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Estado de Minas Câmara municipal

Vereadores de BH se organizam em blocos suprapartidários

Mudança feita no Regimento Interno da Câmara no fim do ano passado facilita a formação de coalizões entre partidos, como ocorre na ALMG


04/01/2021 04:00 - atualizado 04/01/2021 07:08

Mesmo antes da posse dos vereadores na Câmara Municipal, no dia 1º, articulação para formação de blocos suprapartidários já era intensa(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Mesmo antes da posse dos vereadores na Câmara Municipal, no dia 1º, articulação para formação de blocos suprapartidários já era intensa (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Passada a posse, vereadores de Belo Horizonte se organizam para a formação de blocos parlamentares que unem figuras de diferentes legendas. No fim do ano passado, a Câmara Municipal aprovou uma série de mudanças no Regimento Interno. Entre elas, está um dispositivo que facilita a formação dos grupos – como ocorre na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, por exemplo.

No dia da solenidade que marcou o início da legislatura, foi oficializada coalizão formada por representantes de Podemos, Patriota, PTB, PSDB, PSC e MDB. Denominado “Democracia e Independência”, o bloco terá sete integrantes.

PP, PTC e Pros também negociam uma união. As parlamentares de PT e Psol, que se uniram em torno de Duda Salabert (PDT) na disputa pela presidência da Casa, discutem a possibilidade de dar continuidade ao cordão. O mais provável, contudo, é que atuem por meio de bancadas partidárias.

O líder do único bloco oficializado até o momento será Gabriel Azevedo (Patriota). Ele crê que o modelo pode aprimorar o trabalho desempenhado pelos vereadores, inclusive durante a votação de projetos.

“Acredito que teremos pelo menos quatro blocos, além das bancadas. Isso melhora a articulação interna por agrupar os processos políticos ao invés da individualidade e da segmentação. Ao contrário de uma profunda confusão em plenário, é bem provável que tenhamos acordos selados antes mesmo da votação. Essa é uma tendência que faz sentido, posto que parlamentos funcionam por agrupamentos políticos”, projeta.

As regras da Câmara não tornam as coalizões obrigatórias. Por isso, partidos podem optar por ter bancadas próprias.

O Estado de Minas apurou, ainda, que Professor Juliano Lopes (PTC) pode liderar outro cordão, com PP e Pros. Se formada a equipe, os quatro progressistas se juntariam a Juliano, representante único de seu partido, e Wesley Autoescola, vencedor solitário na chapa do Pros.

“Estamos amadurecendo a ideia, nada definido ainda, mas a tendência é isso (a constituição do bloco). As tratativas estão sendo feitas”, diz Wilsinho da Tabu (PP).

“Política não se faz sozinho, e tudo isso em benefício da cidade e do povo de Belo Horizonte", completa. Em dezembro, a reportagem mostrou que as três siglas vão integrar a base aliada ao prefeito Alexandre Kalil (PSD).

O bloco liderado por Gabriel Azevedo ainda não definiu os termos da relação com o governo. No fim do ano passado, alguns dos integrantes se disseram independentes. “Certamente vamos agendar uma reunião com o prefeito para definir pautas comuns e propostas para a cidade”, sustenta Gabriel.

Debates

Vereadoras mais à esquerda, por seu turno, trabalham com a possibilidade de repetir o bloco que apoiou a candidatura de Duda Salabert. Além dela, o grupo tinha, pelo PT, Sônia Lansky da Coletiva e Macaé Evaristo; pelo Psol, Bella Gonçalves e Iza Lourença.

"Ainda estamos conversando sobre a formação ou não do bloco. Mais provável que vamos atuar como bancadas partidárias. De toda forma, mesmo sem formar o bloco, somos cinco mulheres diversas, com afinidades programáticas, e lutaremos juntas contra retrocessos dentro e fora da Câmara", assegura Bella, a única delas que já exercia mandato.

Dono da maior bancada da Câmara, com seis vereadores, a sigla de Kalil também cogita a possibilidade de engrossar uma coalizão multipartidária.

"Não tem nada definido ainda, pois nosso partido é o maior partido da Casa. Acaba que só o PSD, por si só, já é um bloco. Vai ser uma construção futura, uma vez que o partido fará isso coletivamente”, explica o já veterano Bim da Ambulância.

Assembleia

Na Assembleia Legislativa, os deputados se dividem em quatro grupos, orientados conforme a posição ante o governador Romeu Zema (Novo). No grupo de apoio ao Executivo, há 17 parlamentares. Na oposição, outros 16. Há, ainda, dois blocos considerados independentes. Um deles tem 20 integrantes; o outro, 24.

Além do Novo, a sustentação a Zema é formalmente dada por PSC, PSDB, Avante e Solidariedade. Na oposição, estão PT, Psol, Pros, PCdoB, PL e Rede.

No maior bloco independente, estão MDB, Cidadania, PDT, Podemos, PSB, PV e Republicanos. No outro, Democratas, Patriota, PP, PSD, PSL, PTB e PRTB. As formatações podem sofrer mudanças com a retomada das atividades na Assembleia, programada para fevereiro.


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