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Estado de Minas ELEIÇÕES 2022

Embaixada de país europeu sobre Bolsonaro: 'Declarações perigosas'

Relatório afirma que Bolsonaro indica ações imprevisíveis com falas que ameaçam o sistema eleitoral brasileiro


21/07/2022 08:01 - atualizado 21/07/2022 12:08

Presidente Jair Bolsonaro (PL)
Encontro com embaixadores aconteceu na última segunda-feira (18/7) (foto: Clauber Cleber Caetano/PR)
Relatório de uma embaixada europeia afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) faz declarações "perigosas" e que indicam "ações imprevisíveis". A declaração foi dada logo após o encontro do Chefe do Executivo com embaixadores, no Palácio da Alvorada, na última segunda-feira (18/7).

De acordo com o documento, Bolsonaro busca gerar a sensação de que é vítima de um "sistema corrupto" e que luta pela "legalidade e transparência das eleições". Para a embaixada, as declarações do presidente, que afirmam que ele irá "corrigir as falhas" e "apresentar uma saída", indicam uma ameaça, pois apresentam ações imprevisíveis. 

No relatório, disponibilizado à CNN, a embaixada usa transcrições do presidente durante a reunião com os embaixadores e analisa o comportamento de Bolsonaro. Em um trecho do texto, eles destacam os ataques do presidente aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e citam o momento em que Bolsonaro fala da atuação do ministro Luís Roberto Barroso.

"O presidente disse que Luís Roberto Barroso (STF) se tornou ministro do STF por sua atuação na defesa de Cesare Battisti, durante o governo Lula. Vale ressaltar que o agora ministro exerceu suas prerrogativas de advogado dentro da lei", pontua a embaixada.

O documento também pontua as falas do presidente que o "incluem" nas Forças Armadas, que, conforme a embaixada, "reforça o argumento de que Bolsonaro nunca deixou realmente o uniforme de capitão".
A embaixada também ressalta no texto que Bolsonaro "mentiu quando mencionou falsas alegações de que algumas pessoas pressionaram 17 (número do PSL), em 2018, e o voto foi para outro candidato". O relatório diz que o TSE já esclareceu que os vídeos eram falsos e editados.
De acordo com o relatório, o presidente ainda repetiu falas que já foram classificadas como "fake news" pela Justiça Eleitoral, entre as quais a de que o sistema eletrônico de votação não pode ser auditado.


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