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Estado de Minas DEMOCRACIA

Ex-ministro da Justiça pede que 7 de Setembro seja sobre democracia

José Carlos Dias foi orador do manifesto da Fiesp e leu o documento hoje (11/08), na USP, em evento de leitura da Carta em Defesa da Democracia


11/08/2022 13:00 - atualizado 11/08/2022 13:30

José Carlos Dias lendo manifesto na USP, em defesa da democracia brasileira
'A estabilidade democrática, o respeito ao Estado de Direito e o desenvolvimento são condições indispensáveis para o Brasil superar os seus principais desafios', disse José Carlos Dias, que leu manifesto da Fiesp em defesa da democracia brasileira (foto: Reprodução/USP)
“Hoje é um momento inédito, em que capital e trabalho se juntam pela democracia brasileira.” Foi assim que o ex-ministro da Justiça e advogado José Carlos Dias iniciou sua fala no evento que marca a leitura da Carta em Defesa da Democracia na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo. 

Na ocasião, o jurista, que leu o manifesto organizado pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) em prol da democracia, ressaltou que o 7 de Setembro, neste ano em que o país completa 200 anos de Independência, tem o objetivo de consolidar a estabilidade da democracia brasileira. 
 
 
“Hoje, mais uma vez, somos instigados a identificar caminhos que consolidam nossa jornada em direção à vontade de nossa gente, que é a independência suprema que uma nação pode alcançar. A estabilidade democrática, o respeito ao Estado de Direito e o desenvolvimento são condições indispensáveis para o Brasil superar os seus principais desafios. Esse é o sentido maior do 7 de Setembro neste ano”, afirmou Dias na leitura da carta. 
 
 
O ex-ministro afirmou também que essa não é a primeira crise que a democracia brasileira enfrenta nessas quatro décadas pós Ditadura Militar, mas que as instituições foram fortes o bastante para garantir o Estado Democrático de Direito no Brasil, sendo possível a “execução de governos de diferentes espectros políticos”, completou. 

José Carlos Dias fechou sua participação criticando a polarização política e afirmando que o Brasil não se resume às ameaças à democracia e ao desenvolvimento do país. 

“Queremos um país próspero, justo e solidário, guiado pelos princípios republicanos expressos na Constituição, à qual todos nos curvamos, confiantes na vontade superior da democracia. Ela se fortalece com união, reformando o que exige reparos, não destruindo; somando as esperanças por um Brasil altivo e pacífico, não subtraindo-as com slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento almejados”, disse.

Reitor da USP também pede por democracia no 7 de Setembro

Carlos Gilberto Carlotti Junior, Reitor da USP, também participou do evento e pediu por democracia no feriado de 7 de Setembro. Em seu pronunciamento, ele ressaltou a importância da leitura da carta e afirmou que o evento inibe qualquer tentativa de fissurar a democracia brasileira. 
 

“Eu acho que essa demonstração certamente inibe qualquer pensamento, qualquer tentativa de tirar do rumo o nosso país, a nossa democracia e o processo eleitoral. Espero que o próximo 7 de Setembro seja representado pela inauguração do nosso Museu Paulista, símbolo da Universidade de São Paulo, e que nós possamos nesse dia repensar o Brasil. Pensar nos 200 anos e pensar daqui pra frente o que nós precisamos melhorar”, ressaltou. 


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