Vacina de gripe para pets: por que você precisa agir antes do inverno
Ao contrário dos humanos, a imunização animal exige um "tempo de resposta" estratégico; saiba quando aplicar para evitar a temida tosse dos canis
compartilhe
SIGA
A mudança de temperatura e a redução da umidade do ar, características do outono, trazem um alerta importante para tutores de cães e gatos. Doenças respiratórias tendem a se tornar mais frequentes nesse período, aumentando a procura por atendimento veterinário e reforçando a importância da prevenção.
Há um crescimento significativo nos casos de quadros respiratórios nesta época do ano, marcados por:
- Tosse persistente em cães
- Espirros frequentes em gatos
- Secreções nasais e oculares
- Apatia
- Redução do apetite
Segundo o veterinário Gleison Mota Ribeiro, do Hospital Veterinário Taquaral, a sazonalidade influencia diretamente esse cenário. “O outono favorece a disseminação de agentes infecciosos. A queda de temperatura, a menor umidade e o fato de os animais permanecerem mais tempo em ambientes fechados aumentam o risco de transmissão”, explica.
Leia Mais
A vacinação aparece como uma das principais estratégias de proteção. Diferentemente dos humanos, em que as vacinas contra gripe são atualizadas com frequência, nos animais elas já contemplam os principais agentes conhecidos. Ainda assim, a recomendação é manter a imunização anual, especialmente antes do período de maior risco.
Prevenção na época certa
“É importante que o animal esteja protegido antes da chegada do frio, para que o organismo tenha tempo de desenvolver resposta imunológica adequada”, orienta o veterinário.
As vacinas são específicas para cada espécie. Em cães, a proteção contra doenças respiratórias inclui agentes como o vírus da influenza canina e a bactéria Bordetella bronchiseptica, associada à chamada tosse dos canis. Já nos gatos, as vacinas múltiplas atuam contra doenças como rinotraqueíte e calicivirose, que também comprometem o sistema respiratório.
Embora a transmissão entre humanos e pets seja considerada rara, os quadros podem evoluir de forma preocupante entre os próprios animais. Filhotes, idosos e pacientes com a imunidade comprometida estão entre os mais suscetíveis a complicações. “Em alguns casos, a gripe pode evoluir para pneumonia ou broncopneumonia, especialmente quando não há tratamento adequado”, alerta Gleison.
Tosse seca e secreção ocular
Na rotina clínica, também chama atenção a diferença na manifestação dos sintomas entre as espécies. Nos cães, a tosse seca e persistente costuma ser o principal sinal. Já nos gatos, os quadros tendem a ser mais amplos, com espirros, secreções oculares e nasais e maior comprometimento do estado geral.
A prevenção, no entanto, não depende apenas da vacinação. Medidas simples ajudam a reduzir o risco de infecção, como evitar correntes de ar frio, manter os ambientes limpos e ventilados, oferecer alimentação adequada e reduzir o contato com animais doentes.
Outro ponto importante é respeitar o momento correto para a imunização. Animais com sintomas não devem ser vacinados. “A vacina é preventiva. Quando o pet já apresenta sinais clínicos, o ideal é aguardar a recuperação completa antes de retomar o protocolo”, explica o veterinário.
As reações às vacinas, quando ocorrem, costumam ser leves e passageiras, como discreta febre, apatia ou sensibilidade no local da aplicação. Casos mais graves são raros, mas devem ser acompanhados por um profissional.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Com eficácia que pode chegar a até 90% na redução de quadros mais severos, a vacinação contribui não apenas para proteger o animal individualmente, mas também para diminuir a circulação dos agentes infecciosos. “A prevenção ainda é a melhor forma de cuidado. Manter a vacinação em dia e observar qualquer mudança no comportamento do animal são atitudes que fazem diferença”, enfatiza Gleison.