopáusico
Os resultados mais recentes do estudo lidERA mostram que a administração da medicação giredestrante após a cirurgia para câncer de mama em estágio inicial, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo, reduz o risco de recorrência do câncer de forma mais eficaz do que o tamoxifeno ou um inibidor da aromatase, tanto em mulheres pré quanto pós-menopáusicas. O giredestrante é um novo modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERD) oral, ainda não aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA. O risco de desenvolver doença metastática foi 42% menor em mulheres pré-menopáusicas e 24% menor em mulheres pós-menopáusicas.
Linfonodos sentinela positivos? A não dissecção da axila é segura e preserva a função do braço
A maioria das pessoas com câncer de mama em estágio inicial e resultados positivos na biópsia do linfonodo sentinela pode evitar a cirurgia invasiva de retirada dos linfonodos axilares, desde que recebam o tratamento adequado após a cirurgia. Essa foi a conclusão do estudo SENOMAC.
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Após a detecção de um ou dois linfonodos sentinela positivos, metade das 2.540 pessoas no estudo foi submetida à cirurgia de linfonodos axilares e a outra metade não. As taxas de sobrevida em cinco anos foram de 94% para as pessoas que não fizeram a cirurgia axilar e de 93% para as que fizeram. As pessoas que não fizeram a cirurgia axilar também apresentaram função do braço significativamente melhor. Após a cirurgia, quase todas as participantes do estudo receberam radioterapia nos linfonodos, 90% receberam terapia hormonal e mais de 60% receberam quimioterapia.
A omissão (não remover cirurgicamente) da dissecção completa dos linfonodos axilares deve ser o padrão de tratamento para pessoas com câncer de mama que se espalhou para um ou dois linfonodos sentinela: essa foi a conclusão da autora principal do estudo, Jana de Boniface, do Instituto Karolinska.
Para mulheres com histórico familiar, algumas calculadoras de risco de câncer de mama apresentam limitações
Uma revisão constatou que, embora algumas calculadoras de risco de câncer de mama comumente utilizadas apresentem um desempenho razoável, nenhuma foi altamente precisa na identificação de quais mulheres desenvolveriam câncer de mama posteriormente. Quatro modelos de risco foram estudados com frequência suficiente para permitir análises detalhadas: Gail, Tyrer-Cuzick, BOADICEA e BRCAPRO.
A revisão constatou que o modelo BOADICEA foi o mais equilibrado na estimativa do risco futuro em mulheres com histórico familiar de câncer de mama. Os modelos Gail e BOADICEA ofereceram estimativas de risco geralmente próximas ao número de casos de câncer de mama que realmente ocorreram. O modelo Tyrer-Cuzick tendeu a superestimar o risco e o BRCAPRO tendeu a subestimá-lo.
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Benefícios do pembrolizumabe antes da cirurgia para câncer de mama triplo-negativo (CMTN) de alto risco em estágio inicial confirmados
Os resultados finais do estudo KEYNOTE-522 confirmam que a adição do medicamento imunoterápico Keytruda (nome químico: pembrolizumabe) à quimioterapia antes da cirurgia para câncer de mama triplo-negativo em estágio inicial com alto risco de recorrência ajuda as pacientes a viver mais tempo sem que o câncer retorne, bem como a viver mais tempo no geral, em comparação à quimioterapia isolada. Após cerca de sete anos, mais de 85% das pessoas que receberam Keytruda antes da cirurgia estavam vivas, em comparação com 77% das pessoas que receberam apenas quimioterapia.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
