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Estado de Minas MEIO AMBIENTE

Serra do Curral: pré-candidato do PDT diz que houve 'inabilidade' de Zema

Miguel Corrêa, nome dos trabalhistas ao governo mineiro, disse que debate sobre mineração nas famosas montanhas foi feito 'a toque de caixa'


17/05/2022 19:16 - atualizado 17/05/2022 19:40

O ex-deputado Miguel Corrêa, durante entrevista
Miguel Corrêa (foto) é o pré-candidato do PDT em Minas (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 17/5/22)

Para o ex-deputado federal Miguel Corrêa, o pré-candidato do PDT ao governo mineiro, houve "inabilidade" da gestão de Romeu Zema (Novo) na condução do caso que gerou a permissão a um projeto minerário na Serra do Curral. Nesta terça-feira (17/5), Corrêa criticou a concessão, por parte do Conselho Estadual de Polícia Ambiental (Copam), da licença pedida pela Taquaril Mineração S.A (Tamisa).


"A Serra do Curral, quem é mineiro, gosta; mas, quem é de Belo Horizonte, ama. É a moldura do belo-horizontino. Há de se radicalizar contra uma proposta feita a toque de caixa. Essa discussão não foi feita à luz do dia", afirmou, durante participação no "EM Entrevista", podcast semanal do Estado de Minas.

 


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A decisão do Copam em prol da Tamisa saiu na madrugada do dia 30 de abril, após reunião virtual que durou cerca de 18 horas. Ambientalistas, políticos, artistas e a Prefeitura de Belo Horizonte criticam o empreendimento, porque temem riscos ao meio ambiente e à qualidade de vida. Na lista de temores, estão prejuízos ao abastecimento hídrico e a possibilidade de vibrações causadas pelos explosivos utilizados para viabilizar as escavações.

Segundo Miguel Corrêa, as tragédias de Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019, precisam ser levadas em conta nos debates sobre os impactos da mineração. Enquanto o rompimento da barragem de Fundão deixou 19 mortos, o desastre na barragem do Córrego do Feijão ceifou 272 vidas.

"É preciso discutir um novo arcabouço de regras. Não se pode fazer mais como o modelo anterior, que, já está provado, não deu certo - e a um custo muito caro. Isso beira o absurdo. Inabilidade na negociação", protestou.

O agora pedetista deixou o PT em março deste ano, após larga trajetória no partido. Ele chegou a ser secretário de Desenvolvimento Econômico no governo do petista Fernando Pimentel. Para Corrêa, a exploração minerária deve ser norteada por um princípio: não colocar em risco nenhuma população.

"O que precisa ser apresentado é uma nova solução de segurança, naturalmente adequada a um novo modelo de mundo. Não queremos mais destruir o que temos de valor. Não é prejuízo à economia. Não sou radical ou contra a mineração, mas há a necessidade de construir novas regras".

Pré-candidato critica 'dinheiro em caixa'


Durante o bate-papo, Miguel Corrêa afirmou que o governo Zema chegou a ter R$ 30 bilhões em caixa. Ele criticou a situação das estradas e disse que a verba poderia ter sido utilizada, em parte, para investimentos em melhorias das vias.

"A mais simples ação de infraestrutura é a manutenção. Esses contratos estão prontos em qualquer governo ou prefeitura. Dinheiro em caixa, para um governante, é incompetência. Para a população não significa nada. O que significa, para a população, são as estradas com condições de tráfego, os hospitais com condições de atendimento e os salários condizentes aos servidores. Governo não é para ter lucro", assinalou.

"Qual a grande ação do atual governo do estado? O que ele fez, em termos de grandeza, aos mineiros? Qual o grande projeto apresentado? Com todo o recurso em caixa, o que foi feito? Não consigo entender", emendou ele.

A principal missão da candidatura de Miguel Corrêa, se concretizada, será dar palanque em Minas a Ciro Gomes, o presidenciável do PDT. Os trabalhistas querem evitar o que aconteceu em 2018, quando a saída de Marcio Lacerda (PSB) do páreo deixou Ciro sem abrigo no estado. Ontem, o Instituto Paraná Pesquisas apontou que o pré-candidato ao Palácio Tiradentes tem 0,3% das intenções de voto.

Sabatinas do EM com pré-candidatos


Miguel Corrêa inaugurou uma série de sabatinas com pré-candidatos ao governo de Minas. Na próxima segunda-feira (23), o entrevistado será Alexandre Kalil, pré-candidato do PSD. O ex-prefeito de Belo Horizonte deve ter o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição mineira. O terceiro sabatinado será o senador Carlos Viana, do PL. A conversa com o pré-candidato ocorrerá no dia 30 deste mês, também uma segunda. Todos os bate-papos serão transmitidos ao vivo pelo canal do Portal Uai no YouTube

Além deles, de Zema e de Corrêa, devem estar na disputa Lorene Figueiredo, do PSOL, e Renata Regina, do PCB. O PSDB, por sua vez, escolheu o ex-deputado federal Marcus Pestana como pré-candidato. Os principais trechos da entrevista com Corrêa serão publicados na edição de domingo do Estado de Minas.

 


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