Ácido hialurônico ajuda a restaurar volume, hidratação e contornos faciais
Substância está entre as mais utilizadas na medicina estética no Brasil e pode ser aplicada em diferentes regiões da face e do corpo
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O ácido hialurônico se consolidou como um dos principais aliados da medicina estética moderna. Presente naturalmente no organismo, a substância desempenha um papel fundamental na hidratação da pele e na manutenção dos tecidos. Com o avanço das técnicas de harmonização facial e corporal, tornou-se uma das opções mais procuradas para restaurar volume, suavizar sinais do envelhecimento e promover maior equilíbrio estético.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a procura por procedimentos estéticos aumentou cerca de 390% nos últimos anos, sendo o preenchimento com ácido hialurônico um dos procedimentos não cirúrgicos mais realizados no país.
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De acordo com o dermatologista, especialista em preenchimento facial e corporal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Harmonização (SBH), Flegon David, a popularização da substância está relacionada à sua versatilidade e capacidade de proporcionar resultados naturais quando aplicada por profissionais habilitados.
"O ácido hialurônico é amplamente utilizado na harmonização facial e corporal por sua capacidade de restaurar volume, promover hidratação profunda e melhorar os contornos anatômicos. Quando bem indicado, ele contribui para um resultado equilibrado, respeitando as características individuais de cada paciente", explica.
Onde o ácido hialurônico pode ser aplicado?
O tratamento pode ser realizado em diversas regiões da face e do corpo, tanto para corrigir alterações relacionadas ao envelhecimento quanto para aprimorar características estéticas.
Na face, as aplicações mais frequentes incluem lábios, maçãs do rosto, olheiras, mandíbula, queixo, têmporas, sulcos nasogenianos, conhecidos popularmente como "bigode chinês", linhas de marionete e até rinomodelação, técnica utilizada para melhorar o contorno nasal sem cirurgia.
Segundo o especialista, uma das principais indicações é a reposição do volume perdido ao longo do envelhecimento."Com o passar dos anos ocorre reabsorção óssea, perda dos compartimentos de gordura, frouxidão ligamentar e redução da produção de colágeno. Essas alterações provocam sombras, sulcos e perda dos contornos faciais. O ácido hialurônico permite corrigir grande parte dessas mudanças de forma minimamente invasiva", afirma Flegon.
No corpo, a substância também pode ser utilizada para melhorar o contorno dos glúteos, corrigir depressões laterais na região dos quadris, restaurar volume das mãos e até auxiliar na definição de grupos musculares, como abdômen, peitoral, ombros, braços, panturrilhas e quadríceps.
Embora seja frequentemente associado ao combate ao envelhecimento, o ácido hialurônico também é utilizado em procedimentos voltados ao chamado "beautification", conceito que busca valorizar características faciais sem necessariamente corrigir sinais da idade.
A técnica pode contribuir para melhorar a definição da mandíbula, aumentar a projeção do queixo, suavizar olheiras e proporcionar maior volume e contorno aos lábios. "O ácido hialurônico não atua apenas no rejuvenescimento. Ele também pode ser utilizado para melhorar proporções faciais, harmonizar traços e realçar características anatômicas de forma natural", destaca o dermatologista.
Além da reposição de volume, a substância contribui para melhorar a qualidade da pele por meio de um estímulo biológico indireto à produção de colágeno, proteína responsável pela firmeza e sustentação cutânea.
"O ácido hialurônico funciona como uma esponja capaz de atrair grandes quantidades de água. Isso proporciona hidratação profunda, melhora da textura da pele e contribui para um aspecto mais saudável e rejuvenescido", explica Flegon.
Os resultados do preenchimento costumam ser percebidos logo após a aplicação. No entanto, o aspecto definitivo geralmente é observado cerca de duas semanas depois do procedimento, período necessário para redução do inchaço inicial e integração completa do produto aos tecidos. "A naturalização do resultado ocorre gradualmente. Após a redução do edema inicial, o produto se integra ao tecido e proporciona uma aparência mais equilibrada e harmoniosa", afirma o especialista.
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A durabilidade do ácido hialurônico pode variar de acordo com diversos fatores, incluindo o tipo de produto utilizado, a região tratada, a quantidade aplicada, a idade do paciente, o metabolismo individual e os hábitos de vida. "Os efeitos podem durar até 24 meses, dependendo da densidade do produto utilizado, da área tratada e das características individuais de cada paciente. Por isso, a avaliação médica personalizada é fundamental para definir o planejamento adequado", reforça o médico.