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Ilha de Malta: paraíso desconhecido nas águas do Mediterrâneo

Localizada em um ponto estratégico do globo terrestre, Malta já foi palco de disputas entre vários povos. Hoje, essa charmosa ilha é procurada por visitantes interessados em conhecer sua história e também pelas construções, que já foram cenários de vários filmes


postado em 26/11/2019 04:00 / atualizado em 15/06/2020 17:53

Ilha se destaca pelo charme e por belezas naturais(foto: Antheah/Pixabay)
Ilha se destaca pelo charme e por belezas naturais (foto: Antheah/Pixabay)
Não, Malta não é na Itália. Situada a aproximadamente 100 quilômetros abaixo da Sicília, a Ilha de Malta é um país independente desde setembro de 1964, quando se decretou livre politicamente da Inglaterra. Banhada pelo Mar Mediterrâneo e com suas ruas estreitas, unicolores, lotadas de cafés e restaurantes, Malta extravasa charme e beleza. Talvez por isso as construções da ilha, quase todas com um tom amarelado, já serviram de cenários para diversos filmes e séries de época, como Gladiador (2000) e Game of thrones.
 
 
Malta tem origem ainda no Período Neolítico – cerca de 5 mil anos atrás. Apesar da longevidade, ainda hoje é possível se deparar com destroços de templos milenares, que na época eram oferecidos à Deusa da Fertilidade. Após isso, cartagineses, romanos e bizantinos também deixaram suas marcas na ilha.
 
Ruínas da Ópera Real de Valleta, capital de Malta(foto: Troovel.com/Reprodução)
Ruínas da Ópera Real de Valleta, capital de Malta (foto: Troovel.com/Reprodução)
 
 
Os árabes também fazem parte da história de Malta, chegando à ilha em 870 d.C.. Anos depois, normandos e aragoneses conquistaram a ilha, anexando o controle de Malta ao da região que hoje é chamada de Sicília. No entanto, em 1530, Malta se tornou soberana e a beleza da ilha atraiu artistas como Caravaggio e Mattia Preti, que realizaram várias obras no país.
 

A localização estratégica de Malta também foi motivo para a tentativa de invasão pela tropa de Napoleão Bonaparte, em 1798. Entretanto, a ascensão francesa na ilha não durou muito e, em 1800, os ingleses tomaram a região e a governaram a ilha até 1964.
 
Atualmente, nas ruas de Malta escuta-se um pouco de tudo, mas as línguas oficiais são o maltês e o inglês. A língua nativa é uma mistura de italiano com árabe, mas não se engane, brasileiro: apesar de o italiano fazer parte do dialeto maltês, é praticamente impossível compreender algum texto ou conversa maltesa se você nunca tiver estudado a língua. No máximo, entenderás o internacional ciao.
 
Com ruas estreitas e unicolores, cercadas por construções antigas, Malta encanta os visitantes(foto: Natalia Denishenko/arquivo pessoal)
Com ruas estreitas e unicolores, cercadas por construções antigas, Malta encanta os visitantes (foto: Natalia Denishenko/arquivo pessoal)
O maltês é difícil, mas na ilha quase todos falam inglês. O sotaque é evidente e às vezes gera complicações na hora de comprar algo no supermercado ou pedir uma cerveja no bar. Mas quando o assunto é sotaque, o mineiro não pode reclamar muito, né não?
 
Por outro lado, quando o assunto é educação, os mineiros têm moral de sobra e, nesse quesito, os malteses perdem feio. Se você é daquele tipo de pessoa que necessita ver um sorriso no rosto de manhã para passar o dia bem, é melhor evitar entrar em certas lojas ou contratar algum serviço na ilha. Em Malta, aquele papo de que vendedor deve agradar o cliente não funciona muito bem. Mas, como tudo na vida, toda regra tem sua exceção e também é possível encontrar malteses bem-humorados e acolhedores.
 

A beleza de Blue Lagoon

Com apenas 3,5 quilômetros quadrados, a Ilha Comino abriga um dos lugares mais admiráveis do mundo: a chamada Blue Lagoon (foto: José Serpa Júnior/Pixabay)
Com apenas 3,5 quilômetros quadrados, a Ilha Comino abriga um dos lugares mais admiráveis do mundo: a chamada Blue Lagoon (foto: José Serpa Júnior/Pixabay)
Malta é formada por três ilhas
: a maior recebe o nome do país e as outras duas são chamadas de Gozo e Comino. Esta última tem apenas 3,5 quilômetros quadrados e atualmente é inabitada. A ilha abriga um dos lugares mais maravilhosos e admiráveis do mundo: a chamada Blue Lagoon. Lá, o azul-turquesa é extravagante e sobressai, até mesmo, ao das praias de Cancún e Maragogi.
 
água é cristalina, sendo possível avistar peixes nadando ao seu redor. O mar é calmo mais à beirada das pedras, mas quanto mais distante, mais fundo ele se torna e mais forte é a correnteza. Se você não sabe nadar, não se intimide, é possível entrar no mar assim mesmo. Inclusive, próximo às rochas, crianças costumam brincar sem precisar de boias.
 
Como quase toda praia em Malta, Comino é margeada por pedras e não areia, o que, às vezes gera desconforto, principalmente para aqueles que gostam de deitar e pegar um bronzeado. O acesso ao local pode ser mais difícil se você tem dificuldade em andar em meio a pedras soltas. No entanto, é possível alugar uma espreguiçadeira e um guarda-sol na beira de Blue Lagoon; dessa maneira, não é necessário se deslocar para encontrar um lugar mais confortável para se deitar.
 
Há contrapontos, mas eles são mínimos quando se chega a Comino. Ainda que seja uma ilha tão pequena – oito vezes menor do que a Região de Venda Nova, em Belo Horizonte – a beleza de Blue Lagoon transmite fielmente a imensidão e o poder da natureza.
 
Se você for a Malta, não deixe de conhecer a Ilha Gozo: suas praias são fascinantes (foto: Michelle Maria/Pixabay)
Se você for a Malta, não deixe de conhecer a Ilha Gozo: suas praias são fascinantes (foto: Michelle Maria/Pixabay)
 
 
Já Gozo é diferente. Muito mais verde do que Malta e muito maior do que Comino (67 quilômetros quadrados), a ilha está longe de ser apenas um ponto turístico. Lá, pessoas moram, trabalham e utilizam transporte público, como qualquer outra cidade global.
 
Pelo desenvolvimento das ilhas, é comum conhecer pessoas que moram em Malta e trabalham em Gozo, ou vice-versa. Devido ao grande fluxo de pessoas nessa rota, o ferry que conecta as duas maiores ilhas de Malta custa menos de 5 euros, ida e volta. Uma curiosidade é que, ao contrário do que ocorre no Brasil, no caso do ferry para Gozo só se paga o traslado na volta. Ou seja, se você só quiser ir e não voltar, não precisa pagar.
 
No entanto, por ser uma ilha maior, Gozo requer mais tempo. Alguns turistas chegam até mesmo a se hospedar na ilha, que contém um ar mais fresco e mais rural do que as outras duas irmãs.
 
As praias em Gozo não perdem para as de Malta. O azul e a clareza do mar são nítidos e, em alguns casos, até mesmo por ser menos exploradas do que as de Malta, são mais bem cuidadas e despertam mais interesse em turistas que buscam a virgindade da natureza. A verdade é que se você for para Malta, não pode deixar de conhecer a segunda maior ilha do país.

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