(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas OPERAÇÃO LUCAS 12:2

Pai de Mauro Cid é alvo de operação por venda de presentes do governo

General da reserva fazia parte de esquema que, supostamente, vendia as jóias adquiridas pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) no exterior


11/08/2023 08:43 - atualizado 11/08/2023 09:13
440

Mauro Cézar Cid (direita) foi alvo de operação da PF
Mauro Cézar Cid (direita) foi alvo de operação da PF (foto: Reprodução/Alesp)
A Polícia Federal cumpre, na manhã desta sexta-feira (11), diversos mandados de busca e apreensão contra o general da reserva Mauro César Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cid, que trabalhava como ajudante de ordens durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. O filho também é alvo da PF.

De acordo com a PF, os investigados são suspeitos de utilizar a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens materiais de alto valor, entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais a representantes do estado brasileiro. O grupo estaria comercializando estes itens. 

As investigações apontaram que o valor conseguido pelos suspeitos foi convertido em dinheiro vivo e ingressou no patrimônio pessoal do grupo. 

Os valores entraram nas contas bancárias por meio de pessoas interpostas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores. Os fatos configuram crime de peculato e lavagem de dinheiro. 
 

As ações ocorrem dentro do inquérito policial que apura a atuação do que se convencionou chamar “milícias digitais” em tramitação perante o Supremo Tribunal Federal. 

Pacotes de joias para Bolsonaro

Vários pacotes de joias foram dados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em outubro de 2021, a comitiva do governo Bolsonaro tentou trazer ilegalmente presentes dados por sauditas. Na ocasião, os bens não foram declarados pela comitiva liderada pelo então ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque e a caixa de presentes, estimada em R$ 1 milhão, passou pela alfândega. 

Já o segundo pacote de joias foi retido pela Receita Federal. No dia 26 de outubro daquele ano, durante fiscalização de passageiros que desembarcavam em Guarulhos (SP), vindos da Arábia Saudita, agentes da alfândega encontraram na bagagem de Marcos André dos Santos Soeiro, assessor de Bento Albuquerque, uma escultura de um cavalo com cerca de 30 centímetros, dourada, com as patas quebradas. Dentro da peça estavam os estojos com as joias e o certificado de autenticidade da empresa suíça Chopard.

Este segundo conjunto foi estimado em cerca de R$ 16,5 milhões e seriam, supostamente, presentes para a então primeira-dama Michelle Bolsonaro. Após a repercussão do caso, Michelle negou ter conhecimento das joias. 


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)