Como lidar com o trauma de testemunhar um ato de violência extrema
Entenda os efeitos do estresse pós-traumático em testemunhas de crimes e veja dicas de como procurar ajuda para superar o choque
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Presenciar uma cena de violência extrema pode deixar marcas profundas e invisíveis. O impacto de testemunhar um ato tão brutal vai além do susto inicial, podendo desencadear um processo de adoecimento psicológico que afeta a rotina, o sono e as relações sociais. Entender os sinais e saber como buscar apoio é fundamental para a recuperação.
O choque de ver alguém perder a vida de forma violenta quebra a nossa sensação de segurança no mundo. A mente pode ficar presa àquela imagem, gerando um estado de alerta constante e medo de que algo semelhante aconteça novamente a qualquer momento. Esse impacto emocional é uma reação natural a uma situação anormal.
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O que é o transtorno de estresse pós-traumático?
O transtorno de estresse pós-traumático, conhecido pela sigla TEPT, é uma condição de saúde mental que pode se desenvolver após uma pessoa vivenciar ou testemunhar um evento traumático aterrorizante. O cérebro reativa as mesmas sensações de medo e impotência do momento do trauma, mesmo quando não há perigo real.
Quais são os principais sintomas do trauma?
Os sinais nem sempre são imediatos e podem levar semanas ou até meses para se manifestar de forma clara. Para caracterizar o TEPT, os sintomas devem persistir por mais de um mês. Reações que duram menos tempo, mas são igualmente intensas, podem ser diagnosticadas como transtorno de estresse agudo. Ficar atento às mudanças de comportamento é o primeiro passo para identificar o problema e buscar uma solução. Os sintomas mais comuns incluem:
Revivescência: ter flashbacks, memórias involuntárias e pesadelos recorrentes sobre o evento traumático.
Esquiva: evitar lugares, pessoas ou conversas que possam trazer à tona a lembrança do acontecido.
Hipervigilância: sentir-se constantemente em alerta, com reações exageradas a sustos, irritabilidade, dificuldade para dormir e se concentrar.
Alterações de humor e cognição: experimentar sentimentos persistentes de culpa, medo ou vergonha, além de perder o interesse por atividades que antes eram prazerosas.
Como procurar ajuda para superar o choque?
Enfrentar um trauma é um processo que exige tempo e, principalmente, apoio. Algumas atitudes são essenciais para iniciar a recuperação da saúde mental e do bem-estar. A ajuda profissional é, muitas vezes, indispensável para reprocessar o evento e seguir em frente.
Converse com alguém de confiança: compartilhar o que você sentiu com amigos ou familiares pode aliviar o peso emocional inicial e criar uma rede de apoio.
Busque um profissional: psicólogos e psiquiatras são os especialistas indicados para guiar o tratamento. Terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) focada em trauma são comprovadamente eficazes. Em alguns casos, o uso de medicação também pode ser recomendado.
Utilize o serviço público de saúde: o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento psicológico gratuito. Procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para receber orientação sobre como acessar os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Em momentos de crise, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende pelo número 188.
Restabeleça uma rotina: voltar a atividades cotidianas, na medida do possível, ajuda a restaurar a sensação de normalidade e segurança.
Cuide do corpo: praticar atividades físicas leves e manter uma alimentação equilibrada são atitudes que contribuem diretamente para a regulação emocional.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria