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Estado de Minas PASTORES DO MEC

MEC: STF envia à PGR quarto pedido de investigação contra Bolsonaro

Ações apontam suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal na prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro


30/06/2022 09:44 - atualizado 30/06/2022 10:27

Presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro riem um ao lado do outro
Presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro (foto: Evaristo Sá/AFP)

ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o quarto pedido para o órgão se manifestar sobre a abertura de uma investigação contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta interferência no trabalho da Polícia Federal. A ação gira em torno da prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro.

A PGR já acumula quatro pedidos. Cármen Lúcia ressaltou que vê  “gravidade incontestável” na situação. A mais nova notícia-crime foi apresentada ao tribunal por sete senadores da oposição. Os outros requerimentos são do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG); deputado Israel Batista (PSB-DF); e senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Este último foi enviado para a Procuradoria pelo ministro Alexandre de Moraes.

- Leia: CPI do MEC, saiba quais senadores assinaram pedido

Agora, cabe à PGR analisar se há elementos suficientes para a abertura de um inquérito. O procedimento é de praxe, pois o órgão é responsável por investigar autoridades com prerrogativa de foro no STF.

Milton Ribeiro foi preso em uma operação que o envolvimento dele em um esquema para liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Em áudios divulgados pela imprensa, o ex-chefe do MEC afirmou priorizar pastores aliados e ainda citou que o favorecimento era um pedido expresso de Bolsonaro. Em outra gravação, ele afirmou que foi avisado pelo presidente sobre a busca e apreensão da PF.

O aliado do presidente foi solto um dia após a detenção, por decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Também foi revogada a prisão preventiva dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.


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