Como a escolha do colchão influencia na saúde e na qualidade do sono
Especialista explica a durabilidade dos colchões de mola e espuma e orienta como decidir o tipo e a densidade ideal para cada necessidade
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Dormir bem é um dos pilares da saúde física e mental, influenciando diretamente a disposição, o humor e a qualidade de vida. No entanto, dificuldades relacionadas ao sono têm se tornado cada vez mais frequentes entre os brasileiros. Dados do Vigitel, sistema de vigilância do Ministério da Saúde, apontam que uma parcela expressiva da população relata dificuldades para dormir, sendo a insônia mais recorrente entre as mulheres.
Segundo Jeziel Rodrigues, especialista do sono da Anjos Colchões & Sofás, um descanso adequado depende de um colchão de qualidade, já que o modelo certo, que se ajusta às necessidades individuais, pode prevenir sintomas como os citados acima. “O colchão não é apenas um produto para deitar e dormir, é um investimento para o bem-estar. No momento da compra, não prefira o mais barato, mas, sim, aquele que atenda suas condições físicas, tamanho, peso, entre outras”, aconselha.
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Para ajudar a escolher o modelo ideal, Jeziel separou três dicas fundamentais para considerar no momento da compra. Confira:
Tipo de material
Existem os tipos mais populares como os colchões de mola que são considerados mais confortáveis por responder melhor aos movimentos e às pressões que o corpo faz durante a noite, e os de espuma, que são mais firmes.
“Quem sente dores nas costas ou tem problemas de postura, o modelo produzido com molas pode ser o ideal, pois ele oferece mais sustentação à coluna e tem uma durabilidade de cinco a dez anos. Já os colchões de espumas duram em média de três a cinco anos e, além disso, é importante ficar atento à densidade, porque esse modelo pode deformar mais rapidamente e causar desconforto. Por isso, ao optar pelo de espuma, certifique-se que ele é adequado ao seu biotipo”, explica.
Densidade
A densidade de um colchão indica o peso do material por metro cúbico, e é um fator essencial para considerar no momento da compra porque impacta diretamente no suporte à coluna, durabilidade do produto e na qualidade do sono.
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“Para descobrir qual é a densidade do colchão é preciso seguir as classificações do Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que variam em uma escala de D18 a D45, indicando a firmeza do material e a capacidade de peso que o item suporta sem deformar. No momento da compra, converse com o vendedor e não deixe de experimentar mais de um modelo para ter certeza da escolha, isso consiste em deitar nos colchões para ter uma verdadeira imersão no produto”, orienta.
Classificações de densidade do Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT):
- D18: Para crianças até 3 anos
- D23: Ideal para pessoas com até 60 kg
- D28: Ideal para pessoas com até 80 kg
- D33: Ideal para pessoas com até 100 kg
- D45: Pessoas com até 150 kg
Tamanho
Além de atender às necessidades pessoais de quem irá usar o colchão, é imprescindível que as dimensões do produto estejam em harmonia com o cômodo, especialmente em termos de comprimento e largura.
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O especialista também destaca que um colchão que não se encaixa bem no quarto pode deixar o espaço apertado, prejudicando a circulação e a disposição de outros móveis. “O tamanho é relevante para quem divide a cama com outra pessoa, porque precisa proporcionar mais espaço e conforto durante o sono, evitando que os corpos se sintam restritos”, acrescenta.