
Na época dos ataques, Torres era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, responsável pelas ações de segurança da praça dos Três Poderes. “Naquela sexta-feira (6/1), os acampamentos estavam praticamente desmontados, ele (General Dutra) precisava da secretaria de desenvolvimento social para tirar os vulneráveis antes de fazer o desmonte final do acampamento”, disse.
"Essa foi a imagem que eu viajei na cabeça, de pouquíssimas pessoas naquela nos acampamentos, eu jamais ia imaginar que aquilo ia acontecer, que aquilo ia virar de novo e se tornar o 8 de janeiro. Quando eu viajei não havia informação de inteligência”, emendou.
"Essa foi a imagem que eu viajei na cabeça, de pouquíssimas pessoas naquela nos acampamentos, eu jamais ia imaginar que aquilo ia acontecer, que aquilo ia virar de novo e se tornar o 8 de janeiro. Quando eu viajei não havia informação de inteligência”, emendou.
Torres chegou a ficar preso por cerca de quatro meses, suspeito de omissão durante os ataques. O ex-ministro também afirmou que não havia efetivo policial suficiente durante os atos, mas que deixou um plano assinado para que as instituições e órgãos competentes trabalhassem no dia 8. “Viajei extremamente tranquilo por esses dois fatores. Primeiro, as imagens do acampamento e, segundo, o PAI (Plano de Ações Integradas)”, pontuou.
O ex-ministro ainda afirmou que não teria recebido informações oficiais. “Até o dia 6 à noite, eu não tive qualquer informação oficial indicando que haveria ações radicais no dia 8. Mesmo assim, o PAI seria colocado em ação nos seus mínimos detalhes. Esta era a determinação", declarou Torres à CPMI.
Já sobre o documento chamado de “minuta golpista”, encontrado em sua casa durante uma operação da Polícia Federal, Torres classificou como “aberração jurídica” e fantasioso. Ele ainda declarou que o texto é apenas um exemplo da "coleção de absurdos" que detentores de cargos públicos recebem constantemente.
