Outono: aberta a melhor temporada para a realização de peelings
A redução da exposição aos raios ultravioleta é determinante para a segurança do procedimento.
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A chegada do outono marca o início do período mais indicado para a realização de peelings químicos, procedimentos utilizados para renovação da pele e tratamento de manchas, rugas e sinais de envelhecimento. A menor incidência de radiação solar ao longo da estação diminui riscos e permite a indicação de técnicas com diferentes níveis de profundidade. A redução da exposição aos raios ultravioleta é determinante para a segurança do procedimento.
De acordo com o dermatologista Lucas Miranda, o outono e o inverno são as estações mais indicadas, com menor ocorrência de complicações como a hiperpigmentação pós-inflamatória. Segundo ele, esse contexto é especialmente relevante nos casos de peelings mais profundos, que exigem maior controle no processo de recuperação da pele. Com as condições climáticas mais favoráveis, amplia-se também o leque de indicações.
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Tipos de peeling e indicações
Os peelings químicos são classificados conforme a profundidade de ação na pele, o que define suas indicações clínicas. Os procedimentos superficiais, realizados com ácidos como glicólico, salicílico e mandélico, são indicados principalmente para controle da oleosidade, acne leve e melhora da textura.
Já os peelings médios, geralmente à base de ácido tricloroacético, são utilizados no tratamento de manchas e dos primeiros sinais de envelhecimento. Em quadros mais avançados, podem ser recomendados peelings profundos, como o criado por Lucas Miranda, que atua em camadas mais profundas da pele.
“Nesses casos, há uma renovação celular mais intensa, com impacto significativo em rugas, flacidez, manchas e na qualidade global da pele”, destaca. Ele reforça que a escolha do procedimento deve ser individualizada, levando em conta fatores como fototipo, grau de envelhecimento e expectativas do paciente.
Cuidados antes e depois do procedimento
Para garantir a eficácia e a segurança do tratamento, os cuidados com a pele devem começar antes mesmo da realização do peeling. A preparação inclui o uso de dermocosméticos específicos e fotoproteção rigorosa.
Após o procedimento, as orientações se tornam ainda mais importantes. “O paciente deve evitar exposição solar direta, utilizar filtro solar de amplo espectro, manter a hidratação adequada e não manipular a pele durante o período de descamação”, orienta o dermatologista.
Nos peelings mais profundos, o processo de recuperação exige atenção redobrada. “Há uma descamação mais intensa, que pode durar entre sete e 14 dias, sendo fundamental o acompanhamento médico e o seguimento rigoroso das orientações”, acrescenta.
Resultados variam conforme profundidade
Os resultados do peeling químico estão diretamente relacionados à profundidade do procedimento. Nos casos mais superficiais, os efeitos, como melhora do viço e da textura, podem ser percebidos em poucos dias.
Já nos peelings médios e profundos, os resultados são mais expressivos e progressivos. “Após o período inicial de descamação, há uma melhora significativa de rugas, manchas, textura e firmeza, com impacto duradouro na qualidade da pele”, explica o profissional.
Experiência do paciente
A dentista Maria Neusa da Rocha, de 74 anos, optou por iniciar o tratamento no outono, justamente por considerar o período mais seguro. Segundo conta, ela sabia que seria a época ideal para cuidar da pele com mais segurança. Como a exposição ao sol diminui bastante, sentiu-se mais tranquila para fazer o procedimento. De acordo com ela, a orientação médica foi determinante na escolha.
“Recebi a recomendação de que o outono é uma das melhores épocas para esse tipo de tratamento, o que influenciou totalmente minha decisão, porque queria evitar riscos como manchas.” Durante a recuperação, as condições climáticas contribuíram para o processo. “O clima mais ameno ajudou muito. Foi bem mais fácil manter a pele protegida e tornar o processo mais confortável”, afirma.
Maria Neusa destaca ainda que a adaptação à rotina de cuidados foi tranquila. “Passei a ter mais disciplina, o que acabou sendo muito positivo.” Os resultados também foram percebidos ao longo das semanas. “Minha pele ficou mais uniforme, com textura mais suave e iluminada. O que mais me chamou atenção foi a redução de rugas e manchas, deixando um aspecto mais saudável”, diz.
Para ela, realizar o procedimento nesta época fez diferença. “Senti que foi mais seguro e que os resultados foram potencializados. Com menos exposição ao sol, consegui seguir todos os cuidados sem dificuldade.”
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Apesar de ser um tratamento eficaz e amplamente indicado, a realização do peeling deve ser sempre avaliada de forma individualizada. O dermatologista também alerta para situações em que o procedimento deve ser adiado ou conduzido com maior cautela. “Pacientes com infecções cutâneas ativas, dermatites, lesões abertas ou herpes em atividade devem adiar o peeling. Além disso, pessoas com maior risco de hiperpigmentação exigem preparo adequado da pele."