Começar a musculação costuma vir acompanhado da vontade de recuperar o tempo longe dos exercícios e alcançar resultados rápidos. Mas aumentar as cargas antes da hora, treinar todos os dias e copiar a rotina de pessoas mais experientes pode dificultar a adaptação. Segundo o personal trainer Marcio Lui, o primeiro passo para sair do sedentarismo é construir uma rotina compatível com as condições e a disponibilidade de cada pessoa.

Antes de iniciar, o profissional destaca a importância de avaliar o histórico de saúde, possíveis dores, lesões e limitações. Dependendo do caso, pode ser necessária uma avaliação médica. A avaliação física também ajuda a orientar a elaboração do treino.

“Quem está começando não precisa ter pressa. O mais importante é começar com segurança”, afirma.

Frequência e cargas devem acompanhar a adaptação

Para quem está começando, o especialista aponta que duas a três sessões semanais podem ser um bom ponto de partida, com ajustes conforme a evolução individual. A proposta é permitir que o corpo se adapte aos movimentos e que a prática encontre espaço na rotina.

Nas primeiras semanas, aprender a executar os exercícios deve ter prioridade sobre a quantidade de peso utilizada. “É muito melhor fazer um movimento bem feito com menos peso do que colocar uma carga alta e executar errado”, explica.

 

O personal também alerta para o risco de reproduzir treinos de amigos, influenciadores ou frequentadores mais experientes da academia. Condicionamento, histórico e objetivos precisam ser considerados na escolha dos exercícios, das cargas e do volume.

“O treino que funciona para alguém que treina há dez anos pode não fazer sentido nenhum para uma pessoa que começou agora. Treino precisa ser individualizado”, ressalta.

Descanso e atenção à dor fazem parte do processo

Segundo o personal, algum desconforto muscular pode ocorrer no início ou após um estímulo diferente. Entretanto, dores intensas, persistentes, localizadas nas articulações ou acompanhadas de inchaço e dificuldade para realizar movimentos exigem atenção e avaliação profissional.

Os dias de descanso também devem fazer parte do planejamento. “Muita gente acha que, quanto mais treinar, mais rápido vai ter resultado, mas não funciona dessa maneira. Treino, descanso e alimentação precisam caminhar juntos”, diz.

Pouco tempo disponível ainda permite criar uma rotina

Para quem dispõe de apenas 30 minutos, a orientação é organizar a sessão de acordo com as prioridades individuais, selecionar exercícios adequados e aproveitar o tempo disponível, respeitando os intervalos definidos pelo profissional.

“Não é sobre ficar duas horas na academia. É sobre aproveitar bem o tempo que você tem”, afirma. Márcio observa que as primeiras mudanças podem ser percebidas na disposição, na coordenação dos movimentos e na força, embora o ritmo de evolução varie. As transformações visuais costumam exigir mais tempo, por isso o acompanhamento dos resultados deve ir além do espelho e da balança.

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Para manter a prática, o conselho é começar com uma meta possível. “Se consegue treinar duas vezes por semana, comece com duas. Depois aumente. O mais importante é criar constância”, orienta. “Não espere ter tempo. Separe o seu tempo.”

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