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Estado de Minas ATLÉTICO

Guilherme Arana: um lateral com vocação ofensiva

Números mostram que Arana tem se aproveitado bem da liberdade que recebe de Sampaoli para flutuar pelo campo. Nenhum defensor finaliza mais que ele no Brasileiro


16/10/2020 04:00 - atualizado 16/10/2020 09:41

O lateral-esquerdo Guilherme Arana vem sendo uma arma bastante utilizada pelo técnico Jorge Sampaoli no Atlético. O treinador argentino se aproveita das características ofensivas do jogador para utilizá-lo de forma bem avançada, às vezes até se movimentando livremente pelo meio-campo.

A liberdade dada pelo comandante alvinegro está se traduzindo em bons números do lateral, de 22 anos, autor de dois gols, duas assistências e 20 finalizações no Campeonato Brasileiro.

Nenhum defensor concluiu tantas vezes a gol quanto Arana na competição. São 20 chutes – quem mais se aproxima é o lateral Nicolas Vichiatto, do Atlético Goianiense, com 14. Na Série A, o lateral atleticano é o 20° jogador com mais finalizações, ao lado de Artur, do Bragantino. À frente dele, só volantes, armadores e atacantes.

Nesta temporada, Arana tem se destacado nos quesitos ofensivos. Em 26 partidas, são quatro gols e cinco assistências com a camisa alvinegra.

Ele é o segundo defensor com mais participações em gols no Nacional: balançou as redes duas vezes e deu duas assistências. Divide a posição com Iago Maidana, do Sport; Reinaldo, do São Paulo; Fagner, do Corinthians; e William Matheus, do Coritiba.

O líder entre os defensores é Madson, lateral-direito do Santos. O jogador de 28 anos tem três gols e duas assistências na elite do futebol brasileiro.

Muito da ofensividade de Arana vem do estilo de Sampaoli. Tanto que nenhum time do Brasileiro fica mais com a bola do que o Atlético. A equipe mantém a posse a maior parte do tempo (59,3% em média) durante as partidas e se propõe a ser ofensiva. Porém, toda estratégia tem falhas. E uma delas, no caso alvinegro, tem sido a exposição aos contragolpes adversários.

Isso ficou evidente nas derrotas para Botafogo (2 a 1), Santos (3 a 1) e Fortaleza (2 a 1) e mesmo em jogos que o Atlético não perdeu, como contra Fluminense (1 a 1) e Corinthians (3 a 2). Após a igualdade diante dos cariocas nessa quarta-feira, Sampaoli foi questionado sobre os motivos de o time sofrer tanto com as transições em velocidade dos rivais.

Para o argentino, a explicação é simples: uma equipe que se propõe a atacar todo o tempo naturalmente ficará mais exposta. “É a única equipe que se planta totalmente no campo rival. Então, tem que parar transições o tempo todo. Em meio a esse desejo de atacar, quando estamos em inferioridade posicional, os rivais aproveitam no que vêm fazer: jogar por uma bola só, contragolpear rapidamente se aproveitando de um erro ou um ataque malsucedido”, pontuou.

Liderança


O Atlético  encerrou a 16ª rodada do Brasileiro na liderança, com o empate por 1 a 1 entre Flamengo e Bragantino, no Maracanã, ontem à noite. O Galo tem 31 pontos, como o Internacional (vice-líder) e o rubro-negro, mas leva vantagem nos critérios de desempate. Além disso, o alvinegro tem um jogo a menos que os concorrentes.

O clube anunciou a Premium Saúde como nova patrocinadora. A marca da empresa ficará entre o escudo e a logo da Le Coq Sportif, que produz o material esportivo da equipe. O contrato é de dois anos. 

A estreia do uniforme será na segunda-feira, às 20h, contra o Bahia. As equipes se enfrentam no Pituaçu, em Salvador, pela 16ª rodada do Brasileiro.
 

enquanto isso... 
MP do Mandante perde validade

 
Nascida com a ideia de “revolucionar” e “democratizar” o futebol, a Medida Provisória 984, que alterava as regras sobre os direitos de transmissões das partidas, perdeu a validade ontem. Sem acordo entre as lideranças políticas, a MP do Mandante, como é chamada, não foi apreciada no Congresso Nacional, apesar da forte pressão de clubes e do apoio do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). O presidente assinou a MP 984 em 18 de junho. Na ocasião, disse que seu governo estava “democratizando o futebol” ao permitir que os clubes mandantes tenham a prerrogativa de negociar os direitos de transmissão de seus jogos. O texto alterou a Lei Pelé ao determinar que o direito da exibição da partida pertencia só ao mandante, em vez de exigir que os dois times tenham contrato com a mesma emissora, e provocou uma série de disputas judiciais envolvendo Flamengo, Globo e Turner. Os clubes, especialmente os oito que têm contrato com a Turner (Palmeiras, Santos, Internacional, Coritiba, Bahia, Fortaleza, Ceará e Athletico-PR) fizeram campanhas massivas nas redes sociais e buscaram dialogar com parlamentares. Equipes da Série B, entre eles o América, também se mostraram favoráveis. Mas não adiantou, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não colocou a MP para votação. 

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