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Estado de Minas TENSÃO

'Guerra fria' entre EUA e China é 'ameaça global maior que coronavírus', diz Jeffrey Sachs

Em entrevista à BBC, economista americano diz também que o mundo está caminhando para um período de "grande ruptura sem nenhuma liderança" após a pandemia.


postado em 21/06/2020 14:01 / atualizado em 21/06/2020 14:07

Para economista americano, mundo está caminhando para um período de 'grande ruptura sem nenhuma liderança' após a pandemia(foto: BBC)
Para economista americano, mundo está caminhando para um período de 'grande ruptura sem nenhuma liderança' após a pandemia (foto: BBC)
O aprofundamento da guerra fria entre os EUA e a China será uma preocupação maior para o mundo do que o coronavírus, segundo o influente economista Jeffrey Sachs.

O mundo está caminhando para um período de "grande ruptura sem nenhuma liderança" após a pandemia, disse ele à BBC.

A divisão entre as duas superpotências vai exacerbar isso, alertou.

O professor da Universidade de Columbia culpou o governo dos EUA pelas hostilidades entre os dois países.


"Os EUA são uma força de divisão, não de cooperação", afirmou à BBC.


"É uma potência que tenta criar uma nova guerra fria com a China. Se isso prosperar - se esse tipo de abordagem for usado, não voltaremos ao normal; na verdade, entraremos em uma controvérsia maior e em um maior perigo de fato."

As tensões crescem

Os comentários de Sachs ocorrem quando as tensões entre os EUA e a China continuam a crescer em várias frentes - não apenas no comércio.


Nesta semana, o presidente Trump assinou legislação autorizando sanções dos EUA contra autoridades chinesas responsáveis %u200B%u200Bpela repressão aos muçulmanos na província de Xinjiang.

E, em entrevista ao Wall Street Journal, Trump disse acreditar que a China pode ter incentivado a propagação internacional do vírus como uma maneira de desestabilizar as economias concorrentes.

O governo Trump também tem como alvo empresas chinesas, em particular a gigante chinesa de telecomunicações Huawei, que Washington diz estar sendo usada para ajudar Pequim a espionar seus clientes. A China nega isso, assim como a Huawei.


Mas a posição dura do presidente Trump sobre a China e a Huawei pode ter sido parte de uma manobra política para ser reeleito - pelo menos de acordo com um novo livro do ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton.


Sachs concorda que atingir a Huawei nunca foi simplesmente uma preocupação de segurança.

"Os EUA ficaram para trás em relação ao 5G, que é uma parte crítica da nova economia digital. E a Huawei estava ganhando uma participação cada vez maior dos mercados globais. Os EUA inventaram, na minha opinião, a visão de que a Huawei é uma ameaça global. E se apoiaram muito nos aliados dos EUA ... para tentar romper as relações com a Huawei", disse ele.

A tensão aumenta

Os EUA não são o único país com o qual a China está em conflito.

Nesta semana, as tensões aumentaram na fronteira Índia-China, com pelo menos 20 soldados indianos mortos em alguns dos piores casos de violência que os dois lados viram em quase cinquenta anos.

E a China tem ativamente financiado projetos econômicos no Paquistão, Mianmar, Sri Lanka e Nepal - vizinhos mais próximos da Índia. Por isso, a Índia teme que Pequim esteja tentando interromper sua influência na região.


Sachs diz que a ascensão da China é preocupante para seus vizinhos na Ásia - especialmente se ela não fizer mais para mostrar que está tentando crescer de maneira pacífica e cooperativa.

"Se eu acredito que a China poderia fazer mais para aliviar medos que são muito reais? Acredito que sim", afirmou.


"A grande escolha, francamente, está nas mãos da China. Se a China for cooperativa, se envolver em diplomacia, cooperação regional e multilateralismo, em outras palavras, "soft power", porque é um país muito poderoso... Daí acho que a Ásia tem uma incrível futuro brilhante."




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O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

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