Nem todo dia, nem toda a semana: essa é a frequência para tomar banho após os 65 anos para se manter saudável
Em estudos com idosos, a redução da frequência mostrou queda em queixas como coceira, descamação e pequenas fissuras
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A higiene corporal na terceira idade ganhou novos contornos à medida que estudos recentes passaram a questionar o hábito de tomar banho todos os dias. Em 2026, dermatologistas de diferentes países reforçam uma mesma orientação: para idosos, menos banhos podem significar mais proteção para a pele, não por falta de limpeza, mas pelo cuidado com a barreira natural que protege o corpo e influencia a qualidade de vida.
Como a idade muda a pele e interfere na rotina ideal de banho na terceira idade?
Depois dos 65 anos, a pele se torna mais fina, seca e sensível a agressões externas, o que exige cuidados específicos. A rotina de banho que funcionava aos 30 ou 40 anos pode já não ser adequada para esse novo momento da vida. A hidratação natural diminui, favorecendo irritações, coceiras e até pequenas feridas em áreas mais expostas.
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Especialistas apontam que a frequência de banhos, a temperatura da água e os produtos utilizados fazem diferença direta na saúde da pele do idoso. Esses fatores influenciam desde o ressecamento até o risco de infecções, exigindo uma rotina de higiene mais estratégica e menos agressiva ao manto protetor da pele.
Quantos banhos por semana são ideais?
A "higiene dos idosos" costuma levantar dúvidas entre familiares e cuidadores, especialmente sobre quantos banhos são realmente necessários. Pesquisas recentes indicam que, em muitos casos, de duas a três duchas semanais são suficientes para manter o corpo limpo, sem comprometer a camada de proteção natural da pele e o conforto diário.
Em estudos com pessoas acima de 65 anos, a redução da frequência de banhos mostrou queda em queixas como coceira, descamação e pequenas fissuras. Assim, a discussão atual deixa de focar apenas na quantidade de banhos e passa a priorizar a qualidade dessa rotina, incluindo cuidados com segurança no banheiro, adaptação às preferências do idoso e conforto térmico.
Menos banho e mais proteção?
Com o avanço da idade, a produção de oleosidade natural diminui e a pele perde água com mais facilidade, tornando-se mais vulnerável. Banhos longos, com água muito quente e sabonete em todo o corpo, deixam essa pele já frágil ainda mais irritada, com sensação de repuxamento, vermelhidão e coceira, o que pode comprometer o bem-estar.
Na prática, o banho excessivo altera o pH, remove lipídios essenciais e favorece microfissuras, por onde bactérias e fungos podem penetrar. Por isso, profissionais de saúde sugerem que a higiene corporal na terceira idade seja planejada com banhos mais curtos, água morna para fria e sabonete apenas em áreas de maior suor e sujeira, priorizando a proteção da pele.