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Estado de Minas DESABASTECIMENTO

Santa Casa BH: falta de insumos hospitalares ameaça funcionamento

Desabastecimento também atinge outros hospitais, como o Hospital da Baleia; não há previsão para normalização dos estoques


23/06/2022 15:01 - atualizado 23/06/2022 16:50

Foto da fachada da Santa Casa BH.
Santa Casa tem convivido com a falta de contraste iodado, substância utilizada em tomografias, cateterismos e angioplastias, devido à paralisação do principal produtor, na China. (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
A Santa Casa de Belo Horizonte vem passando por um desabastecimento de insumos médicos-hospitalares em seus estoques desde maio deste ano. A situação mais grave é a falta de contraste iodado, substância utilizada em tomografias, cateterismos e angioplastias, devido à paralisação do principal produtor, na China.
 
O hospital informou, em nota, que antibióticos, soros, quimioterápicos, analgésicos e a vacina BCG também estão com estoque escasso ou sendo vendidos a preços acima do comum. 

Por conta disso, a Santa Casa está tentando racionalizar os insumos, sem prejudicar o atendimento médico aos pacientes.

“Como nosso consumo é muito alto, temos tentado realizar empréstimos com outros hospitais. No caso dos antibióticos e analgésicos, substituímos por medicamentos que temos em nosso estoque, avaliando caso a caso para que os tratamentos não sejam impactados. Também acionamos o poder público, na tentativa de buscar um suporte nesse momento”, pontuou Priscila Bonisson, superintendente de Suporte à Saúde da Santa Casa de BH.

'Desabastecimento mais agudo'


O superintendente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas) enfatizou que o desabastecimento "tem se tornado mais agudo neste mês".

"A situação gera um  impacto direto na assistência aos pacientes, podendo haver a impossibilidade de realização de procedimentos. A outra repercussão extremamente grave é o sobrepreço, tendo em vista o histórico de subfinanciamento das instituições filantrópicas e a ausência da compensação de valores para fazer frente ao aumento desenfreado. A questão do sobrepreço é muito séria, pois nossos hospitais destinam 75% dos atendimentos ao SUS, e não existe recurso financeiro adicional", disse.

"O contraste tem apresentado uma falta a nível mundial, já o soro, outro item que tem tido uma quebra de fornecimento, se dá pela falta de polímero para a confecção das embalagens", completou.

Outros hospitais

A falta de insumos hospitalares tem impactado outros hospitais de Minas Gerais. Nos Centros de Saúde de Belo Horizonte, o abastecimento de medicamentos e insumos está em 95,2%.

O Hospital da Baleia informou ontem (22/6) que está com fornecimento restrito de soro fisiológico, contraste e sorbitol. Segundo Cynthia Lloyd, assessora da Superintendência Técnica do Hospital da Baleia, o problema está ligado à falta de oferta por parte dos fornecedores.

Não é o caso de outras instituições. A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou que não há desabastecimento de medicamentos e insumos em suas unidades assistenciais. A entidade representa diversos hospitais, entre eles o Hospital João XXIII, Hospital Infantil João Paulo II, Hospital Maria Amélia Lins e o Hospital Alberto Cavalcanti.
 
O Hospital das Clínicas, da UFMG, também relatou que “não registra nenhum impacto na assistência aos pacientes por falta de insumos”.

A Prefeitura de Belo Horizonte, que responde pelos hospitais Odilon Behrens e Dr. Célio Furtado, no Barreiro, informou que os estoques estão regulares. O único insumo em falta é o sorbitol, no Hospital Célio Furtado, mas a previsão é que ele chegue nos próximos dias.

* Estagiário sob supervisão do subeditor Thiago Prata


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