NUTRIÇÃO ESPORTIVA

Salada e abacate parecem escolhas ideais, mas podem deixar uma lacuna na alimentação de quem treina: nutricionista explica o que o prato saudável não garante

Especialista alerta que cortar calorias e carboidratos reduz o rendimento físico; descubra como planejar seus pratos para ter muito mais energia

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Muitos praticantes de atividades físicas acreditam que uma refeição leve garante o suporte necessário para o corpo. Em entrevista concedida em outubro deste ano ao jornal "El Confidencial", o nutricionista especialista em esportes de resistência Roger Sans alertou contra a redução excessiva de calorias por receio de engordar. O profissional destacou: "Comer uma salada e um abacate pode ser saudável, mas isso não significa que seja compatível com seu treino e seus objetivos".

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A nutrição esportiva exige energia suficiente, obtida principalmente por meio de carboidratos. Focar exclusivamente na qualidade dos itens sem vigiar a quantidade ingerida compromete o bem-estar e o rendimento físico. O especialista observa no cotidiano esportistas exaustos e incapazes de concluir os treinos pela falta de comida, gerada pelo medo desse nutriente primordial.

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O impacto da restrição calórica

O alerta reflete a própria história de Sans. Aos 17 anos, quando competia no atletismo, ele associava a magreza extrema ao ganho de velocidade e evitava consumir carboidratos. Essa restrição severa causou anemia, quadro caracterizado pela carência de glóbulos vermelhos para transportar oxigênio, afastando o jovem das corridas por mais de quatro meses.

A recuperação ensinou ao especialista que o atleta deve suprir suas demandas em vez de diminuí-las. Nos esportes de resistência, os carboidratos funcionam como o combustível principal para permitir o avanço no treinamento e a manutenção da saúde.

Ajuste de energia e recuperação muscular

Na corrida, os carboidratos desempenham papel decisivo na evolução esportiva e na recuperação após sessões intensas. O consumo adequado restabelece os estoques de glicogênio, que é o açúcar armazenado nos músculos. A montagem das refeições deve avaliar:

Sans defende que comer menos não faz o atleta correr mais rápido. O planejamento alimentar exige atenção às metas das próximas sessões, sem priorizar a balança. O prato ajustado integra o processo de treino no mesmo nível da distância percorrida.


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