Após o trauma: como a terapia ajuda vítimas de violência a recomeçar
O caminho para a superação é longo e desafiador; buscar apoio profissional é importante para reconstruir a saúde mental e a vida
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Superar a violência é um desafio que vai além das feridas físicas. Marcas emocionais como medo, ansiedade e desconfiança podem persistir por muito tempo, afetando todas as áreas da vida. Nesse cenário, a terapia surge como uma ferramenta fundamental para a reconstrução da saúde mental e o reencontro com a segurança pessoal.
O caminho para a recuperação é único para cada pessoa, mas o apoio profissional oferece a estrutura necessária para que a jornada seja menos solitária e mais eficaz. O processo ajuda a vítima a entender e a validar seus sentimentos, um passo crucial para seguir em frente.
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O papel da terapia na reconstrução
O primeiro passo no processo terapêutico é criar um ambiente seguro e acolhedor, onde a vítima pode expressar seus sentimentos sem julgamento. Esse espaço de confiança permite que a pessoa fale abertamente sobre o trauma, algo que muitas vezes não consegue fazer com amigos ou familiares por medo ou vergonha.
Com o apoio profissional, é possível processar as emoções ligadas ao evento traumático e desenvolver estratégias para lidar com gatilhos e memórias dolorosas. A terapia oferece técnicas para controlar crises de ansiedade, ataques de pânico e pensamentos intrusivos que podem surgir após a violência.
O trabalho terapêutico também se concentra em reconstruir a autoestima e a confiança, que são frequentemente abaladas. Aos poucos, a pessoa aprende a gerenciar a ansiedade, a superar o isolamento e a restabelecer laços sociais e afetivos saudáveis, retomando o controle sobre sua própria narrativa.
Sinais de que é hora de buscar ajuda
Reconhecer a necessidade de apoio é um passo importante para a recuperação. Alguns sinais indicam que a ajuda profissional pode ser transformadora. Identificar esses pontos em si mesmo ou em alguém próximo pode ser o incentivo necessário para procurar um terapeuta.
Memórias invasivas: flashbacks ou pesadelos recorrentes sobre o evento.
Isolamento social: evitar amigos, familiares e atividades que antes davam prazer.
Ansiedade e medo constantes: sentir-se sempre em alerta ou em perigo.
Alterações de humor: irritabilidade, tristeza profunda ou apatia sem motivo aparente.
Dificuldade de concentração: problemas para focar em tarefas cotidianas no trabalho ou nos estudos.
Sentimento de culpa ou vergonha: culpar-se pelo ocorrido ou sentir-se envergonhado.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.