O mau hálito não é uma condição exclusiva dos adultos e pode afetar crianças desde os primeiros anos de vida, acendendo um alerta para os cuidados com a saúde bucal ainda na infância. Embora muitas vezes seja associado a hábitos inadequados de higiene, o problema também pode ter outras causas e deve ser observado com atenção pelos responsáveis.

Com o surgimento dos dentes, a escovação deve ser iniciada com escova adequada e pequena quantidade de creme dental com flúor. Segundo a cirurgiã-dentista Bruna Conde, membro da Associação Brasileira de Halitose, criar esse hábito desde cedo faz diferença ao longo da vida. "A higiene bucal do bebê deve começar com o nascimento dos primeiros dentes, pois isso contribui para a saúde da cavidade oral e previne problemas futuros", afirma.

O mau hálito infantil existe e pode ter diferentes origens, como acúmulo de placa bacteriana, saburra lingual, respiração bucal, boca seca e até questões relacionadas à alimentação. Em alguns casos, também pode estar ligado a problemas de saúde, como infecções de garganta ou sinusite. "Nem sempre o mau hálito na criança está relacionado apenas à escovação inadequada. É importante investigar outras possíveis causas", explica a especialista em halitose.

Apesar de compartilhar algumas semelhanças com o mau hálito em adultos, a condição em crianças costuma estar mais associada a fatores transitórios e comportamentais, como dificuldade na higienização correta ou alterações respiratórias. Já nos adultos, o problema tende a estar mais relacionado a doenças periodontais ou condições sistêmicas. "Na infância, o mau hálito geralmente tem causas mais simples e reversíveis, mas isso não significa que deve ser ignorado", ressalta a dentista.

O tratamento depende da causa identificada, mas passa, na maioria dos casos, pela melhoria da higiene bucal, incluindo a escovação da língua e o incentivo à ingestão adequada de água. Mudanças na alimentação e o tratamento de possíveis condições associadas também podem ser necessários. "A orientação correta aos pais e a criação de uma rotina de higiene são fundamentais para controlar o problema", destaca Bruna.

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O acompanhamento regular com um dentista desde os primeiros anos de vida é essencial para prevenir e identificar alterações precocemente. Consultas periódicas permitem orientar os responsáveis sobre as melhores práticas de higiene e garantir o desenvolvimento saudável da criança. Além de evitar o mau hálito, esse cuidado contribui para a formação de hábitos que tendem a se manter na vida adulta.

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