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Estado de Minas AMPLIAÇÃO VACINAL

COVID: BH depende de envio de doses para ampliar grupo da quarta dose

Para vacinar pessoas acima de 50 anos, com a quarta dose ou segunda dose de reforço da vacina de COVID-19, BH e MG aguardam envios do Ministério da Saúde


06/06/2022 11:21 - atualizado 06/06/2022 17:04

Imunizante do laboratório Janssen
Na última sexta-feira (3/6), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a ampliação vacinal para pessoas de 50 a 59 anos; BH precisa de 324 mil doses da vacina contra a COVID-19 para imunizar esse público (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Belo Horizonte informou que aguarda que o governo de Minas envie novas remessas da vacina contra COVID-19 para aplicar a quarta dose ou segunda dose de reforço do imunizante em pessoas com mais de 50 anos. Na última sexta-feira (3/6), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a ampliação vacinal para esse grupo. 

Conforme a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), é necessário 324 mil doses para imunizar com a quarta dose ou segunda dose de reforço o público de 50 a 59 anos. A capital mineira reafirmou a disponibilidade de pessoal e todos os insumos necessários para a continuidade do processo. 

A Secretária do Estado de Saúde (SES-MG) afirmou que a distribuição dos imunizantes para os municípios depende do repasse de doses por parte do Ministério da Saúde. Além disso, deverão ser utilizadas para a segunda dose de reforço os imunizantes da Pfizer, Janssen e AstraZeneca. 

A quarta dose ou segunda dose de reforço da vacina contra o novo coronavírus, será administrada quatro meses após a última dose do esquema vacinal, independente do imunizante aplicado. Segundo a SES-MG, as  cidades são responsáveis pela operacionalização da campanha e devem realizar o planejamento do território, de acordo com a realidade local.
  

Negociação com o Ministério da Saúde 


No dia 27 de maio, o secretário da Saúde, Fábio Baccheretti, durante entrevista coletiva, explicou que Minas pretendia ampliar o grupo de pessoas que receberiam a terceira dose ou segunda dose de reforço. A medida está associada a perda de validade, a médio prazo, das vacinas estocadas pelo Governo Federal. 

“Existe um risco a médio prazo de as vacinas que estão com o Governo Federal perderem a sua validade e, por isso, estamos tentando convencê-lo da importância de ampliar a quarta dose”, explicou.

Desde então, o estado está buscando negociar a administração de doses com o Ministério da Saúde. “O Governo Federal liberou a segunda dose de reforço para pessoas com mais de 80 anos, e Minas, que tinha estoque de vacina, reduziu essa cobertura para 60 anos. Levaremos para  resolução do Ministério da Saúde a utilização das vacinas, a fim de ampliar o público-alvo, tendo em vista o tempo da terceira dose”, afirmou Baccheretti.

O secretário destacou que, conforme os estudos ligados à vacina contra COVID-19, a terceira dose (ou primeira de reforço) é eficaz na proteção. “Não há perda de imunidade a curto prazo e, desse modo, essa população está protegida. Porém, acreditamos que a quarta dose fará diferença”, informou.

Resposta do Ministério da Saúde


Em resposta ao Estado de Minas, o Ministério da Saúde informou que "novas remessas de vacinas COVID-19 serão encaminhadas nos próximos dias para o atendimento à ampliação dos públicos recomendados para as doses de reforço".

Segundo o órgão federal, "é importante destacar que as vacinas em posse de estados e municípios podem ser utilizadas para a aplicação da segunda dose de reforço em profissionais de saúde e pessoas com mais de 50 anos".


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