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Estado de Minas DIÁLOGO

Haddad sobre Kalil: 'Se não conversarmos, não vamos ter país para governar'

Lideranças se reúnem nesta quinta (25), em BH; petista quer apresentar Plano de Reconstrução Nacional


25/02/2021 09:55 - atualizado 25/02/2021 12:22

Cumprindo agendas em BH, Haddad concedeu entrevista ao Estado de Minas(foto: Rafael Alves/EM/D.A Press)
Cumprindo agendas em BH, Haddad concedeu entrevista ao Estado de Minas (foto: Rafael Alves/EM/D.A Press)
Em visita a Minas Gerais, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), se reúne nesta quinta-feira (25/02), com o chefe do Executivo de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). O encontro servirá para debater alternativas ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido). O candidato petista na última corrida ao Palácio do Planalto pretende apresentar um "Plano de Reconstrução Nacional”. A ideia é ouvir, inclusive, com lideranças distantes do partido no espectro político, mas que também se opõem a atitudes do presidente da República.

Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, Haddad demonstrou apreensão com os rumos do país. Ele revelou que as incertezas tornam o diálogo necessário.

“Se não conversamos entre nós, relevando as diferenças, para colocar, em primeiro lugar, o interesse nacional, não vamos ter país para governar em 2022, pois o desmonte é muito grande. Onde quer que eu vá, e estou começando por Minas, vou conversar com os petistas e o campo progressista — partidos que, historicamente, caminharam juntos. Mas também tenho que conversar com quem pensa um pouco diferente de mim, mas discorda do que Bolsonaro está fazendo”, disse.

Haddad teceu críticas à política econômica do governo federal. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que pode abrir caminho para a retomada do auxílio emergencial, contém dispositivos que retiram a obrigatoriedade gastos mínimos com temas como saúde e educação.

“Podemos estar diante de uma tragédia, que é a aprovação de uma emenda constitucional preparada pelo Guedes. Simplesmente acaba com os direitos sociais, subordina os direitos sociais a uma cláusula nova na constituição e, na prática, retira recursos da saúde, da educação, da assistência, da cultura e da ciência”, afirmou.

O encontro


Kalil e Haddad se reúnem na tarde desta quinta (25), na Prefeitura de Belo Horizonte. Devem estar presentes figuras como a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, e o mineiro Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência da República entre 2003 e 2011.

“O que estamos procurando fazer é divulgar o plano de reconstrução nacional, que tem um conjunto de ideias que queremos submeter a pessoas que, na nossa opinião, têm dado uma contribuição ao país, em resposta ao que Bolsonaro está fazendo. É muito grave o que o presidente está fazendo”, explicou Haddad, sobre o teor da reunião.

O encontro em BH será o primeiro de uma série de viagens a serem feitas por Haddad. Ele foi prefeito de São Paulo de 2013 a 2016. Entre 2005 e 2012, chefiou o Ministério da Educação.

Nessa quarta (24), Haddad foi a Brumadinho, na Região Metropolitana de BH. Ele visitou o local de rompimento da barragem do Córrego do Feijão. O ex-presidenciável esteve com a correligionária Marília Campos, prefeita de Contagem. Ainda nesta quinta (25), vai se encontrar com Margarida Salomão, de Juiz de Fora.


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